A responsabilidade pela atual escassez de água não é dos políticos, mas de todos nós, que os escolhemos para governar. Não me refiro aqui às últimas eleições. Estamos há gerações fazendo as escolhas erradas. Porém, neste momento os governantes estão apelando a São Pedro para resolver os problemas que a inoperância deles não conseguiu evitar, claro sinal de que chegamos no fim do poço.
Abster-se da crueldade é o Dharma mais elevado. Abster-se da crueldade é o mais elevado autocontrole. Abster-se da crueldade é o mais elevado presente. Abster-se de crueldade é a mais elevada austeridade. Abster-se de crueldade é o mais elevado sacrifício.
Os desejos são parte fundamental da ordem psicológica humana. O problema não é o desejo mas a maneira em que lidamos com ele. Uma coisa é termos desejos, o que é perfeitamente natural. Outra, muito diferente, é sermos governados por eles.
Pode ser que já estejamos no caminho da espiritualidade há tempos. Pode ser que já tenhamos feito muitas aulas, práticas, meditações e reflexões. Pode ser que já tenhamos feito peregrinações, cursos e retiros. Pode ser que já tenhamos vivenciado algumas inesquecíveis experiências místicas. Que nos falta para assumir a felicidade que somos?
Esta sequência é adequada para pessoas que estejam em meio a uma crise de dor e precisem de alívio e relaxamento das tensões advindas dela. Como há muitas causas diferentes para dores nessa região, as soluções para aliviá-las devem ser igualmente diferentes.
A habilidade de interromper a identificação com os pensamentos é necessária para o samādhi, a profunda meditação. O samādhi, por sua vez, não é um fim em si mesmo mas uma preparação prévia, chamada purificação psíquica, para a libertação.
A palavra que abre o Yogas?tra, atha, significa “agora”. Pode parecer estranho começar um texto deste porte por um advérbio tão lacônico, mas o que se percebe claramente aqui é que o Yogas?tra não é um livro para iniciantes. Alguma coisa foi ensinada previamente, e “agora”, começa o ensinamento do Yoga.
O sábio Patañjali nos ensina que o natural (svarūpa) do ser humano é o próprio Yoga. A palavra svarūpa, que significa “sua própria forma”, define o reconhecimento de si mesmo como alguém livre de limitações. Lembremos que Yoga não é um estado de consciência mas uma atitude.
Oṁ. Contemplemos o esplendor do divino Sol vivificante, presente na terra, na atmosfera e no céu. Que ele ilumine nossa visão. Do Sol, de fato, nascem todas as criaturas: as que se movem e as que permanecem fixas. De Surya, de fato, nascem as criaturas, o yajña (ritual do fogo), o parjanya (as chuvas), o alimento e o alento vital. De Āditya nascem Vāyu, Bhūmi, as águas, o fogo, os céus, as direções, os Devas e os Vedas; o Sol arde nesta esfera.
A autora até que tenta dizer algo que faça sentido mas é evidente a sua falta de familiaridade com o tema, e acaba fazendo um pastiche de elementos contraditórios. Pelas suas palavras, temos a impressão de que o turīya é algo a ser alcançado, mas extremamente distante das experiências que temos e vivemos ao longo do nosso cotidiano, e que não é algo que possamos experienciar nesta vida de maneira fácil.
Bebo o sublime néctar de Rāma, o Divino. Com ele, esqueço todos os demais sabores. Por que deveríamos chorar a morte de outrem Se nós mesmos não somos permanentes? Quem nasce, morre: deveríamos chorar por isso? Nos absorvemos no Uno do qual viemos.
Depois de alguns anos ensinando yoga para gestantes, algumas reflexões com professores mais experientes e outros profissionais, eu poderia dizer que as invertidas na gestação necessitam moderação. As posturas de inversão do hatha yoga são aquelas onde o umbigo fica acima da linha do coração. Na gestação, estas posturas precisam ser bem avaliadas se são adequadas para cada mulher.
O nome desse exercício significa crânio brilhante. No kapālabhāti enviamos uma carga extra de oxigênio ao cérebro, que se dilata imperceptivelmente. Daí deriva uma sensação de "brilho". Esse processo é um ṣaṭkarma, uma purificação, pois proporciona uma limpeza total das vias respiratórias.
Extensa e interessante entrevista com o casal Ângela e Pedro Kupfer conduzida em 2014 pelo professor de Yoga e blogger Humberto Meneghin, do blog Yoga em Voga.
A morte inspira medo. Em nosso cotidiano, via de regra, procuramos varrer convenientemente esse tema para baixo do tapete, ocupados como estamos na busca do conforto, a prosperidade e a satisfação. Porém, em alguns momentos, ele surge intempestivamente, nos invade e passa como um rolo compressor por cima da nossa frágil estabilidade emocional.É dito que se não estivermos prontos para viver, tampouco estaremos preparados para morrer.
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