Afirmam algumas escrituras que o estudante recebe o conhecimento do professor. Todo o conhecimento que você recebe, é uma quarta parte do que você tem para conhecer. A segunda quarta parte você recebe na digestão do que você aprendeu. Removendo suas dúvidas, conversando com seus colegas, você recebe outra quarta parte. E, pelo seu próprio entusiasmo e motivação, você recebe a última quarta parte.
O desejo auspicioso de conhecer, de chegar no objetivo da disciplina que você estuda, nasce na sua família, no seu lar, na cultura onde você vive, ou das pessoas com quem você convive. No Vedānta, pede-se raciocínio claro. O Vedānta revela para aquele que consegue compreender, que consegue usar corretamente seu intelecto (buddhi). Você é aquilo que você aprendeu, o fruto daquilo que você fez anteriormente. É a força desses karmas que faz a gente nascer aqui.
Expor-se ao conhecimento é obter uma quarta parte daquilo que você precisa realizar. A segunda quarta parte do conhecimento obtém-se por atmakripa, a graça de atma. Havendo estudado as escrituras, os estudantes conversam entre eles, trabalhando suas dúvidas. Isso é chamado vichara, investigação. Com a ajuda daqueles que estão estudando conosco, obtemos outra quarta parte do conhecimento. E, pela sua própria motivação, o estudante obtém a última quarta parte.
Todo conhecimento segue um método determinado. O estudante, vivendo a vida com atentividade, obtém no processo uma quarta parte do conhecimento, outra parte vem do mestre, outra da discussão com os colegas e outra pela força do seu próprio sankalpa.
A conexão com o professor e com o ensinamento e muito importante. Há dois tipos de orientação que devem ser recebidas pelo estudante: a laukika, que a que vale para a vida cotidiana, para viver o dia-a-dia; e a orientação espiritual, que é muito poderosa e deve ser usada para guiar o processo do auto-conhecimento. Ela se chama mananam, que significa remoção das dúvidas.
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