Não tenho receio de concordar com autoridades no assunto e também afirmar que o Yoga é o ancestral comum de todas as modernas escolas de psicologia profunda
O Yoga é um conjunto de ferramentas para o crescimento interior. Nesse contexto, o Ashtanga Yoga ou Yoga de Patañjali se apresenta como um conjunto de oito estratos, cada um com um propósito bem definido. Desses oito estágios do Yoga, talvez o menos conhecido seja o pratyahara.
Fala-se e se escreve sobre 'Yoga do Sexo', e aventureiramente algumas pessoas, por ignorância ou malandrice, definem Tantra como 'Yoga do Sexo'
Aqui em ocidente pensamos que o karma seja uma espécie de fatalidade, algo ruim que acontece sem motivo aparente. Com freqüência dizemos 'Fulano tem um karma pesado' ou 'Sicrano pagou seu karma', sem entender ao certo o que é esse tal de karma. O conceito de karma no contexto do Yoga de Pátañjali não tem nada a ver com isso.
Muito já se falou sobre Tantra Yoga mas, afora dos livros escritos por quem realmente entende do assunto e só fala o que sabe, me desculpem injustiças a parte, só li bobagens. Tentam "vender" o Tantra como se fosse o "viagra indiano"
O Dr. Subhash Kak, engenheiro em computação e eletrônica na State University de Louisiana e estudioso dos Vedas, descobriu o código-chave que explica a estrutura dos altares do fogo, da cosmogonia vêdica e do próprio Rig Veda. A extraordinária relevância deste descobrimento e sua data tão recente (1993) merecem ao menos esta breve síntese.
Jñána mudrá significa 'o gesto que outorga o conhecimento'. Os dedos indicador e polegar se unem pelas pontas, formando um círculo, e os outros permanecem juntos e descontraidamente estendidos.
Añjali mudrá é o gesto de saudação. Añjali significa saudar, elevar, invocar, trazer, cultivar. Transmite sentimentos positivos, cordialidade e boas intenções. Na Índia, este gesto equivale ao nosso aperto de mãos. Nas práticas de Yoga é usado para fazer a saudação inicial e a final.
Os primeiros falantes de sânscrito foram os āryas ou arianos, fundadores da civilização védica. Os mais antigos textos da Humanidade, os Vedas, datam da Idade Védica, entre o sétimo e o quarto milênio a.C. Foram transmitidos com surpreendente exatidão ao longo dos milênios por tradição oral, e transcritos durante a segunda metade do II milênio a.C.
Eis algumas palavras importantes para a compreensão da visão do Yoga e esclarecimento de dúvidas relativas ao estudo.
Estas "pérolas de rara beleza", como dizem os próprios Shastras, são uma compilação parcial das escrituras do Yoga. Coisas que foram escritas ao longo dos milênios por seres humanos iguais a nós, que se dedicaram a explorar a alma humana usando o Yoga como ferramenta. Elas são fruto da visão e da intuição dos rishis, que eram sábios, ascetas, cientistas, yogis e poetas da antiguidade. Tudo ao mesmo tempo.
O Yoga é para seres humanos. E está ao alcance de todos. O que se precisa para praticá-lo? Um bom par de pulmões e a cabeça no lugar. Todos temos mente e pulmões. O resto é acessório.
Mudrá é uma palavra sânscrita que significa gesto, selo ou matriz. Os mudrás são a fonte de uma linguagem gestual e corporal que se origina na tradição tântrica, e está indissoluvelmente associada ao registro akáshico, o espaço sutil onde estão armazenados todos os conhecimentos e feitos da Humanidade desde seus primórdios.
Desde os tempos mais remotos, o verdadeiro Yoga tem se mantido como um conhecimento reservado, secreto, acessível apenas àqueles que estavam preparados para compreender esta forma até hoje revolucionária de ver o ser humano.
A palavra Yoga deriva da raiz sânscrita yuj, que significa literalmente unir, integrar, totalizar, lier ensemble. Yoga é unir, mas unir o que com o quê?
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