Aula de Yoga com Pedro Kupfer e a turma

Yoga, meditação e controle do corpo físico

Por Mahatma (Philippe Piet van Putten) 13 de janeiro de 2003 2 minutos de leitura

O auto-conhecimento disciplinado afeta positivamente o equilíbrio psicossomático e, sob certos aprofundamentos, pode promover fenômenos realmente espetaculares. Um deles foi retratado no American Heart Journal 86:2, de agosto de 1973. Num trabalho escrito pelos Drs. L. K. Khotari, A. Bordia e O. P. Gupta, foi descrito como o yogi indiano Satyamurti, de 60 anos, demonstrou controlar totalmente a sua atividade cardíaca.

O franzino yogi ficou enterrado oito dias numa cova aberta no campus do Colégio de Medicina e Hospital Rabindranath Tagore, em Udaipur, Índia.

Usando apenas uma leve roupa de algodão, Satyamurti entrou no buraco escavado no gramado, sentou-se, e foi ligado por fios a um aparelho de eletrocardiograma (ECG). Depois a cova foi lacrada com um teto de tijolos e cimento. Dentro do cubículo de terra foram deixados 5 litros de água para, segundo o yogi, manter o ar úmido.

Durante os oito dias, o batimento cardíaco do yogi foi acompanhado ininterruptamente. Antes de entrar na cova, seu ritmo cardíaco era normal. Pouco depois, quando já estava enterrado, acelerou para 250 batidas por minuto e ficou assim durante as 29 horas seguintes. Às 17h15 do segundo dia, seus registros eletrocardiográficos cessaram por completo. Não foi registrado nenhum padrão de interferência, que deveria aparecer se o yogi tivesse desligado os fios.

O traço reto de inatividade cardíaca ficou no ECG até 30 minutos antes de a cova ser reaberta, no oitavo dia. Satyamurti estava sentado na mesma posição em que o deixaram, com as ligações dos fios intactas e em estado letárgico.

Satyamurti dizia ter alcançado tamanho controle praticando meditação profunda. Os médicos admitiram que ficaram um tanto perplexos. Para se precaverem de eventuais acusações de fraude, testaram a máquina várias vezes após a experiência, pedindo a pessoas que tentassem de alguma forma ludibriar os registros do ECG. Ninguém conseguiu desligar os fios sem gerar padrões de interferência.

Admite-se que pessoas que tenham conquistado um estado mental ou espiritual mais lúcido tenham maior facilidade para um “diálogo” psicossomático com os seus corpos, criando uma boa resistência imunológica e condições bioquímicas auto-curativas. Já existe uma psiconeuroimunologia que tem dado atenção científica a possibilidades como essas. Se considerarmos válidas as observações da biocomunicação russa, que sugerem comunicações entre células fisicamente separadas, não é absurda a idéia de tais estados mentais favorecerem também a cura de outros organismos, o que viria a explicar “milagres” atribuídos às bençãos de “homens-santos”.


Se você quiser entrar em contato com o autor, escreva para mahatma@uol.com.br

Continue a leitura no yoga.pro.br: Āsana: Meditação em Movimento? · A Meditação na Tradição do Yoga — Parte III · Meditação: Cuidados Preliminares
Mais textos em Yoga na Vida.

1
Compartilhar:WhatsApp

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Pelas nervuras da folha

Para continuar

Estudar os textos com companhia

Na Formação em Yoga, os textos clássicos são lidos verso a verso, junto com a prática. A próxima turma começa em julho de 2027. Há uma aula experimental gravada, gratuita, para conhecer a abordagem.

Hanumān, em desenho a traço

Gostou deste texto?

Receba quinzenalmente uma mensagem com os próximos artigos do Pedro, novos recursos e conteúdos no seu e-mail.

Sem spam nem anúncios; cancele quando quiser, pelo link em cada e-mail. Política de Privacidade