Pedro nasceu no Uruguai, 60 anos atrás. Conheceu o Yoga na adolescência e pratica desde então. Aprecia o o Yoga mais como uma visão do mundo que inclui um estilo de vida, do que uma simples prática. Escreveu e traduziu 10 livros sobre Yoga, além de editar as revistas Yoga Journal e Cadernos de Yoga e o site yoga.pro.br. Para continuar seu aprendizado, visita à Índia regularmente há mais de três décadas. Biografia completa | Artigos
Vishnu, o todo penetrante, é, na mitologia purânica, o deus conservador e sustentador da criação. É um deus basicamente benigno, embora não lhe faltem os aspectos terríveis. Ostenta quatro atributos: o disco de arremessar (chakra), arma de guerra e símbolo de poder, a flor de lótus (padma), a trompa de concha (shankha) e o bordão (gada).
O Yoga é para seres humanos. E está ao alcance de todos. O que se precisa para praticá-lo? Um bom par de pulmões e a cabeça no lugar. Todos temos mente e pulmões. O resto é acessório.
Darshana é o nome genérico das seis escolas filosóficas do hinduísmo, que explicam o sentido da existência do ser humano e do Cosmos. Os darshanas estudam os diferentes aspectos da realidade, tendo como objetivo comum libertar o homem da ignorância, atingir a emancipação dos condicionamentos.
Mudrá é uma palavra sânscrita que significa gesto, selo ou matriz. Os mudrás são a fonte de uma linguagem gestual e corporal que se origina na tradição tântrica, e está indissoluvelmente associada ao registro akáshico, o espaço sutil onde estão armazenados todos os conhecimentos e feitos da Humanidade desde seus primórdios.
Antes de mais nada, é preciso ter claro o que você quer da prática. Os objetivos mudam de pessoa para pessoa. Lembre que existem muitas formas diferentes de Yoga.
Desde os tempos mais remotos, o verdadeiro Yoga tem se mantido como um conhecimento reservado, secreto, acessível apenas àqueles que estavam preparados para compreender esta forma até hoje revolucionária de ver o ser humano.
As tradições vivas crescem e mudam de geração para geração. Basta dar uma olhada na história do Yoga para ver isto claramente. Conseqüentemente, cada vez que uma tradição é "importada" e muda de contexto, alguma coisa também muda nela. Infelizmente, mudança quase nunca significa melhoria. É virtualmente impossível manter a tradição intacta, porque o Yoga não é uma múmia: é algo vivo, dialético, mutante e que interage com o tempo e as pessoas.
A palavra Yoga deriva da raiz sânscrita yuj, que significa literalmente unir, integrar, totalizar, lier ensemble. Yoga é unir, mas unir o que com o quê?
Uma vez, um ladrão quis aprender Yoga. Foi visitar um mestre e disse-lhe que queria praticar, mas que era ladrão, bêbado e mentiroso. O mestre falou dos yamas e niyamas, e disse que, para começar, deveria escolher um yama ou um niyama e ater-se a ele. O ladrão pensou: "minha profissão é roubar. É o que sustenta a minha família, portanto, fora de questão seguir asteya. A bebida é a minha única fonte de prazer, e tampouco vou largá-la. Ou seja, que nem shauchan nem tapas. Mas, deixar de mentir não vai me custar tanto. Vou seguir satya." E assim foi que ele decidiu falar somente a verdade.
Hinduísmo é o termo empregado hoje em dia para designar as instituições culturais, religiosas e sociais da grande maioria da população indiana. O hinduísmo faz sua aparição no contexto da civilização vêdica, durante o alvorecer da nação indiana.
Se dá o nome de Pátañjali ao mítico codificador do Yoga Clássico, autor do Yoga Sútra. Tudo sobre esta figura histórica é um verdadeiro mistério.
Muito mais que um relax ou uma tomada de consciência do próprio corpo, o yoganidra é um poderoso instrumento para mergulhar no próprio eu. Inclui os primeiros estágios do antar mouna.
O yoganidra, o 'sono' do Yoga, é um estado de consciência entre o sono profundo e a meditação, uma espécie de 'meditação-sono', em que participam ativamente todos os poderes mentais
Este extenso artigo, extraído do livro História do Yoga, de Pedro Kupfer, explica o como e o porque da teoria da invasão ariana da Índia
Nas últimas duas décadas, uma enorme quantidade de provas que refutam a teoria da invasão ariana, variadas e convincentes, foram levantadas por cientistas, investigadores e eruditos dos Shastras e de outras fontes literárias, historiadores, arqueólogos, médicos, lingüistas, matemáticos, astrônomos, hidrólogos e geólogos.