Para todos nós, praticantes e professores de Yoga, a questão do título é importante. Precisamos saber como lidar com emoções e experiências indesejáveis da melhor maneira possível, pois cedo ou tarde irão surgir, tanto dentro da nossa própria experiência como praticantes, quanto no papel que desempenhamos como instrutores/facilitadores de Yoga. Para começar: práticas como Yoga, […]


“A Guirlanda do Conhecimento do Ser” é um prakaraṇagranṭha, texto focado no objetivo do Yoga atribuído a Śrī Ādi Śaṅkarācārya, o incrível professor do século VIII. Nesse lindo poema de 20 estrofes são descritas as características da pessoa que reconheceu a si mesma como Ilimitada.
Quando pensamos em certos tipo de prática de Haṭha Yoga que estão em voga, vêm à mente a coisas como esforço excessivo, copiosa transpiração, respiração pesada e, em alguns casos, tensão e lesões. Vemos, com alguma frequência, pessoas se esforçando muito além da conta, praticando como se não houvesse amanhã, com atitudes de fanatismo e irresponsabilidade.
Certo grau de organização e maturidade mental e emocional é essencial para compreendermos como somos e funcionamos. A palavra sânscrita abhyāsa, traduzida geralmente como prática constante, significa literalmente “repetição”. Há duas formas de se interpretar este termo: uma positiva e uma negativa.
Este é um convite para questionar a ideia da proibição do Yoga para a mulher na Índia antiga, que se revela falsa depois de um passeio pelo textos onde estão registradas as descobertas e experiências dos yogins do passado desde a Idade védica, há mais de 3500 anos, até os mais recentes textos de Haṭhayoga no século XVIII.
Na Índia de Patañjali, Yoga e meditação são sinônimos, ou quase. Na prática que alguns professores ensinam aqui em Ocidente, a meditação ocupa um lugar muito pequeno. Há outros que simplesmente nem sequer falam no assunto. Alguns falam sobre meditação em movimento, durante os āsanas, mas a verdade é que o Yoga está pagando um preço muito alto pela sua popularização. Esse preço é o da distorção, da banalização, da perda do conteúdo mais essencial.
Mūlabandha, a ativação da musculatura do solo pélvico, é fundamental para manter a qualidade de vida e a saúde geral, por uma ampla série de razões. O nome significa “fecho da raiz”. Trata-se de uma técnica sutil e poderosa do Yoga que consiste na ativação e elevação dos músculos do assoalho pélvico. Sua prática traz […]
Este é o terceiro mantra da Gaṇapati Athārvaśīrṣopaniṣat, uma das principais 108 Upaniṣads. Ela é uma prece que pede proteção a Śrī Gaṇeśa, o deus com cabeça de elefante e senhor do karma, aquele que coloca e remove os obstáculos.
No contexto do Tantra, os termos paśu, vīra e divya representam diferentes níveis de desenvolvimento e qualificação dos praticantes (sādhakas). Esses três tipos descrevem estágios ou disposições internas de cada pessoa em relação à prática, à disciplina e à compreensão do ensinamento não-dual.
Não sou pai nem mãe, nem parente, nem doador, nem filho nem filha, nem quem recebe nem quem sustenta. Nem a esposa, nem o conhecimento das coisas do mundo, nem tampouco [posso buscar segurança na] minha profissão. Você é o meu refúgio. Só você é o meu refúgio, Mãe Bhavanī. || 1 ||
Com fazer nossas escolhas, quando defrontados com dilemas aparentemente insolúveis desde o ponto de vista ético? Como conduzir nossas ações para nos manter alinhados com o princípio da não-violência? Como devemos ou podemos viver, de fato, a vida de Yoga?
O Yoga vê o homem como um reflexo do macrocosmos. A energia criadora que engendra o Universo manifesta-se no homem, que não está separado nem é diferente dela. O nome dessa energia é kuṇḍalinī.
Bhramārī é um dos exercícios mais eficientes de retração dos sentidos. A retração dos sentidos é o passo prévio e essencial para realizar os estados profundos da meditação
A prática do Yoga pode ser uma aliada poderosa no processo da recuperação da histerectomia e dos efeitos secundários da quimioterapia, pois traz benefícios tanto em nível físico quanto em nível emocional e mental.
A ideia de progressão não faz muito sentido em relação a mokṣa (liberdade), o objetivo do Yoga. Mokṣa não é sobre ganhar algo que você não tem, mas é sobre reconhecer o que você já é. A progressão é um processo mecânico. Estritamente falando, essa ideia do progresso para mokṣa é enganosa. Você não pode mensurar esse processo, por exemplo, pensando: “ja fiz metade, ou já cobri 65% das etapas para chegar na meta.”
Segundo a Bhagavadgītā, há somente duas formas de viver, dois estilos de vida: o do karma yogin e o do saṁnyāsin. Mokṣa é conhecimento. Quando a motivação por mokṣa é suficientemente intensa, o estilo de vida pode ser o da renúncia, saṁnyāsa, no qual a pessoa abandona tudo para se dedicar a esse propósito.
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