Se você for numa olaria, onde quer que olhe, você verá argila. Você está buscando a argila. Pergunta para o oleiro onde está a argila. Ele responde: em tudo quanto é lugar.
Assim, Brahman é reconhecido em cada cognição, em qualquer movimento da mente que conduza ao conhecimento de qualquer pratyaya, de qualquer objeto. Qualquer movimento do pensamento é um vṛtti.
Não tente encontrar Brahman, o Ser, em algum pensamento. Tente, aliás, evitar a tentação de capturar Brahman num pensamento. Ao mesmo tempo, procure observar a presença do invariável em cada um dos pensamentos. Isso é a contemplação do real.
O universo inteiro é sustentado pela existência de Brahman. Esse existência é o que você é. Qualquer vṛtti que tenha lugar será, invariavelmente, um vṛtti de Brahman, uma manifestação dele. Os vṛttis, sendo mithyāḥ, aparentes, não podem perturbar Brahman.
O ego também é manifestação de satyam jñānam anantam Brahman. Todas as cognições e tudo o que você observa, pratibodha, são cognições e observações de Brahman. O universo não tem um Ser que não seja Brahman.
Um pensamento pode apreender muitas coisas ao mesmo tempo, da mesma maneira que uma câmera é capaz de fazer a imagem de muitas pessoas num clique só. Brahman não pode ser conhecido como objeto de um único pensamento. “Mas como manter essa consciência o tempo todo?”, me perguntam. É só observar, só se manter consciente.
Pratibodhaviditam: Brahman está em cada cognição. Qualquer pensamento, qualquer objeto, é manifestação de Brahman. Qualquer adjetivo ou adverbio que qualifique um nome ou ação, são atributos circunstanciais de Brahman.
Continue a leitura no yoga.pro.br: Se… · Existe a Devoção Não-Dual? · O Mito da Mente Vazia
Mais textos em Mantra e Meditação.


Deixe um comentário