A origem do sânscrito, a língua sagrada em que foram transmitidos os Vedas, o Yoga e o Vedānta; um pequeno guia de fonética, com o alfabeto devanāgarī e a pronúncia de cada letra; e uma bibliografia de Yoga, Tantra e Vedānta.
Tudo o que existe neste Universo em constante transformação é manifestação do Ser. Regozijemo-nos nessa descoberta pela renúncia. Não cobices nada, pois tudo ao Ser pertence.
Lembremos também que a missão do mestre é libertar, não provocar sofrimento nos praticantes, nem amassar fortunas e, menos ainda, angariar zumbis de cérebro lavado. Incapaz de libertar, o aspirante a mestre apenas veste uma fantasia oca e perigosa. Parafraseando o velho ditado, o dhoti não faz o mestre.
O sânscrito, uma das línguas mais antigas do mundo, carrega milênios de filosofia, espiritualidade e tradição. Palavras como namaste, dharma, karma, āsana ou Oṁ não são apenas termos; são conceitos profundos que permeiam e fazem parte da cultura, da religião e da identidade de milhões de pessoas, não apenas na Índia, Nepal ou Sri Lanka, mas igualmente dos praticantes de Yoga, Tantra e Vedānta de todas as nacionalidades, etnias e lugares.
Este texto nasceu inspirado num retiro guiado por Swāmi Dayānanda em março de 2011 na cidade sagrada de Rishikesh, às margens do rio Ganges. O tema desse encontro foi o diálogo entre Yājñavalkya e Maitreyī, da Bṛhadāraṇyaka Upaniṣad. Embora o assunto religião não seja explicitamente mencionado nesse texto, Swāmijī o trouxe como reflexão durante o retiro, dada sua capital relevância nos dias atuais.
Embora o ensinamento do Vedanta seja meridianamente simples (você já é a felicidade que está procurando), a profundidade da maneira em que esta visão é transmitida, a deixa fora do alcance da maior parte das pessoas. Para superar essa dificuldade, os mestres optaram por transmitir o ensinamento através de ilustrações práticas do cotidiano, para termos a oportunidade de compreender a verdade da maneira mais direta e acessível.
Uma busca pessoal Quem precisa de alinhamento dos chakras? Antes de entrar nesse tema, vou contar uma história para você: quando comecei a levar o Yoga a sério, me dediquei de corpo e alma à meditação nos chakras. Estava sentindo-me paralisado nas práticas e precisava de motivação e energia para levá-las adiante. Assim, fui na […]
Eis um pequeno resumo do que somos, como nos vemos e como vivemos, com algumas soluções que o Vedanta e o Yoga apontam para separar fatos de crenças e ter uma vida mais tranqüila e feliz
Muitas tradições ascéticas da Índia consideram o corpo como um mero acúmulo de vísceras cuja natureza é corrompida e cujo destino final é morrer e apodrecer. Talvez o exemplo mais claro disso é o que aparece no Agni Purana (LI:15)...
Todos conhecemos ou pelo menos já escutamos alguma vez a palavra sânscrita नमस्ते namaste. Esta saudação se estendeu atualmente a muitos ambientes alheios ao Yoga e à espiritualidade e até entrou para os dicionários ingleses, por influência dos emigrantes indianos para o Reino Unido.
Nos tempos de globalização que correm, temos o privilégio de poder conhecer culturas e modos de viver diferentes do nosso, que nos enriquecem, motivam e ensinam. E a visão e o estilo de vida do Yoga são muito inspiradores e transformadores para qualquer cidadão da aldeia global. Porém...
A questão fundamental é que só muda o tamanho da prisão. A pessoa continua encarcerada. Segue sendo prisioneira. O mesmo vale para nós: somos prisioneiros do saṁsāra, dos condicionamentos. O mesmo vale para as instituições religiosas: nenhuma delas liberta ninguém.
Nesta parábola da Mundaka Upaniṣad, a árvore é o mundo, a sociedade, o lugar onde vivemos e nos movemos. Os frutos da figueira são os labirintos dos desejos, os resultados dos karmas, crenças e condicionamentos disponíveis para a pessoa. O primeiro pássaro é o corpomente. O segundo é Ātma, o Ser pleno.
“A Guirlanda do Conhecimento do Ser” é um prakaraṇagranṭha, texto focado no objetivo do Yoga atribuído a Śrī Ādi Śaṅkarācārya, o incrível professor do século VIII. Nesse lindo poema de 20 estrofes são descritas as características da pessoa que reconheceu a si mesma como Ilimitada.
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