A mitologia hindu, expressada no seu panteão, constitui uma tentativa formidável e bem-sucedida de definir os distintos aspectos e manifestações da Consciência Ilimitada que anima o mundo.
Sendo estas manifestações reflexo do Uno, que é apontado pelos nomes Śiva, Oṁ, Puruṣa ou Brahman, todas as formas de existência são formas dele.
É a mitologia hindu politeísta?
Unidade na pluralidade, dentro da mitologia hindu incluem-se todas as possibilidades: deuses, semideuses, seres celestiais, anjos, demônios e vampiros cujas sagas e peripécias serviram desde muito antigamente para alimentar o imaginário e os ideais de elevação e realização do ser humano.
Apesar desta inegável multiplicidade, o hinduísmo não é tão politeísta quanto aparenta; tirar essa conclusão seria tão leviano como concluir, olhando para o santoral cristão, que o cristianismo é politeísta.
Desde seus mais diversos pontos de vista, o hinduísmo sempre vê no Cosmos uma unidade essencial, a Consciência Única, que é invariável e ilimitada:
Armas não conseguem cortá-lo,
fogo não pode queimá-lo,
água não consegue molhá-lo,
ventos não podem secá-lo…
Ele é eterno e tudo permeia,
sutil, imóvel e sempre o mesmo.
Bhagavadgītā, II:23-24
॥ हरिः ॐ ॥
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॥ हरिः ॐ ॥
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