A base para qualquer forma de oração é o reconhecimento da própria impotência. A oração nasce do seu reconhecimento dessa impotência e também de sua apreciação da fonte de todo o poder e todo o conhecimento. Com essas duas descobertas, a oração é muito natural.
Quando estou impotente busco ajuda de qualquer pessoa de quem possa obter essa ajuda. Quando a impotência é em termos da capacidade de abandonar o meu passado e deixar o futuro acontecer sem estar apreensivo, então nenhuma ajuda de fora, ajuda de alguma pessoa igual a mim, será de grande utilidade. Vou à fonte onde essa ajuda será possível.

Oração
Ofereço uma oração ao Senhor, o Senhor que invoco de qualquer maneira que seja, em qualquer forma ou nome. Existem formas diferentes de oração. Uma que é boa para todos e importante para um buscador é esta:
Ó Senhor, que eu tenha
a maturidade de aceitar
o que não posso mudar,
o desejo e o esforço para
mudar o que eu posso,
e a sabedoria para saber
a diferença entre o que posso
e o que não posso mudar.
Não posso mudar minha infância, meus pais, todo o meu passado.
O que aconteceu em minha vida eu não posso mudar.
O que aconteceu, aconteceu. Não posso fazer nada.
Quanto ao que aconteceu, não tenho nada a lastimar.
Não tenho razão para estar triste ou deprimido ou zangado.
Deixo minha angústia quanto ao que aconteceu.
Aceito simplesmente o que aconteceu em minha vida.
E existem muitas coisas que posso mudar e consertar.
Busco força de vontade e competência para fazer esforços apropriados e adequados para mudar.
Não perco meu tempo tentando mudar o que não posso
e aguentando situações que não são saudáveis, as quais posso mudar.
A diferença entre as duas, o que não posso mudar e o que posso, não é fácil de distinguir.
Novamente, é necessário sabedoria, para a qual eu invoco a Graça.
Ó Senhor, possa eu desfrutar
e ter a maturidade de aceitar
simplesmente o que não posso mudar,
a vontade e o esforço para mudar
o que posso, e a sabedoria para
reconhecer a diferença.
॥ हरिः ॐ ॥
Essa oração é parte de um livro de Swāmi Dayānanda que foi traduzido para o português e publicado originalmente em agosto de 1989.
Extraído do Informativo Vidyā Mandir de agosto de 1989, do Vidyā Mandir, Centro de Estudos de Vedānta e Sânscrito, Rio de Janeiro, e digitado por Cristiano Bezerra.
Desfrute da leitura da Rāmagītā comentada por Swāmi Dayānanda fazendo o download aqui.
Visite o site do Arsha Vidya Gurukulam, o Āśram de Swāmi Dayānanda Sarasvati na Pensilvânia, EUA, clicando aqui
Para conhecer mais a obra de Swāmi Dayānanda, visite o site do Vidyamandir – Centro de Estudos de Vedānta e Sânscrito, da professora Gloria Arieira, clicando aqui.
॥ हरिः ॐ ॥
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