Embora o ensinamento do Vedanta seja meridianamente simples (você já é a felicidade que está procurando), a profundidade da maneira em que esta visão é transmitida, a deixa fora do alcance da maior parte das pessoas. Para superar essa dificuldade, os mestres optaram por transmitir o ensinamento através de ilustrações práticas do cotidiano, para termos a oportunidade de compreender a verdade da maneira mais direta e acessível.
Uma busca pessoal Quem precisa de alinhamento dos chakras? Antes de entrar nesse tema, vou contar uma história para você: quando comecei a levar o Yoga a sério, me dediquei de corpo e alma à meditação nos chakras. Estava sentindo-me paralisado nas práticas e precisava de motivação e energia para levá-las adiante. Assim, fui na […]
Eis um pequeno resumo do que somos, como nos vemos e como vivemos, com algumas soluções que o Vedanta e o Yoga apontam para separar fatos de crenças e ter uma vida mais tranqüila e feliz
Muitas tradições ascéticas da Índia consideram o corpo como um mero acúmulo de vísceras cuja natureza é corrompida e cujo destino final é morrer e apodrecer. Talvez o exemplo mais claro disso é o que aparece no Agni Purana (LI:15)...
Todos conhecemos ou pelo menos já escutamos alguma vez a palavra sânscrita नमस्ते namaste. Esta saudação se estendeu atualmente a muitos ambientes alheios ao Yoga e à espiritualidade e até entrou para os dicionários ingleses, por influência dos emigrantes indianos para o Reino Unido.
Nos tempos de globalização que correm, temos o privilégio de poder conhecer culturas e modos de viver diferentes do nosso, que nos enriquecem, motivam e ensinam. E a visão e o estilo de vida do Yoga são muito inspiradores e transformadores para qualquer cidadão da aldeia global. Porém...
A questão fundamental é que só muda o tamanho da prisão. A pessoa continua encarcerada. Segue sendo prisioneira. O mesmo vale para nós: somos prisioneiros do saṁsāra, dos condicionamentos. O mesmo vale para as instituições religiosas: nenhuma delas liberta ninguém.
Nesta parábola da Mundaka Upaniṣad, a árvore é o mundo, a sociedade, o lugar onde vivemos e nos movemos. Os frutos da figueira são os labirintos dos desejos, os resultados dos karmas, crenças e condicionamentos disponíveis para a pessoa. O primeiro pássaro é o corpomente. O segundo é Ātma, o Ser pleno.
“A Guirlanda do Conhecimento do Ser” é um prakaraṇagranṭha, texto focado no objetivo do Yoga atribuído a Śrī Ādi Śaṅkarācārya, o incrível professor do século VIII. Nesse lindo poema de 20 estrofes são descritas as características da pessoa que reconheceu a si mesma como Ilimitada.
O machismo é endêmico: está em todas partes na nossa sociedade e, desafortunadamente também bastante presente nos ambientes do Yoga. Negar esse fato é contribuir ativamente para os estupros, femicídios e agressões que preenchem o noticiário. É preciso fazer alguma coisa.
Este é um convite para questionar a ideia da proibição do Yoga para a mulher na Índia antiga, que se revela falsa depois de um passeio pelo textos onde estão registradas as descobertas e experiências dos yogins do passado desde a Idade védica, há mais de 3500 anos, até os mais recentes textos de Haṭhayoga no século XVIII.
No contexto do Tantra, os termos paśu, vīra e divya representam diferentes níveis de desenvolvimento e qualificação dos praticantes (sādhakas). Esses três tipos descrevem estágios ou disposições internas de cada pessoa em relação à prática, à disciplina e à compreensão do ensinamento não-dual.
O Yoga vê o homem como um reflexo do macrocosmos. A energia criadora que engendra o Universo manifesta-se no homem, que não está separado nem é diferente dela. O nome dessa energia é kuṇḍalinī.
A ideia de progressão não faz muito sentido em relação a mokṣa (liberdade), o objetivo do Yoga. Mokṣa não é sobre ganhar algo que você não tem, mas é sobre reconhecer o que você já é. A progressão é um processo mecânico. Estritamente falando, essa ideia do progresso para mokṣa é enganosa. Você não pode mensurar esse processo, por exemplo, pensando: “ja fiz metade, ou já cobri 65% das etapas para chegar na meta.”
Segundo a Bhagavadgītā, há somente duas formas de viver, dois estilos de vida: o do karma yogin e o do saṁnyāsin. Mokṣa é conhecimento. Quando a motivação por mokṣa é suficientemente intensa, o estilo de vida pode ser o da renúncia, saṁnyāsa, no qual a pessoa abandona tudo para se dedicar a esse propósito.
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