Os Mestres insistiram em ensinar que, se pretendemos alcançar o Divino em nós, é-nos recomendado exercer um afiado, constante, profundo e claro discernimento, para defender-nos de ilusões, fantasias, equívocos e engodos.
Todos somos investimentos de Deus, porque Ele nos gera e nos mantém com Seus recursos, Suas energias e Seus poderes infinitos. Como todo investidor inteligente, Deus espera lealdade e rentabilidade. Quanto à liquidez, é a morte que determina a data do resgate.
O Uno e o Universo, incluindo todos os seres e todas as coisas, portanto também o homem, são 'explicados' conforme seis dárshanas, ou 'ângulos de visão', sob os quais os Vedas foram analisados. Dos seis darshanas, três ? Sámkhya, Yoga e Vedánta ? são os mais úteis para nosso estudo, para levar-nos a compreender o homem, em suas aparentes misérias e em sua real magnitude.
Māyā Chamam-te ilusão os que não têm olhos de ver. Aos olhos cegos a cegueira aumenta. Não se iludem contigo os videntes. Vêem-te a aparência que és, mas também Aquilo que aparentas. Māyā, véu que vela Deus a olhos impuros. Māyā, véu que O des-vela aos olhos de pureza. Para aqueles, multiplicidade e variedade de […]
Tudo o que condiciona é antiyoga. Tudo o que mesmifica é antiyoga. Tudo quanto frustra a autenticidade é antiyoga. Tudo o que limita o homem, tornando-o mais um dependente é antiyoga. Yoga é um caminhar para a felicidade incondicionada pelas exterioridades; é um desvencilhar-se do que limita e empobrece a personalidade. Yoga é independência.
É próprio do ser humano considerado social e psicologicamente 'normal' agir em proveito próprio, no interesse do 'eu' e dos 'meus'. Há sempre nele uma indagação engatilhada ? 'quanto é que eu levo nisso?'
Desde seu lançamento, em 1960, meu livro Autoperfeição com Hatha Yoga exibe, na página 26, o cabeçalho: "Hatha Yoga, uma ginástica...". Estaria eu me contradizendo? Se o leitor passar duas páginas vai ler outro cabeçalho: "...diferente da ginástica ocidental"
Quando os Mestres sugerem Īshvarapranidhāna, querem dizer ao caminhante: 'entregue-se a Deus'
Se o caminhante tem as pernas frágeis para tão longo e duro caminho, deve fortalecê-las antes de começar a andar. Quanto os Mestres aconselham ? pratiquem tapas ? estão querendo salvar os caminhantes de uma provável derrota
Quem sou eu? Que sou eu? Todas as respostas, baseadas na lógica ou num autodiagnóstico comprometido, seja por autopiedade, auto-severidade, autocomplacência, ou seja por racionalização, são incapazes, e não válidas.
Ensina Ádi Shankaracharya, o sábio advaita, que somos, todos os seres, uma única e mesma Essência Real, e que devemos vivenciar esse postulado, pois somente a realização transformará a simples afirmação intelectual e imortal e libertadora Verdade
Para a psicanálise, o nível consciente da mente inibe e reprime a manifestação de certas tendências, impulsos instintivos e de certos conteúdos dos níveis ocultos. A psicologia hindu, precursora da psicanálise, diz exatamente o mesmo: vásanás (desejos, necessidades e motivações profundas) e samskáras (impressões e conteúdos representativos) jazem, operantes e potentes, no inconsciente.
A hora é chegada. Se você quiser, pode ficar onde está e como está, a perder tempo. Se você quiser, pode continuar inconsciente e sem rumo, sem rota, sem objetivo, perdendo tempo e perdendo-se
Chama-se Bhakti Yoga a conquista do Reino através da adoração e do amor. Bhakta é o devoto que, na adoração de uma imagem, de uma expressão sensível de Deus se extasia
O Yoga que combate a ignorância, Jñānayoga, é a caminhada no saber, na elucidação progressiva, afastando os mil disfarces que escondem o Real, o Uno, o Absoluto
