No mundo em que vivemos atualmente, é muito difícil nos livrarmos do apego aos bens materiais. Somos muito influenciados pela sociedade materialista e fútil em que crescemos. Para sermos ‘aceitos’ seguimos suas regras, muitas vezes sem sequer nos questionarmos sobre se levamos nossas vidas do jeito que gostaríamos ou refletir sobre o que estamos efetivamente buscando com nossas atitudes.
Aprendemos, desde muito pequenos, a seguirmos o fluxo de uma vida mecânica e egoísta. Quando entramos na escola logo aprendemos que, para sermos uma pessoa de valor e ‘respeitável’, é necessário termos uma boa ‘posição social’ e o que é ainda pior: para alcançarmos essa posição é necessário que sejamos ‘melhores’ que nossos amigos que podem se tornar uma ameaça para nossa tão desejada vaga de emprego. Assim, vivemos pensando somente em nós mesmos e sempre associamos uma vida feliz com grande quantidade de dinheiro. Valores como o amor e a justiça não têm mais valor.
As pessoas que conseguiram um bom emprego, carro, casa e muito dinheiro para levar uma vida confortável são pessoas de sucesso; os que não conseguiram, mesmo levando uma vida digna, são os fracassados. As pessoas não são avaliadas pelo que são, mas pelo que têm. Estamos constantemente valorizando o que não tem valor e desprezando as verdadeiras riquezas. Felizes daqueles que em algum momento da vida param e se perguntam: O que eu estou fazendo com a minha vida? O que eu valorizo é capaz de me tornar pleno e realizado?
Nos livrarmos desse condicionamento é uma tarefa que exige muito de nós. Quantos de nós, hoje, seríamos capazes de ter a atitude do verdadeiro desapego? Quantos de nós estamos preparados para resistir ao chamado da riqueza e do sucesso?
O apego aos bens materiais e relacionamentos é capaz de tirar o nosso sossego, mas devemos reconhecer que não é capaz de tirar o vazio que sentimos. Quase sempre nos iludimos. A única coisa capaz de tirar o nosso vazio existencial e trazer paz, é a certeza se saber quem realmente somos e o que estamos fazendo nesta vida.
Assim, o primeiro e grande passo no processo do crescimento interior, é descobrirmos se estamos no caminho certo. O segundo passo é encontrarmos força e coragem para seguí-lo. Na minha opinião, o Yoga é uma disciplina que nos permite percorrer em segurança esse caminho. Namastê!
Mariana da Silva é professora de Yoga em Poços de Caldas, MG. Seu email é mari_bertozzi@yahoo.com.br
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