O dicionário nos diz sobre a palavra tempo: “duração relativa das coisas que cria no ser humano a idéia de presente, passado e futuro; período contínuo e indefinido no qual os eventos se sucedem”. A ideia que surge desta definição, característica de como o ocidente enxerga o tempo, é a de uma progressão linear.
Uma noite, o rei Janaka sonhou que havia perdido seu reino e se tornado um mendigo. Como mendigo, vagava pelas ruas da sua cidade pedindo esmola. A sensação de fome fez ele chorar. Uma mulher de bom coração serviu-lhe um prato de comida. Porém, no exato momento em que ele estava pegando a comida, o prato escorregou das suas mãos e quebrou contra o chão. Nesse momento, o rei acordou.
O uso da ayahuasca e a prática do Yoga são duas tradições ancestrais, duas vias para o conhecimento e o encontro com o Ser. São dois caminhos para a libertação e ainda, se quisermos, dois meios para entender a vida e a Consciência como algo que existe, existiu e existirá no aqui e agora.
Muito se fala sobre a mente indiana. Algumas pessoas tendem a ver a sociedade, a cultura e a civilização indianas como algo exótico e muito diferente do que é familiar para nós, e que chamamos de cultura ou civilização ocidental. Este texto tem o objetivo de descrever e ajudar na compreensão do que seria a mente indiana, e também demonstrar que aquilo que parece exótico, talvez não seja tão diferente do que consideramos nosso.
Olhando o panorama dos praticantes de Yoga de hoje em dia, pode surgir a curiosidade por comparar o grupo desses praticantes que somos com os relatos que chegaram até nós sobre os yogis da antiguidade. Há vários estudos sociológicos do Yoga que surgiram ao longo dos séculos. Nesse sentido, um dos mais conhecidos sobre os praticantes aparece na Shiva Samhita, que apresenta uma interessante descrição dos diferentes tipos de yogis do passado e a relação que eles estabeleceram com o Yoga.
Um dia destes, uma pessoa me perguntou sobre o nosso mestre: “Será que ele é iluminado?”. A pergunta é bastante subjetiva, e revela a maneira em que muita gente olha para os mestres. Não há um teste que possa ser aplicado para determinar se alguém é iluminado ou não. De qualquer maneira, antes de responder à pergunta, teríamos que ver o que significa ser “iluminado” para a pessoa que coloca a questão.
A cada ano, quando se celebra o aniversário do falecimento de Swami Tarananda, mestre de Swami Dayananda, o Ashram celebra seu mahasamadhi com um bhiksha bhandara, um banquete oferecido aos sadhus de Rishikesh no fim do mês de fevereiro que à vezes se estende por cinco ou sete dias.
Com a valorização da moeda brasileira, talvez tenha chegado a hora de alguns praticantes do Yoga decidirem realizar aquela tão sonhada viagem à Índia, terra do Yoga, dos marajás, dos belos palácios, do povo, da comida e da cultura exótica. Ir à Índia, à primeira vista, aos olhos dos leigos, parece uma viagem nunca imaginada, impossível de se concretizar; mas, para os yogis, não é.
O artigo O Pensamento Vivo de Maxime Vangelier é uma sátira que fizemos para protestar contra a superficialidade com que o assunto autoconhecimento é tratado atualmente. Maxime Vangelier nunca existiu. Esse texto foi montado para parecer real e interessante numa leitura rápida, mas é um absurdo, do início ao fim.
Nos dias livres dos retiros em Rishikesh, vamos andando até Lakshmanjhula, para tomar banho no rio, almoçar ou buscar algum livro interessante. Para chegar, é necessário subir a beira oriental do Ganges. Numa certa altura as coisas começam a mudar. Sorria: você está em Lakshmanjhula.
Swami Dayananda resume o propósito do Vedanta em apenas 100 palavras!
Sem qualquer pretensão de definir religião, e tendo como ponto de partida o meu respeito pelos diferentes credos, entendo-a como um sistema constituído por um conjunto de cânones, valores de ligação ao sagrado
Por que deveria eu fazer praticar Yoga? Você deveria considerar a prática de Yoga, em primeiro lugar, porque você é um ser humano
Os Vedas afirmam que para haver crescimento espiritual, é necessário que o conhecimento seja transmitido do mestre ao discípulo. A tradição deve ser passada através do parampara
Os Vedas e as Upanishads pertencem a um estado de espírito muito diverso do das obras científicas. A tradição literária hindu, a princípio oral, e só tardiamente transcrita, é, sobretudo, uma criação dos sábios denominados rshis: videntes e poetas
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