Tudo o que está aqui é Īśvara. Você não pode negar a realidade de Īśvara se quiser compreender o Vedānta. Vedānta sem Īśvara não existe. Quando dizemos tudo é Īśvara, isso é conhecimento; não é crença.
A aversão a Īśvara nasce numa crença do passado. Īśvara é igualmente símbolo do pai. Se eu tiver algum problema com o meu, vou tender a negar Īśvara, pois nego o meu próprio pai. Se você tem um problema com seu pai, resolva com ele. Īśvara não tem nada a ver com isso.
No Vedānta, você não precisa engolir uma crença. Apenas compreender. Só isso. Não há crença envolvida. Apenas compreensão. No Vedānta, não há nada para aceitar ou rejeitar. Se eu lhe disser que o fogo queima, você teria algum reparo a fazer em relação a isso?
Se você negar que o fogo queima, e puser a mão nele, o problema é seu. Se você não aceita a evidência, o problema é seu. A crença na não aceitação da evidência é sua.
Há algumas questões culturais, igualmente, que determinam gostos e aversões desde a infância. As formas rituais que fazemos aqui no nosso templo apontam para a constatação de que tudo o que está aqui é Īśvara. Em cada cultura há formas diferentes para o indivíduo se relacionar com o Todo.
É bom desfrutarmos as culturas e diferentes maneiras de nos relacionar com o Todo. Você pode aceitar o pacote inteiro do hinduísmo, incluindo as práticas de Yoga, prāṇāyāma, meditação, pūjā, homa, mantra, namaskār, etc., se quiser, ou pedir à la carte, de acordo com a sua preferência.
Tradução de Pedro Kupfer.
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