Imagens de pessoas praticando āsanas são usadas hoje em dia para vender desde seguros de vida a alimentos, desde carros a viagens. Há de tudo: gente em posturas de meditação, yogis em posturas de equilíbrio, alongamento ou força.

Essas fotos têm um denominador comum: apresentam pessoas esguias, fortes, lindas, e aparentemente de bem com a vida, fazendo com a maior naturalidade ações que estão muito além do alcance da imensa maioria dos seres humanos. Todos, invariavelmente, sorrindo.

A imagem do Yoga que se projeta através dessas poses intimida muitas pessoas que se sentem acuadas pelo grau de dificuldade das ações ilustradas.

O problema é que o tema não se limita ao mundo da publicidade: esse tipo de imagem é ubíqua também em redes sociais, publicações e blogs supostamente especializadas no tema.

Nessa esteira, há gente que pensa, legitimanente: “se o Yoga é para pessoas jovens, magras, bonitas e flexíveis, então não é para mim, pois não me encaixo em nenhuma dessas categorias”. O amigo leitor já se perguntou quantas pessoas desistiram de fazer Yoga por conta dessa imagem que se projeta dele?

Modelos intimidatórios.

Quantas mulheres desistiram de praticar ao ver aquelas roupas ajustadas que se usam na sala, que revelam todos os contornos do corpo, por considerarem que a forma do próprio corpo não se encaixa nesse padrão “aceitável”? Ou por acharem que não são suficientemente jovens, saudáveis, fortes ou flexíveis para praticar? Ou por não conseguirem compreender a diversidade de tipos de Yoga disponíveis?

Desde o ponto de vista de uma boa parcela da população, o Yoga se apresenta como algo inacessível, que está muito longe da realidade da pessoa.

A pesar de sabermos que o objetivo final do Yoga é a liberdade, e apesar desse ser ainda hoje o discurso “oficial”, a verdade dos fatos é que a imagem do corpo (especialmente o feminino), que se projeta através dessas figuras, só reforça o velho e equivocado estereótipo do corpo como objeto e fonte de felicidade.

“Gays: a espiritualidade não é para vocês”.

Ora, se meu corpo não se encaixa nesse modelo, eu nunca serei feliz? Não poderei praticar Yoga? Esse ponto de partida é tão equivocado como o do guru indiano Osho, que dizia que a homossexualidade é uma perversão e que portanto, a espiritualidade não é para os gays. Uma pérola da sabedoria dele sobre o tema: “Como homossexual, você não é nem sequer um ser humano”.

Na epoca em que visitei o Āśram desse guru na Índia, na década de 1980, pessoas portadoras de AIDS tinham proibida a entrada (um teste negativo para AIDS era exigido na porta de entrada).

Simples assim: os administradores desse Āśram pensam (até hoje) que se você for portador do vírus HIV, a espiritualidade não é para você. Noutras palavras, praticam a filosofia do “busque outro lugar para morrer e não nos incomode”.

“Sedentários: o Yoga não é para vocês”.

A mensagem implícita na imagem do praticante jovem e esguio é muito similar a esta: “se você está fora de forma, ou se é velho, feio, barrigudo ou triste, então o Yoga não é para você. Busque outro lugar para morrer”.

Desta maneira, a imagem da forma “ideal” espanta qualquer pessoa cujo corpo não se encaixe nesse modelo e reforça o velho e cruel paradigma da felicidade associada a uma forma corpórea considerada “perfeita”.

Com frequência, são decorrentes dessa distorção doenças psicossomáticas como anorexia, ortorexia ou bulimia, bem como depressão, autocrítica exagerada ou baixa autoestima. E, se nós, como praticantes e professores de Yoga não formos parte da solução para essa situação, seremos necessariamente parte do problema.

Os anúncios e selfies que mencionamos no início só replicam e eternizam o padrão vigente imposto pela cultura dominante na nossa sociedade. E essa cultura é cruel.

O sofisma do corpo perfeito.

Noutras palavras, essas imagens representam exatamente o oposto da liberdade que o Yoga propõe como meta, já que esse tipo de postura só colabora para alimentar ainda mais a distorção de autoimagem e o excesso de autocrítica na busca do “corpo perfeito”, que seria, segundo esse sofisma imposto, o corpo feliz.

Assim, a corrida para perder peso, a contagem obsessiva de calorias, a busca pela dieta mágica que vai finalmente tornar meu corpo aceitável e a inevitável comparação com os corpos dos demais, só colaboram para eternizar o círculo vicioso.

A discriminação contra qualquer tipo de corpo, contra qualquer forma ou biotipo que não se encaixe no padrão impossível da magreza extrema, é uma distorção tão feia quanto o racismo, o sexismo ou a xenofobia.

Porém, quanto mais o Yoga se populariza, parece que mais se reforça a identificação das práticas com essa ditadura da imagem do corpo “perfeito”. Assim, e apesar do Brasil ser o país da miscigenação, é raro ver em algumas salas de Yoga, pessoas que não sejam brancas, magras, jovens e elegantes.

O corpo como símbolo.

Como é que chegamos a esse ponto? Como é que o Yoga, que sempre foi uma ferramenta para a liberdade, o autoconhecimento e o crescimento interior, acessível a todos, acabou sendo apresentado como uma ferramenta para submissão do corpo humano, concretamente o corpo feminino, ao modelo irreal imposto pela cultura dominante?

Viver é coisa do corpo. O corpo é a realidade orgânica, o palco das experiências onde a vida acontece. Porém, há muito mais guardado nele: o corpo também é uma construção ideal, é a inflexão que nos torna gente, através da qual nos identificamos como humanos dentro dos contextos ambiental, social e familiar.

O corpo é, igualmente, a referência através da qual construímos e projetamos a imagem de quem somos, tanto como indivíduos quanto como raça humana.

Nesse sentido, o símbolo que é o corpo é capaz de construir e transmitir significados e mensagens através da sua forma. Isso, por sua vez dá lugar a costumes, gestos ou formas de conduta padrão, que determinam e condicionam as escolhas dos indivíduos.

O pior é que muitas vezes, pensamos que tomamos decisões ou perseguimos desejos usando nosso livre arbítrio, e não nos damos conta de que estamos apenas seguindo condicionamentos impostos, que nada tem a ver conosco ou com a plenitude que somos.

Assim, quando nos expomos à imagem de uma esbelta modelo num āsana complicado sorrindo relaxadamente como quem não faz esforço algum, a mensagem implícita na foto pode afetar negativamente a nossa autoestima, uma vez que a nossa experiência prática nem sempre coincide com o que vemos.

E isso não precisa acontecer dentro da sala de práticas: pode se revelar ao perceber a dificuldade para amarrar os próprios cadarços.

Modelos e paradigmas.

Antigamente eram as artes, a pintura e a escultura. Atualmente, os meios de comunicação são os grandes responsáveis pela divulgação dos padrões comportamentais e estéticos que transmitem valores como saúde, beleza, bem-estar ou tranquilidade. Esses padrões, ao mesmo tempo, funcionam como imposições ou soluções para a realização da felicidade.

Assim, o Yoga é representado muitas vezes não apenas como modelo de vida saudável ou prática terapêutica para, digamos, regular o peso ou combater a ansiedade, mas igualmente como agente para a imposição de condutas e escolhas.

Esse último aspecto, menos visível, inclui ainda a condena ou a rejeição daquilo que não se encaixa no padrão, gerando igualmente estigmas, remorsos e culpas.

Os āsanas são usados como ferramentas para seduzir ou pressionar a pessoa em direção àquilo que ela deveria ser em termos físicos.

No caso da publicidade de algum produto associado à imagem, ainda temos mais um cruel twist implícito: “adquirindo este produto você ficará idêntico ao modelo e passará a formar parte do seleto clube daqueles que estão de bem com a vida”.

A cilada das adaptações.

Claramente, percebemos nessas representações do Yoga que houve uma mudança nas prioridades ou fins, naquilo que se espera da prática, que se adapta dessa maneira aos valores e padrões da sociedade de consumo.

O foco não mais está na iluminação, na tranquilidade, na autoaceitação, no contentamento, na vida feliz ou em cultivar os valores, mas em modificar a forma exterior.

O tema agora é conseguir uma imagem “aceitável” do próprio corpo, encaixotando-o a qualquer preço no cânone de beleza, e buscando obsessivamente o esquivo ideal da perfeição nas posturas, como se a iluminação e a felicidade estivessem escondidas nelas. O problema é que essa atitude, necessariamente, acaba em sofrimento e frustração.

Na ânsia dos anunciantes por associar produtos com o corpo-objeto feminino para lucrar, e na distraída e conveniente aceitação que algumas modelos cultivam para entrar no jogo (só para ficar com o tema da publicidade associada às imagens da prática), se perde a dignidade da mulher e se eterniza a exploração da sua imagem.

O tema se amplifica ainda mais quando as pessoas, de maneira voluntária porém um tanto inconsciente, entram na corrida para se exibir ou fotografar em posturas cada vez mais exigentes, não apenas pondo em risco a própria integridade física, mas igualmente privilegiando de maneira clara o registro, em detrimento da própria vivência.

Digo isso plenamente consciente de que questionar a objetificação do corpo feminino pode me atrair a ira daqueles que pensam que estamos aqui censurando o direito de cada um de buscar a felicidade de acordo com seu próprio gosto.

Ou buscando “a sua própria verdade”, como está na moda dizer. Minha intenção não é condenar condutas ou opções mas convidar à reflexão. Pois um dos objetivos do Yoga é justamente nos fazer refletir sobre nossas crenças e paradigmas (e se for o caso, mudá-los), não é mesmo?

A comunidade do Yoga é reflexo da sociedade?

Quando comecei a praticar, no início da década de 1980, as coisas não eram assim: lembro bem que, na minha primeira turma, na cidade de Montevidéu, havia donas de casa, jovens, adultos, magros, gordos. Praticávamos juntos na mesma sala minha mãe, meus irmãos e amigos, e pessoas que teriam idade para ser nossos avós.

Os corpos eram diversos em todos os sentidos, e um fiel reflexo da sociedade uruguaia da época. Hoje em dia, o que vejo no ambiente do Yoga, seja na América do Sul, na Europa ou até mesmo na África, difere em muito do que vejo nas ruas.

Minha condição de estudante, que vivia com apenas algumas moedas no bolso, não me permitia pagar pelas aulas, mas mesmo assim meu professor foi muito generoso e me deixou praticar sem pensar no dinheiro. Somente muitos anos depois, já morando no Brasil, é que voltei àquela escola para fazer uma doação que compensasse e retribuísse a magnanimidade do meu professor.

Yoga para todos.

Se não fosse por essa atitude dele, não sei se teria conseguido aprender Yoga. Pelo menos, não teria começado tão cedo.

Seria bom se pensássemos, como professores de Yoga, se estamos de fato fazendo algo válido nesse sentido, tanto para compartilhar o ensinamento com aqueles que não podem pagar por ele, quanto para confirmar que não estejamos, mesmo que inconscientemente, intimidando ou desestimulando de se aproximar do Yoga, a pessoas cujos corpos não se encaixam no estereótipo vigente.

Talvez assim, com a conscientização de todos, a nossa comunidade de Yoga pudesse, aos poucos, ser um reflexo mais fiel dos corpos da sociedade em que vivemos. Com isso, poderíamos também freiar a avalanche na qual está se transformando a ditadura das formas e das práticas rígidas, padronizadas e congeladas, que não levam em consideração as características únicas desde cada corpo.

Já recebemos a suficiente pressão noutros lugares. Na prática, podemos deixá-la de fora. A ideia, em relação à prática de Yoga é oposta a essa imposição: que possamos nos encontrar em casa. Que possamos estar em paz conosco e com o mundo. Que possamos ser o que somos. Que possamos nos aceitar como pessoas plenas e felizes, dentro das nossas próprias limitações.

Sem críticas nem pressões. Sem retoques digitais nem maquiagem. Sem condenas nem culpas. Sem questionamentos à própria autoestima. Sem sermos olhados como mercadoria.

A retomada da meta original do Yoga e a correção do rumo que damos às práticas, depende unicamente de nós mesmos. E disso dependerá também, o Yoga que nossos netos recebam. Qual é a herança que lhes queremos deixar?

Namaste!

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    COMENTÁRIOS

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  1. Anne Krebs

    Impressionante! Gratidão pela profunda reflexão, sinto o mesmo, quando falo do Yoga para quem nem sabe o que é a primeira coisa que falam: "É dificil né? Tem umas posições doidas."

    Então me identifico com a mensagem, mas não julgo aqueles que desejam trabalhar esse outro modelo, afinal não existe verdade absoluta, cada um deve seguir seu coração e direcionar a mensagem para quem estiver a procura e muitas vezes essa pode ser a chama que faz despertar o interesse, depois o Yoga se encarrega de conduzir a pessoa no aprofundamento, afinal aqueles que se preocupam com o corpo também são bem-vindos, não é mesmo?


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  2. Lia Caldas

    Olá! Não esqueçam que acontece também o inverso: pessoas que buscam o Yoga após ver posts com fotos de asanas, especialmente os que têm alguma mensagem ou algum texto relacionado ao que se vê na foto, e que por isso começam a praticar e poderão, então, descobrir mais sobre Yoga. Eu mesma já recebi mensagens de pessoas que começaram a praticar ou se interessaram por Yoga após ver um ou mais dos meus posts. Abraços, Lia :-)
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  3. Patrícia

    Oi Pedro! Percebo sua defesa e alerta que você faz do uso que nós mulheres estamos fazendo em relação as exposições equivocadas,e agradeço.

    Mas quero aproveitar a omissão da contraparte masculina para desabafar o que tenho visto por aí, e tirar a mulher do papel de vilã, e nos lembrarmos que não pode haver para um peso, duas medidas. Embora você tenha usado o termo -especialmente o feminino-, queria colocar aqui os modelos intimidatórios masculinos , que você esqueceu, ou não se deu conta, ou que talvez não tenha visto " a por a culpa somente nas mulheres", rs, mesmo que em outros momentos tenha usado a palavra "gente" designando ambos os sexos nas suas equivocações que o texto aborda.

    Entendi e concordo que realmente há uma objetivação maior do corpo feminino, e que nós mulheres temos sim que nos colocar de maneira apropriada nessa questão. Mas, por exemplo, os homens que usam shortinhos de lycra agarradinhos , e/ou não usam camisetas, deixando o peito e os músculos a mostra.

    Não raro também se fotografam com posturas bem acrobáticas.Sem contar os "tatuadões" e saradões que deixam evidenciar essa arte corporal.Acho que essa pergunta também precisa ser evidenciada: "Quantos homens desistiram de praticar ao ver aquelas roupas ajustadas que se usam na sala, que revelam todos os contornos do corpo, por considerarem que a forma do próprio corpo não se encaixa nesse padrão ?aceitável?? Fiz questão de lembrar disso ,mesmo que possa fazer papel de feminista chata, tudo bem, porém, achei importante esse lembrete, para que esse texto, maravilhoso, não caia na esteira(por ter omitido esse detalhe que apontei) das críticas de alguns yoguis machistas, que vejo na rede social, apontando o "absurdo que é ver mulheres de biquini, ou em roupas agarradas "(lembrando da coexistência dos exibicionismos e exageros que também existem nisso aí, dos quais você elucidou). Nessa esteira, aparece os "machos yoguis" preocupados em baixarem seus éditos morais para a cobertura das regiões que lhe parecem mais sexy femininas, mas esquecem, que nós mulheres, mesmo sendo menos visuais que os homens, também achamos sexy os shortinhos agarradinhos e os peitos masculinos a mostra.Portanto, nessa linha de pensamento:os homens também tem de se "dar o respeito".

    Sei que esse assunto não é o que você colocou exatamente, nem que essas afirmações abaixo você as tenha dito, mas aproveitei o ensejo, pois está tudo junto e misturado nas equivocações de gêneros : -Mulheres, evitem o esteriótipo equivocado do corpo como fonte da felicidade, enquanto nós homens nos vestimos e/ou pousamos de galo e nos exibimos como quisermos? Cubram-se mulheres, enquanto nós nos vestimos como queiramos? Parem de fazer poses e selfs de biquini na praia enquanto nós podemos e não somos criticados!

    O foco em modificar a imagem exterior,em detrimento do objetivo da prática, está em ambos os lados , mesmo que haja um apelo midiático pelo feminino e que muitas mulheres caiam, ou optem, por esse caminho.

    O texto é maravilhoso Pedro, e esse apontamento que faço não quer dizer que não concorde com suas colocações, tampouco lhe acuso de machista, muito menos censure as maneiras de cada um se vestir ou modificar o corpo.

    Acho que a comunidade yoguica precisa filtrar esses olhares para que possamos como você disse: nos aliviar da suficiente pressão noutros lugares. Diferente da história da humanidade , que de um modo geral é contada pelas lentes masculinas,o yoga que podemos deixar para nossos netos, precisa ser olhado e cuidado por nós yoguis para não se deixar identificar com esses condicionamentos de gênero.

    Obrigada.

    Namaste!



    Jorge

    Perfeito, Patrícia, acho que seu comentário completa muito bem o excelente texto do Pedro. Namaste.



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  4. Adriana Banker

    Pedro amei o texto e verdade e o pior estão perdendo o verdadeiro sentido,que e ser um praticante de yoga,passo para meus alunos em minhas aulas sobre isso,que não e só o físico nem asanas tão difíceis,mas que vai muito alem.Parabéns pelo texto e muitos professores tornem consciência disso,pois eu sou da mida antiga.
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  5. juliana gama

    Só posso agradecer. Namastê.
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  6. YVAN ARCURI SINICO

    De fato, Pedro, temos que estar atentos a essa tendencia que vai se formando, e que muitas vezes, constrangemos possiveis praticantes, sem perceber, ou , eles se sentem constrangidos diante da turma fitness... Democratizar a pratica, o ensinamento e a auto libertaçao. grato por mais este txt.


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  7. Rosangela Castro

    Fantástico! Alegria no coração de encontrar lucidez num texto. Grata
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  8. Mardoqueu

    O corpo é apenas uma parte do ser humano, se durante as práticas nos determos absolutamente nele estaremos perdendo muito o que o Yoga pode nos proporcionar. Tenho alunos obesos, que felizmente, são felizes e que aos poucos vão melhorando sua prática física e tomando consciência do seu corpo, mas sem se impor a um determinado padrão estético. Sempre é bom lembrar que o Yoga é muito, muito mais que uma atividade física!!!
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  9. Bya Hatha

    Pedro como sempre, excelente o texto, justamente o que sempre comento com meus colegas professores de yoga aqui no país onde moro. Aqui é pior porque são poucos lugares de yoga e os que tem são direcionados para a "turminha do self". Por isso "euzinha" estou na linha das "antigas" do yoga, minhas aulas são para os "excluídos", aqueles que se sentem constrangidos em studios de yoga badaladísimos que só se pratica "acrobacias", gente jovem, magra e " feliz". A cada dia tenho mais alunos, como meus alunos dizem: minhas aulas são "normais" para gente "normal"....rs...rs. Namaste!
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  10. Germano

    Gostei muito do texto Pedro.

    É isso ai mesmo. Acompanho seus textos e reflexoes acho que ha uns 10 anos (talvez ate mais).

    Nossa, putz, esse lance so piorou. Obrigado por sempre nos trazer de "volta" rsrs.

    Abraço.


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