Pedro nasceu no Uruguai, 60 anos atrás. Conheceu o Yoga na adolescência e pratica desde então. Aprecia o o Yoga mais como uma visão do mundo que inclui um estilo de vida, do que uma simples prática. Escreveu e traduziu 10 livros sobre Yoga, além de editar as revistas Yoga Journal e Cadernos de Yoga e o site yoga.pro.br. Para continuar seu aprendizado, visita à Índia regularmente há mais de três décadas. Biografia completa | Artigos
Para todos nós, praticantes e professores de Yoga, a questão do título é importante. Precisamos saber como lidar com emoções e experiências indesejáveis da melhor maneira possível, pois cedo ou tarde irão surgir, tanto dentro da nossa própria experiência como praticantes, quanto no papel que desempenhamos como instrutores/facilitadores de Yoga. Para começar: práticas como Yoga, […]
No Yoga, o conceito de inteligência vai além da noção de capacidade cognitiva ou agilidade mental. Nesse contexto, a ideia de inteligência está ligada à própria estrutura da realidade. Expressões como Sarvajñāna (“todo conhecimento”) e Sarvam Brahman ayam (“tudo isto é Brahman”) apontam para uma compreensão radical: a inteligência não é algo que possuímos como uma qualidade ou faculdade. Inteligência é a própria essência da realidade.
O Yoga vai muito além de uma forma de exercício físico: é uma visão libertadora que se aplica através de um modo de vida saudável.
Nesta parábola da Mundaka Upaniṣad, a árvore é o mundo, a sociedade, o lugar onde vivemos e nos movemos. Os frutos da figueira são os labirintos dos desejos, os resultados dos karmas, crenças e condicionamentos disponíveis para a pessoa. O primeiro pássaro é o corpomente. O segundo é Ātma, o Ser pleno.
“A Guirlanda do Conhecimento do Ser” é um prakaraṇagranṭha, texto focado no objetivo do Yoga atribuído a Śrī Ādi Śaṅkarācārya, o incrível professor do século VIII. Nesse lindo poema de 20 estrofes são descritas as características da pessoa que reconheceu a si mesma como Ilimitada.
Na esteira de uma série de recentes escândalos envolvendo condutas criminosas por parte de famosos professores de Yoga, cabe uma reflexão aqui para voltarmos ao básico do básico.
O machismo é endêmico: está em todas partes na nossa sociedade e, desafortunadamente também bastante presente nos ambientes do Yoga. Negar esse fato é contribuir ativamente para os estupros, femicídios e agressões que preenchem o noticiário. É preciso fazer alguma coisa.
Certo grau de organização e maturidade mental e emocional é essencial para compreendermos como somos e funcionamos. A palavra sânscrita abhyāsa, traduzida geralmente como prática constante, significa literalmente “repetição”. Há duas formas de se interpretar este termo: uma positiva e uma negativa.
Este é um convite para questionar a ideia da proibição do Yoga para a mulher na Índia antiga, que se revela falsa depois de um passeio pelo textos onde estão registradas as descobertas e experiências dos yogins do passado desde a Idade védica, há mais de 3500 anos, até os mais recentes textos de Haṭhayoga no século XVIII.
Na Índia de Patañjali, Yoga e meditação são sinônimos, ou quase. Na prática que alguns professores ensinam aqui em Ocidente, a meditação ocupa um lugar muito pequeno. Há outros que simplesmente nem sequer falam no assunto. Alguns falam sobre meditação em movimento, durante os āsanas, mas a verdade é que o Yoga está pagando um preço muito alto pela sua popularização. Esse preço é o da distorção, da banalização, da perda do conteúdo mais essencial.
Mūlabandha, a ativação da musculatura do solo pélvico, é fundamental para manter a qualidade de vida e a saúde geral, por uma ampla série de razões. O nome significa “fecho da raiz”. Trata-se de uma técnica sutil e poderosa do Yoga que consiste na ativação e elevação dos músculos do assoalho pélvico. Sua prática traz […]
Este é o terceiro mantra da Gaṇapati Athārvaśīrṣopaniṣat, uma das principais 108 Upaniṣads. Ela é uma prece que pede proteção a Śrī Gaṇeśa, o deus com cabeça de elefante e senhor do karma, aquele que coloca e remove os obstáculos.
No contexto do Tantra, os termos paśu, vīra e divya representam diferentes níveis de desenvolvimento e qualificação dos praticantes (sādhakas). Esses três tipos descrevem estágios ou disposições internas de cada pessoa em relação à prática, à disciplina e à compreensão do ensinamento não-dual.
Não sou pai nem mãe, nem parente, nem doador, nem filho nem filha, nem quem recebe nem quem sustenta. Nem a esposa, nem o conhecimento das coisas do mundo, nem tampouco [posso buscar segurança na] minha profissão. Você é o meu refúgio. Só você é o meu refúgio, Mãe Bhavanī. || 1 ||
Com fazer nossas escolhas, quando defrontados com dilemas aparentemente insolúveis desde o ponto de vista ético? Como conduzir nossas ações para nos manter alinhados com o princípio da não-violência? Como devemos ou podemos viver, de fato, a vida de Yoga?