Segundo o Sámkhya, a filosofia pré-vêdica que embasa o Yoga e o Ayurveda e que classifica e estuda todo o processo da Criação do Universo, essa Criação começa a partir da interação de um princípio espiritual, transcedental, Puruṣa, com um princípio vital, material, Prakriti.
Fazendo uma analogia, Puruṣa seria como a eletricidade, e Prakriti, a lâmpada. A luz – nesse caso a Criação – ocorre quando a energia sutil anima a matéria.
Da mesma forma como a luz gerada por uma lâmpada é fruto da interação das três cores básicas – amarelo, azul e vermelho – a Prakriti age na Criação manifestando seus três gunas – as qualidades da natureza material: Sattwa, o princípio do equilíbrio, da paz, da pureza; Rajas, o princípio do movimento, da atividade, da paixão; e Tamas, o princípio da inércia, da escuridão e da ignorância.
Os gunas vão interagir complexa e infinitamente dos níveis mais sutis aos mais densos da Criação, do mais espiritual ao mais abissal. Segundo o Tantra – e esse conhecimento é importante no trabalho com Yoga e Ayurveda – a função de Rajas é atuar de forma ativa sobre Tamas para suprimir Sattwa, ou sobre Sattwa para suprimir Tamas. E a função de Sattwa é criar condições para a transcendência e a de Tamas é manter o estado de ignorância.
A partir da manifestação dos gunas surge o nível causal – Mahat. No homem, Buddhi é o intelecto, responsável pela faculdade do discernimento, e é aonde centra-se avidya, a ignorância do nosso estado Uno, e que resulta em máyá, a identificação equivocada com essa realidade dual. Localiza-se – usando as duas terminologias hindus que definem os diferentes corpos e dimensões do ser – no Karana sharira (o corpo causal, o inconsciente) ou ainda em Ánanda e Vijñana máyá kosha (os “invólucros” da bem-aventurança e do intelecto).
De Buddhi manifesta-se Ahamkára, o ego. Do ego manifesta-se Manas, a mente, o receptáculo de Chitta, a matéria mental, o inconsciente, a memória, de onde advém os vrittis, os movimentos da mente – os pensamentos. Em Manas, nossos pensamentos, palavras e ações vão criar os samskáras (impressões na mente) que vão determinar os padrões – vásanas (tendências), isto é, nosso caráter. Isso tudo localiza-se no Sukshma sharira (corpo sutil) ou em Mano e Prāṇa máyá kosha (os invólucros da mente e do prāṇa).
Em Pránamáyákosha é que se localiza o nível mais periférico dos chakras (as pétalas), as pránavaha nádís (condutos de energia que conduzem o prāṇa).
De Manas manifestam-se os cinco Tanmatras (cinco sentidos: visão, audição, paladar, olfato e tato), os cinco Jñánendriyas [órgãos de conhecimento: olhos (chakshu), ouvidos (shrotra), pele (spárshana), nariz (ghrána) e língua (rasana)], os cinco Karmendriyas [órgãos de ação: pés (páda), mãos (páni), bôca ou voz (vák), ânus (páyu) e genitais (upashta)] e os cinco Mahabhutas [elementos: terra (prihtiví), fogo (agni ou tejas), água (jala ou apas), ar (vayu) e éter (akasha)]. Isso tudo localiza-se em Shtula sharira (corpo denso) ou Annamáyá kosha (o invólucro do alimento, área de atuação do Jataragni).
As funções de Buddhi, Ahamkára e Manas são chamadas Antahkarana, ou órgão interno.
Finalmente, da interação dos cinco Mahabhútas surge o Tridosha (os três doshas):
Vata, da interação do éter com o ar: dosha frio e seco, e que fundamentalmente controla o movimento.
Pitta, do fogo com a água: dosha quente, que controla o metabolismo.
Kapha, terra e água: dosha frio e úmido, que controla a estrutura.
E a infinita e complexa interação desses três princípios reflete o aspecto mais material da Criação dos níveis macro ao microcósmico em todos os seres vivos. Os doshas também são a ponte entre nossa mente e nossa fisiologia.
Cada um dos doshas está relacionado a uma essência sutil: Vata está relacionado com o Prāṇa – a energia vital, que se subdivide em cinco pránas (ou váyus = ventos); Pitta com Tejas ou Agni, o fogo essencial (cujo aspecto mais importante para o Ayurveda é Jataragni, o fogo digestivo) e Kapha com Ojas, a energia mental. Poderíamos dizer, utilizando as palavras de Robert Svoboda, que Prana, Tejas e Ojas “são as expressões quintessenciais dos cinco Mahabhutas em sua aplicação à vida encarnada”, e que os doshas “são as formas mais grosseiras de Prāṇa, Tejas e Ojas“, e “são as formas condensadas dos cinco Mahabhútas“.
Os três gunas atuam interagindo-se ampla e profundamente nos e com os três doshas, mas, de uma forma geral, Vata e Pitta relacionam-se mais a Rajas e Kapha a Tamas (Sattwa é o guna do equilíbrio).
Há mais de 5000 anos, na Índia, desenvolveu-se a Medicina Ayurvêdica, profundamente embasada na filosofia Sámkhya e no Tantra (também de origem dravidiana pré-vêdica). Nessa ciência, a espinha dorsal é o conhecimento dos doshas e sua atuação no ser humano, tanto física quanto energética, emocional e psicologicamente.
A partir dos conhecimento dos doshas e da origem e consequências de seus desequilíbrios, estabeleceu-se tipologias específicas, e a partir daí toda uma metodologia de diagnósticos, dietética, massagens, fitoterapia, farmacologia, cirurgia, etc.
Todas as pessoas apresentam uma interação complexa desses três princípios. O mais comum é predominar um dos doshas, havendo o hábito de se dizer, por exemplo, que tal pessoa é ” Vata-Pitta” ou “Pitta-Kapha“, considerando-se o dosha predominante e o que vem em segundo lugar de importância.
São duas as classificações consideradas para efeito do levantamento da tipologia pessoal: a prakritti, isto é, a sua configuração dos três doshas por ocasião de seu nascimento, e a vikritti, a configuração que se apresenta agora, neste momento. A sua referência de equilíbrio é a sua própria prakritti. As terapias ayurvêdicas estarão sempre ajudando a manter e/ou trazer sua vikritti no nível da sua prakritti.
O dosha Vata é sempre o que mais se desequilibra, geralmente também desequilibrando os outros doshas.
Esse perfil pessoal vai apontar, entre outras coisas – e o que é, aliás, o assunto central desse artigo -, os pontos fracos e as vulnerabilidades e fragilidades inerentes aos doshas predominantes, e quando em desequilíbrio.
Predominância de Vata ou aumento de Vata, por exemplo, criam vulnerabilidades na área das articulações (artroses, artrites, etc.), dos intestinos (prisão de ventre), tendência para o consumismo, apetite instável, stress, doenças nervosas, dores em geral, medos, insônia e memória ruim. Como é um dosha frio e seco, poderá haver tendência a se resfriar, e a ter pele e cabelos secos. Tem normalmente estrutura corporal magra e ossuda.
Vata está relacionado aos cinco pránas, pois cada prāṇa é um sub-dosha de Vata (cada dosha tem cinco sub-doshas). Ainda assim, tem uma relação mais intensa com os pránas: Prāṇa (aspecto funcional do prāṇa que gerencia os processsos de absorção e está relacionado ao chakra Anáhata – elemento ar – e à glândula timo, gerenciando a respiração, atividade cardíaca, cintura escapular, membros superiores, afetos e sentimentos) e Udana (é o prāṇa do chakra Vishuddha – elemento éter – e da glândula tireóide, gerenciando voz, garganta, cervical, visão, olfato, audição, todo o cérebro, criatividade e comunicação).
A predominância de Pitta ou seu aumento excessivo poderá acarretar em fragilidade na área estomacal – gastrites, por exemplo – se abusar, pois Pitta come muito bem e em geral digere bem. Tem tendência à irritabilidade, raiva, ódio e ciúme. É o “pavio curto”, o que aliás também é péssimo para o estômago, aumentando a secreção de ácido clorídrico, tornando-o uma vitima potencial de úlcera. Eventualmente pode ter desarranjos intestinais e problemas de pele. Como é um dosha quente, Pitta tem pouca tolerância ao calor.
Pitta está relacionado ao prāṇa Samána (prāṇa da assimilação, relacionado ao chakra Manipura – elemento fogo e à glândula pâncreas, gerenciando o calor corporal, a digestão, estômago, intestino delgado, fígado, vesícula, emoção, auto-estima e poder pessoal).
Por fim, a predominância de Kapha apresenta normalmente forte estrutura corporal, com tendência a obesidade. De apetite voraz, tem tendência a ter glicose e colesterol altos. Dorme muito. Pode vivenciar preguiça, pessimismo, inveja, estados depressivos e também avareza e mesquinhez.
Kapha tem tendência a criar muito muco, devendo ter cuidado para evitar pneumonias, rinites, sinusites e bronquites. E uma das principais características de Kapha é a umidade e a oleosidade.
Kapha está relacionado aos pránas Vyána (prāṇa da circulação, relacionado ao chakra Swádhisthána – elemento água – e às glândulas reprodutoras, gerenciando a circulação dos líquidos pelo corpo, a cintura pélvica, região lombar, sensualidade, sexualidade e reprodução) e Apána (prāṇa da eliminação, relacionado ao chakra Múládhára – elemento terra – e às glândulas supra-renais, gerenciando a base, as pernas e os pés, intestino grosso, ânus, excreções de uma forma geral, instinto de defesa, apego e medo).
Então, para ajudar na promoção da saúde e no tratamento das doenças, o Ayurveda utiliza o Yoga como uma das suas mais importantes ferramentas terapêuticas. Aliás, todo o conhecimento – teórico e prático – espiritual, filosófico e terapêutico hindu repousa solidamente sobre os pilares do Ayurveda, do Yoga, do Tantra e do Vedānta.
Seguindo a premissa ayurvêdica de que todo o trabalho deve ser absolutamente personalizado, a Yogaterapia ayurvêdica (chamada pelo Dr. Vasant Lad de AyurYoga) vai buscar atuar de acordo com as particularidades tipológicas de cada um, utilizando o instrumental do Hatha e do Tantra Yoga – āsanas (posturas), prāṇāyāmas (respirações), kriyás (limpezas), bandhas (contrações), mudrās (gestos energéticos), mantras (vocalizações energéticas), nidrá (relaxamento) e meditação – que podem ser associados a práticas ayurvêdicas complementares, tais como massagem, dietética e fitoterapia.
A prática yogi mais diretamente relacionada com os doshas é o Pavana Muktásana.
Trata-se de uma técnica formada de quatro séries de exercícios físicos e respiratórios:
1) A primeira série, chamada “anti-reumática” (Sukshma Vyayama – exercícios sutis), trabalha mobilizações que movimentam todas as articulações do corpo, desimpedindo o fluxo energético por atuar sobre os chakras auxiliares localizados em cada articulação do corpo. As articulações acumulam toxinas oriundas principalmente da má alimentação e da vida sedentária. Essa série está relacionada a Vata dosha.
2) A segunda série, chamada “anti-gastrítica” (ou Apanásana, os āsanas do apána, a energia que gerencia a excreção), trabalha envolvendo principalmente a musculatura abdominal. Energiza e equilibra o Jataragni. Essa série está relacionada a Pitta dosha, embora Vata também seja beneficiado em razão de sua tendência à prisão de ventre.
3) A terceira série, “energizante” (Shakti bandhas: contrações energéticas), está relacionada a Kapha dosha.
4) E a quarta série, chamada Trátaka, são exercícios específicos para os olhos, e que vão beneficiar especialmente Pitta, que é o dosha dos olhos e da visão.
As técnicas de Pavana muktásana (literalmente, “liberação dos ventos” – articulares, estomacais e intestinais) foram resgatadas e recodificadas por Swami Satyananda Saraswati, e podem ser encontradas em seu livro “Yogásana, Prāṇāyāma, Mudrā, Kriyá, Nidrá“ e no livro “Psicologia do Tantra“, do prof. Paulo Murilo Rosas. Pavana Muktásana é excelente para manter e/ou restaurar o equilibrio dos três doshas.
A série de Sūrya Namaskara (saudação ao Sol) também pode e deve ser feita regularmente para equilibrar os doshas. Deve-se apenas observar que essa série, segundo o Tantra, atua energizando especialmente a nádí Pingalá (polaridade solar, masculina, quente e positiva). Como Vata e Kapha estão mais relacionados à nádí Idá (polaridade lunar, fria, feminina e negativa) e Pitta à nádí Pingalá, as pessoas de Vata e Kapha devem fazer a série de forma bem dinâmica, com as respectivas respirações, e as pessoas de Pitta devem fazer a série mais lentamente, com a respiração livre, suave e profunda.
Vata está relacionado com o chakras Anáhata (elemento ar) e Vishudha (éter) e necessita de “trabalho de base” para drenar o excesso de energia dos chakras superiores para os básicos.
Vata será beneficiado com a prática de Yoga Sukshma Vyayama (ver “Psicologia do Tantra“, do prof. Paulo Murilo Rosas), que aquece e promove “grounding“, trabalhando a energia dos chakras superiores para os básicos (Shristhi krama, ou o Caminho da Criação).
Posturas de grounding também são os Trikonásanas e Parshva Konásanas – que também aumentam a capacidade respiratória, promovendo a abertura do gradil costal – e os Vírabhadrásana 1 e 2.
O trabalho de Pavana muktásana é excepcionalmente benéfico para Vata, especialmente as duas primeiras séries, mas as pessoas que possuem esse dosha muito elevado não devem exagerar, pois essa técnica trabalha movimentando a energia dos chakras básicos para os superiores (chamado no Tantra de Laya krama, ou o Caminho da dissolução). Uma solução seria alternar Pavana Muktásana com Yoga Sukshma Vyayama.
Posturas de meditação, ou dhyanásanas (Padmásana, Vajrásana, Sukhásana e Siddhásana) vão dar segurança e estabilidade para Vata. É o dosha mais beneficiado pelas práticas de concentração e meditação.
Sūrya Namaskara também é excelente para equilibrar Vata, promover grounding e aquecer e manter as articulações e os intestinos em boas condições. Trabalhos articulares para a coluna, como o Gato – que pode ser desdobrado de várias formas – vão manter a saúde das articulações vertebrais, raízes nervosas, ligamentos e músculos das costas. Também são interessantes as posturas de extensão (Bhujangásana, Dhanurásana, Chakrásana, ou Urdhva Dhanurásana, e Ustrásana) – para abrir os peitorais e o gradil costal; de flexão da coluna (Paschimottanásana, Padahastásana e Janushirshásana) para tonificar os intestinos e sedar o sistema nervoso; e de equilíbrio (Vrikshasana e Natarajásana).
E é bastante útil a prática de Múla bandha (contração do períneo) durante os āsanas, para tonificar o aparelho excretor e para energizar os dois primeiros chakras básicos.
Prāṇāyāmas com ritmo e sem retenções prolongadas – como Anuloma Viloma, Respiração Completa com krama e respiração quadrada (Samavritti) – são boas para equilibrar Vata.
Pitta dosha será reequilibrado com prāṇāyāmas sedantes, como Chandra, Chandra bheda, Nádí shodhana, Shitali e Sitkari, e lentas respirações abdominais com ênfase na expiração.
Āsanas de compressão do ventre são importantes para sedar Pitta e acalmar o Jataragni, como Paschimottanásana e Matsyendrásana. Inversamente, posturas de extensão (Chakrásana, ou Urdhva Dhanurásana, Ustrásana e Dhanurásana) vão tender a aumentar Pitta e o Jataragni.
O trabalho de Pavana Muktásana – especialmente a segunda série – vai ajudar a equilibrar Pitta. Pitta também é sedado com posturas de inversão (Viparita karani e Sarvangásana). Posturas de equilíbrio também são importantes para Pitta. É o dosha mais beneficiado pela prática de relaxamento e de Yoganidrá (meditação composta de relaxamento com visualizações).
O dosha Pitta é o que está mais diretamente relacionado com Jataragni, o fogo digestivo. Por isso são muito úteis os trabalhos com os Kriyás (purificações) Agni sara (limpeza pelo fogo) e Kapálabháti (o sopro do crânio), com Uddhyana bandha (se não houver gastrite), feitos sem exagero. Vão equilibrar e manter a boa qualidade do Jataragni. Bhastriká prāṇāyāma (o fole) vai aumentar bastante Pitta e o Jataragni. Yoga Sukshma Vyayama também vai tender a aumentar Pitta.
De uma forma geral, os prāṇāyāmas – especialmente os com retenções mais longas – vão beneficiar especialmente o dosha Kapha, mantendo o aparelho respiratório em boas condições, como a Respiração Completa com ritmo (1:4:2:4) e com ênfase nas fases média (intercostal) e alta (subclavicular).
Kriyás de limpeza, como Kapálabháti e Agni Sara, e prāṇāyāmas tonificantes, como bhastriká (se não for hipertenso), Sūrya, Sūrya bheda e Ujjayí, feitos moderadamente, são interessantes para Kapha.
Esse dosha também será muito beneficiado com a prática de āsanas de uma forma mais movimentada, como Sūrya Namaskara ou āsanas com vinyasa (āsanas dinâmicos preparatórios).
Kapha, o dosha da base, da estrutura, está relacionado aos chakras básicos: Múládhára (elemento terra) e Swádhisthána (água).
O Pavana muktásana vai atuar positivamente em Kapha, drenando o excesso de energia da base para os chakras superiores.
Já o Yoga Sukshma Vyayama, que, embora seja uma técnica quente e movimentada – bom, portanto, para Kapha -, funciona drenando a energia para os chakras básicos, não deve ser feita com exagero, preferencialmente alternando-se com Pavana muktásana.
Segundo o critério de Langhana e Brimhana – os parâmetros ayurvêdicos de classificação e avaliação dos processos da sedação e da tonificação (e que é assunto de um outro artigo) -, dentre os āsanas e prāṇāyāmas que têm efeitos sedantes e tonificantes, aqueles que têm especificamente efeito equilibrador e harmonizador para todas as tipologias são: nádí shodhana (a respiração polarizada) e shirshásana (postura sobre a cabeça), esta última levando-se em conta suas contra-indicações (hipertensão, glaucoma, etc).
Āsanas para os desequilíbrios dos doshas segundo o Dr. Vasant Lad
1. Āsanas para desequilíbrios de Vata:
– Asma: Supta Vajrásana, Halásana, Pavana Muktásana (o āsana), Shavásana.
– Dor nas costas: Pavana Muktásana, Halásana, Ardha Chakrásana, Supta Vajrásana.
– Prisão de ventre: Supta Vajrásana, Yoga Mudrā, Pavana Muktásana, Sarvangásana, Shavásana. Fazer todas os āsanas com a barriga contraída (uddiyana bandha).
– Depressão: Yoga Mudrā, Halásana, Padmásana, Nitambásana, Shavásana.
– Dor ciática: Pavana Muktásana, Supta Vajrásana, Halásana, Yoga Mudrā, Ardha Chakrásana.
– Debilidade sexual: Supta Vajrásana, Halásana, Sarvangásana, Kukutásana.
– Varizes: Sirshásana, Supta Vajrásana, Shavásana.
– Rugas: Yoga Mudrā, Supta Vajrásana, Sirshásana, Halásana.
– Artrite reumatóide: Ardha Chakrásana, Dhanurásana, Halásana, Sirshásana, Supta Vajrásana.
– Dor de cabeça: Halásana, Yoga Mudrā, Sirshásana.
– Insônia: Shavásana, Bhujangásana, Supta Vajrásana.
– Distúrbios menstruais: Halásana, Bhujangásana, Ardha Chakrásana, Yoga Mudrā.
2. Āsanas para desequilíbrios de Pitta:
– Úlcera Péptica: Shitali Prāṇāyāma.
– Hipertireoidismo: Sarvangásana, Karna Pidásana.
– Má digestão: Pavana Muktásana, Matsyásana, Shalabhásana.
– Hipertensão: Sarvangásana, Bhujangásana, Naukásana.
– Raiva ou ódio: Naukásana, Sarvangásana, Shavásana.
– Enxaqueca: Shitali Prāṇāyāma, Sarvangásana, Matsyásana.
– Colite: Matsyásana, Karna Pidásana, Navásana, Dhanurásana.
– Distúrbio hepático: Matsyásana, Sarvangásana, Karna Pidásana.
– Hemorróidas: Matsyásana, Sarvangásana, Dhanurásana.
– Estomatite (Inflamação da língua): Shitali Prāṇāyāma.
3. Āsanas para desequilíbrios de Kapha:
– Bronquite: Sirshásana, Halásana, Garbhásana, Supta Vajrásana, Ardha Chakrásana, Matsyásana.
– Enfizema: Ardha Chakrásana, Sarvangásana.
– Rinite: Matsyásana, Navásana, Halásana, Dhanurásana, Bhastriká.
– Sinusite: Simhásana, Paschimottanásana, Matsyásana.
– Diabetes: Navásana, Matsyásana, Ardha Chakrásana, Supta Vajrásana, Garbhásana.
– Desordens gastrointestinais crônicas: Matsyásana, Shalabhásana, Bhujangásana.
– Garganta inflamada: Simhásana, Sarvangásana, Shalabhásana, Matsyásana.
– Bronquite asmática: Ardha Chakrásana, Dhanurásana, Sarvangásana, Navásana, Nitambásana, Matsyásana, Bhujangásana.
Bibliografia:
– Ayurveda, ciência da auto-cura, Dr. Vasant Lad. Ed. Ground
– Tao e Dharma, Robert Svoboda. Ed. Pensamento.
– Salud y vitalidad, Ayur Veda, medicina milenaria para el hombre de hoy, Daniel Ghiotti e Rubén Devoto. Instituto Ayurvedico del Perú.
– Psicologia do Tantra, Paulo Murilo Rosas.
– Os segredos do Tantra e do Yoga, Paulo Murilo Rosas.
– Yogasanas, Prāṇāyāmas, Mudrās, Bandhas, Swami Satyananda Saraswati
– Integrative Yogatherapy Manual, Joseph LePage.
Visite o site do professor Ernani Fornari em www.geocities.com/yogaterapia
Visite o site da ABRA – Associação Brasileira de Ayurveda em www.ayurveda.com.br
Continue a leitura no yoga.pro.br: Considerações práticas sobre os doshas: aplicações do Ayurveda no Yoga do cotidiano · A Saúde na Perspectiva do Yoga · Resenha do livro Uma Visão Ayurvédica da Mente
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