Esta sequência é adequada para pessoas que estejam em meio a uma crise de dor e precisem de alívio e relaxamento das tensões advindas dela. Como há muitas causas diferentes para dores nessa região, as soluções para aliviá-las devem ser igualmente diferentes.
A habilidade de interromper a identificação com os pensamentos é necessária para o samādhi, a profunda meditação. O samādhi, por sua vez, não é um fim em si mesmo mas uma preparação prévia, chamada purificação psíquica, para a libertação.
A palavra que abre o Yogas?tra, atha, significa “agora”. Pode parecer estranho começar um texto deste porte por um advérbio tão lacônico, mas o que se percebe claramente aqui é que o Yogas?tra não é um livro para iniciantes. Alguma coisa foi ensinada previamente, e “agora”, começa o ensinamento do Yoga.
O sábio Patañjali nos ensina que o natural (svarūpa) do ser humano é o próprio Yoga. A palavra svarūpa, que significa “sua própria forma”, define o reconhecimento de si mesmo como alguém livre de limitações. Lembremos que Yoga não é um estado de consciência mas uma atitude.
Oṁ. Contemplemos o esplendor do divino Sol vivificante, presente na terra, na atmosfera e no céu. Que ele ilumine nossa visão. Do Sol, de fato, nascem todas as criaturas: as que se movem e as que permanecem fixas. De Surya, de fato, nascem as criaturas, o yajña (ritual do fogo), o parjanya (as chuvas), o alimento e o alento vital. De Āditya nascem Vāyu, Bhūmi, as águas, o fogo, os céus, as direções, os Devas e os Vedas; o Sol arde nesta esfera.
A autora até que tenta dizer algo que faça sentido mas é evidente a sua falta de familiaridade com o tema, e acaba fazendo um pastiche de elementos contraditórios. Pelas suas palavras, temos a impressão de que o turīya é algo a ser alcançado, mas extremamente distante das experiências que temos e vivemos ao longo do nosso cotidiano, e que não é algo que possamos experienciar nesta vida de maneira fácil.
Bebo o sublime néctar de Rāma, o Divino. Com ele, esqueço todos os demais sabores. Por que deveríamos chorar a morte de outrem Se nós mesmos não somos permanentes? Quem nasce, morre: deveríamos chorar por isso? Nos absorvemos no Uno do qual viemos.
Depois de alguns anos ensinando yoga para gestantes, algumas reflexões com professores mais experientes e outros profissionais, eu poderia dizer que as invertidas na gestação necessitam moderação. As posturas de inversão do hatha yoga são aquelas onde o umbigo fica acima da linha do coração. Na gestação, estas posturas precisam ser bem avaliadas se são adequadas para cada mulher.
O nome desse exercício significa crânio brilhante. No kapālabhāti enviamos uma carga extra de oxigênio ao cérebro, que se dilata imperceptivelmente. Daí deriva uma sensação de "brilho". Esse processo é um ṣaṭkarma, uma purificação, pois proporciona uma limpeza total das vias respiratórias.
Extensa e interessante entrevista com o casal Ângela e Pedro Kupfer conduzida em 2014 pelo professor de Yoga e blogger Humberto Meneghin, do blog Yoga em Voga.
A morte inspira medo. Em nosso cotidiano, via de regra, procuramos varrer convenientemente esse tema para baixo do tapete, ocupados como estamos na busca do conforto, a prosperidade e a satisfação. Porém, em alguns momentos, ele surge intempestivamente, nos invade e passa como um rolo compressor por cima da nossa frágil estabilidade emocional.É dito que se não estivermos prontos para viver, tampouco estaremos preparados para morrer.
Quando comeceia a praticar não existia algo chamado “carreira de professor de Yoga”. Meu professor era engenheiro agrônomo e dava aula nas horas vagas, por devoção ao seu guru, Swāmi Satyānanda, que se tornou a minha referência em termos de Yoga por muito tempo. A ideia do professor de Yoga nos moldes que se compreende atualmente é algo novo, que deve ter surgido nas últimas décadas.
Sankalpa significa construção mental, resolução interior. Dentro da prática de Yoga, ocorre durante o Yoga Nidra, ou Sono do Yoga. Contudo, antes mesmo de abordar como se pratica e elabora essa construção mental, para compreendê-la é preciso descrever o contexto no qual ela se insere.
Não vejo mal algum em constatar que o Yoga ganhou, de fato, uma "popularidade" e que tem sido usado como uma forma de manter o corpo saudável e de adquirir bem-estar. No entanto, não mencionar o seu real propósito e ainda dizer que meditação e espiritualidade é passado e o que importa mesmo é a perda de alguns quilinhos, é não levar em consideração que a prática física do Yoga tem uma finalidade muito mais profunda e legítima do que simplesmente ganhar flexibilidade e massa muscular.
Identificados com a insegurança que por momentos toma conta da mente, às vezes pensamos coisas como “será que vou realizar meus desejos? Será que vou conseguir conquistar o que preciso para me sentir seguro?” O problema é que este tipo de padrão mental de ansiedade torna-se uma verdadeira prisão, um feitiço que nos impede o crescimento e nos tolhe a liberdade.
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