Uma yogiṇī afirmou num diálogo recentemente que o “Yoga é por natureza apolítico”. Apolítico é aquilo ou aquele que aquele que tem aversão ou não se interessa pela política. Ora bem, o Yoga faz parte do existir. A política também faz parte da existência ao ponto que é dito, com razão, que existir é um ato político.



Muitas tradições ascéticas da Índia consideram o corpo como um mero acúmulo de vísceras cuja natureza é corrompida e cujo destino final é morrer e apodrecer. Talvez o exemplo mais claro disso é o que aparece no Agni Purana (LI:15)...
Negar ou reprimir a tristeza é como pretender que o espaço desapareça colocando-o dentro de uma garrafa. E aliás, não é um bom negócio: a tristeza mal digerida pode derivar em transtornos psicossomáticos, ansiedade ou depressão. Isso acontece por exemplo quando não conseguimos elaborar sadiamente a dor pela perda de um ente querido.
Acredito que a única coisa que pode nos dar paz, mas paz verdadeira, é sermos capazes de saber quem somos e o que estamos fazendo aqui nesta vida
Nos tempos de globalização que correm, temos o privilégio de poder conhecer culturas e modos de viver diferentes do nosso, que nos enriquecem, motivam e ensinam. E a visão e o estilo de vida do Yoga são muito inspiradores e transformadores para qualquer cidadão da aldeia global. Porém...
Existem muitas maneiras diferentes de se fazer a saudação ao sol. Apresentamos aqui apenas uma dessas possibilidades. Idealmente, cada um de nós deveria encontrar a sua forma pessoal de fazer esta sequência.
A questão fundamental é que só muda o tamanho da prisão. A pessoa continua encarcerada. Segue sendo prisioneira. O mesmo vale para nós: somos prisioneiros do saṁsāra, dos condicionamentos. O mesmo vale para as instituições religiosas: nenhuma delas liberta ninguém.
Sarvam ayam Brahman: tudo o que existe, tudo o que pode ser visto e o que não é visto, tudo o que pode ser conhecido e o que não pode ser conhecido, é Brahman, o Ilimitado.
Quando pensamos em certos tipo de prática de Haṭha Yoga que estão em voga, vêm à mente a coisas como esforço excessivo, copiosa transpiração, respiração pesada e, em alguns casos, tensão e lesões. Vemos, com alguma frequência, pessoas se esforçando muito além da conta, praticando como se não houvesse amanhã, com atitudes de fanatismo e irresponsabilidade.
O jalāṇḍhārabandha ou "fecho" da garganta é um dos quatro bandhas ou "travas" internas usadas em certas práticas de āsana, prāṇāyāma, mudrā e meditação para conduzir o fluxo da força vital através do corpo.
Será que o Yoga tem alguma contribuição para o problema das fobias? Pode a sabedoria dos yogis de outrora ter abordado estes temas em algum momento da sua longa história? Sim!
Mūrcchā significa desvanecimento, vertigem ou ainda expandir, penetrar, ocupar. O nome está vinculado com a capacidade de perceber a si mesmo como Ātma, alguém livre de limitações, que está além do apego a pensamentos e desejos.
Para todos nós, praticantes e professores de Yoga, a questão do título é importante. Precisamos saber como lidar com emoções e experiências indesejáveis da melhor maneira possível, pois cedo ou tarde irão surgir, tanto dentro da nossa própria experiência como praticantes, quanto no papel que desempenhamos como instrutores/facilitadores de Yoga. Para começar: práticas como Yoga, […]
No Yoga, o conceito de inteligência vai além da noção de capacidade cognitiva ou agilidade mental. Nesse contexto, a ideia de inteligência está ligada à própria estrutura da realidade. Expressões como Sarvajñāna (“todo conhecimento”) e Sarvam Brahman ayam (“tudo isto é Brahman”) apontam para uma compreensão radical: a inteligência não é algo que possuímos como uma qualidade ou faculdade. Inteligência é a própria essência da realidade.
O Yoga vai muito além de uma forma de exercício físico: é uma visão libertadora que se aplica através de um modo de vida saudável.
Nesta parábola da Mundaka Upaniṣad, a árvore é o mundo, a sociedade, o lugar onde vivemos e nos movemos. Os frutos da figueira são os labirintos dos desejos, os resultados dos karmas, crenças e condicionamentos disponíveis para a pessoa. O primeiro pássaro é o corpomente. O segundo é Ātma, o Ser pleno.
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