Você pode ter um belo corpo, um belo cônjuge, fama, objetos excelentes e variados e tanta abundância como o Monte Meru. Mas, se a sua mente não estiver entregue aos pés de lótus do Mestre, para que?
A nossa civilização emocionaliza excessivamente a felicidade. Felicidade é o que você é. Swāmi Dayānanda, meu mestre, sempre evitou traduzir ānanda como felicidade para nos mostrar que isso que chamamos ānanda e traduzimos como felicidade, não é um sentimento que vem e que vai, mas a nossa própria natureza.
Que todos os valores e atitudes expostos nas Upaniṣads estejam comigo. Estou comprometido na busca do conhecimento de Brahman. Que os valores e atitudes vivam em mim.
Esta Upaniṣad começa com uma afirmação: tudo o que aqui está, tudo o que aqui esteve, tudo o que aqui estará, é Oṁ. É assim que a discussão inicia. Idaṁsarvaṁ, inclui tudo o que está aqui: o que conheço e o que desconheço, o que existiu, o que existe agora, o que irá existir no futuro. Oṁ ityetadakṣaramidaṁ sarvaṁ: “a sílaba Oṁ e tudo isto que está aqui”.
Acreditamos que, dado que de fato há seitas prosperando no meio do Yoga, deveríamos convidar nossos leitores a refletirem e avaliarem os grupos nos quais praticam. Para tanto, traduzimos, com pequenas adaptações, o presente teste, de autoria de Madeleine L. Tobias e Janja Lalich. Quiçá assim possamos ajudar alguém a libertar-se dessas relações tóxicas e instituições nefastas.
Yoga é estar livre de distrações. Uma mente livre de distrações nos alivia do medo, da raiva e das outras emoções que poluem a paisagem interior.
Vedānta é a solução para o problema que surge quando me vejo como um mortal imperfeito, sujeito a várias limitações. Essa é a conclusão à qual cada indivíduo chega ao julgar precipitadamente. Vedānta é o ensinamento que resolve este problema. Na visão do Vedānta, você é a solução para o problema que você sofre. "Eu sou Brahman, a totalidade " é Vedānta. Portanto, Vedānta é a solução.
"O Ser está além de nome e de forma, além dos sentidos. Sem início, nem fim, estando além do tempo, do espaço e da causalidade, ele é eterno e imutável. Aquele que percebe o Ser livra-se das garras da morte". Nesta passagem da Kaṭhopaniṣad está o real sentido do Yoga: a busca pela imortalidade. Este é um tema recorrente tanto nesta mesma Upanṣhad quanto em outros śāstras.
O mestre e o discípulo estavam morando recolhidos num lugar tranquilo e isolado. Tinham algumas vacas para lhes fornecer leite, que eram cuidadas pelo estudante. De manhã, depois das aulas, ele as levava até o pasto e no fim do dia as conduzia novamente até o estábulo. Um dia, de noitinha, depois do pôr-do-sol, quando as vacas já estavam no estábulo, ele reparou que as cordas com as quais elas eram amarradas tinham sido perdidas no pasto.
A palavra mantra significa em sânscrito "instrumento para o pensamento [adequado]" ( man = pensamento, mente; tra = instrumento). Basicamente, um mantra é uma fórmula sonora que tem um significado, uma vibração e o objetivo de lembrar algo importante para o praticante.
Lakṣmī está em tudo o belo, tudo o que cresce, tudo o que se manifesta como crescimento, prosperidade ou beleza. Lakṣmī é o dinheiro, em todas suas formas. Está nas frutas carnudas, nos jardins floridos, nas águas, rios, mares e matas tropicais. Está nos dias de verão em que o sol brilha, no canto das cigarras após a chuva. Também, nos elementos decorativos feitos com capricho e cuidado, na elegância, nas roupas, na simetria, na combinação equilibrada de cores, texturas ou tecidos e em tudo o que for harmonioso.
O desapego é algo totalmente natural no homem. Todos queremos viver com o mínimo. Ninguém, a menos que tenha alguma compulsão por acumular ou algum outro problema psicológico, tem prazer em acumular coisas que não têm valor
Tempos atrás, escrevi um texto cujo título era “Yoga para que?” Agora, depois de ter respondido algumas vezes para amigos praticantes o que há no Vedānta que fascina tantos yogis, e que nos leva ano após ano de volta para a Índia para continuar estudando, escrevo este outro texto, complementar àquele, para tentar responder a essa questão.
Ujjāyī significa vitorioso. Deriva da raiz ujji, conquistar. Embora seja descrita aqui como uma técnica específica de prāṇāyāma, esse tipo de respiração acontece espontaneamente em estados de concentração intensa e meditação profunda.
É muito interessante pensar que um tema tão atual já era alvo de reflexões pelo menos 200 anos antes da nossa era. Trata-se então de uma questão atemporal, que faz parte do caminho humano em direção ao seu autoconhecimento. Através da reflexão sobre os sūtras citados, concluí que para alcançarmos uma mente estável e equilibrada, Patañjali nos diz que o primeiro passo é nos darmos conta de que temos uma mente, mas não somos a mente. A partir daí podemos observá-la e fazer os ajustes necessários para que esta possa manifestar mais apropriadamente o nosso Ser.
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