Devo entender que a ansiedade em relação ao futuro não faz parte de mim, e que em nada me ajuda. Devo entender que o desconhecido será sempre uma mistura de bom e de mau e que eu terei de viver com isso. Devo lembrar que não preciso sentir medo em relação ao futuro ou aos outros. Devo conhecer a mim mesmo com paz.
Ao perceber Yoga como um estado de consciência, é possível reconhecê-lo como algo que está além dos conceitos de uma prática. Yoga está além de algo que se possa simplesmente praticar ou “construir”, sendo algo que realmente se possa experienciar! Uma simples e verdadeira experiência do agora, e agora, é a presença integral no presente momento.
Nisargadatta é nos meus olhos um dos maiores mestre do século XX. O que o torna tão grande é principalmente sua enorme capacidade de tudo que lhe foi perguntado mostrar como sendo construído de conceitos, e através de sua inutilidade fazê-los desmoronar até que eles cheguem ao chão. Não importa o que o aluno ou discípulo sugeria, Nisargadatta mostrava que aquilo se reduzia a um apoio a idéias, e ele indicava a origem delas, a semente delas.
A mente fica como um cristal transparente: Uma vez que a mente esteja razoavelmente clara e estabilizada (1.33-1.39), o processo profundo do Yoga pode ter início. Eventualmente, a mente fica como um cristal transparente (1.41), sendo uma ferramenta purificada para as explorações mais refinadas dos níveis denso e sutil. Tal mente pode explorar toda uma gama de objetos, desde os menores até os maiores (1.40).
Uma das citações mais ouvidas no caminho da iluminação seja talvez a do ‘abandono do ego’. Mas o que se quer dizer com isso? Não se fala aqui da forma ‘bruta’ do ego, isso levaria a uma porta escancarada. Com efeito, a forma egoísta e evidente, como no exemplo ‘primeiro eu e o resto que se dane’, é na verdade por todo mundo rejeitada (em todo caso quando isso vale pra outra pessoa) mesmo que ele não se encontre num caminho espiritual.
O Yoga é como um templo: uma belíssima construção feita dos mais nobres materiais. Esse templo é o produto da contribuição de inúmeras gerações de sábios e yogis, que deram o melhor de si mesmos para esta obra. É o resultado de visões e revelações dos mestres ancestrais sobre o sentido da existência e como realizar nesta vida as mais altas aspirações humanas. Esse templo recebeu o fruto de milhares de praticantes silenciosos que o enriqueceram com suas dádivas.
Fala-se muito hoje de uma crise ética. Sim, há, mas sempre houve, pois o ser humano se equivoca desde que é ser humano. Em épocas de mensalão e de dinheiro escondido nos lugares mais inusitados, faz-se necessária uma reflexão sobre a importância da ética. Ou melhor, sobre o valor da ética.
O mantra é um recurso usado não apenas nas práticas meditativas do Yoga, mas também em muitas religiões, tanto orientais como ocidentais. O ser humano descobriu muito tempo atrás o poder transformador do som. A música em geral, e os mantras em particular, têm a potencialidade de levar o psiquismo humano a locais insuspeitados de paz e tranquilidade.
Muito se fala sobre a mente indiana. Algumas pessoas tendem a ver a sociedade, a cultura e a civilização indianas como algo exótico e muito diferente do que é familiar para nós, e que chamamos de cultura ou civilização ocidental. Este texto tem o objetivo de descrever e ajudar na compreensão do que seria a mente indiana, e também demonstrar que aquilo que parece exótico, talvez não seja tão diferente do que consideramos nosso.
Olhando o panorama dos praticantes de Yoga de hoje em dia, pode surgir a curiosidade por comparar o grupo desses praticantes que somos com os relatos que chegaram até nós sobre os yogis da antiguidade. Há vários estudos sociológicos do Yoga que surgiram ao longo dos séculos. Nesse sentido, um dos mais conhecidos sobre os praticantes aparece na Shiva Samhita, que apresenta uma interessante descrição dos diferentes tipos de yogis do passado e a relação que eles estabeleceram com o Yoga.
Conhecemos a plenitude? Conhecemos a felicidade? Sabemos o que estamos buscando? Você já experienciou a felicidade, já se sentiu completo, com a sensação de que nada estava faltando? Se você segue o dharma, elimina os conflitos, fica tranquilo e a plenitude se revela. Como sensação, como experiência, a felicidade pode durar mais ou menos. Porém, sendo uma sensação, pensamento ou sentimento, essa felicidade será, forçosamente, limitada: começa num determinado momento, e noutro momento acaba.
A cada ano, quando se celebra o aniversário do falecimento de Swami Tarananda, mestre de Swami Dayananda, o Ashram celebra seu mahasamadhi com um bhiksha bhandara, um banquete oferecido aos sadhus de Rishikesh no fim do mês de fevereiro que à vezes se estende por cinco ou sete dias.
Um dia destes, uma pessoa me perguntou sobre o nosso mestre: “Será que ele é iluminado?”. A pergunta é bastante subjetiva, e revela a maneira em que muita gente olha para os mestres. Não há um teste que possa ser aplicado para determinar se alguém é iluminado ou não. De qualquer maneira, antes de responder à pergunta, teríamos que ver o que significa ser “iluminado” para a pessoa que coloca a questão.
Com a valorização da moeda brasileira, talvez tenha chegado a hora de alguns praticantes do Yoga decidirem realizar aquela tão sonhada viagem à Índia, terra do Yoga, dos marajás, dos belos palácios, do povo, da comida e da cultura exótica. Ir à Índia, à primeira vista, aos olhos dos leigos, parece uma viagem nunca imaginada, impossível de se concretizar; mas, para os yogis, não é.
Este texto lista uma série de acontecimentos, alguns recentes e outros nem tanto, que revelam a forma em que certas lideranças religiosas e políticas orientam as pessoas sob sua égide a se relacionar com esta escola de vida que é o Yoga.
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