Uma yogiṇī afirmou, num diálogo recente, que o “Yoga é por natureza apolítico”. Demos nomes aos bois: apolítico é aquilo ou aquele que tem aversão ou não se interessa pela política. Ora bem, o Yoga faz parte do existir. A política também faz parte da existência ao ponto que é dito, com razão, que existir é um ato político.
Lembremos também que a missão do mestre é libertar, não provocar sofrimento nos praticantes, nem amassar fortunas e, menos ainda, angariar zumbis de cérebro lavado. Incapaz de libertar, o aspirante a mestre apenas veste uma fantasia oca e perigosa. Parafraseando o velho ditado, o dhoti não faz o mestre.
Na esteira de uma série de recentes escândalos envolvendo condutas criminosas por parte de famosos professores de Yoga, cabe uma reflexão aqui para voltarmos ao básico do básico.
A Segunda Guerra Mundial ceifou a vida de aproximadamente 75 milhões de seres humanos. Muitos civis morreram por causa do genocídio deliberado, crimes de guerra, massacres em campos de concentração, bombardeios, doenças e fome. Afora isso, para alimentar a máquina de guerra, o nazismo drenava constantemente os recursos dos territórios conquistados. O custo desse conflito, […]
De todas as distopias possíveis relacionadas ao Yoga, a pior que imaginei uns tempos atrás era a da proibição. No entanto, o uso do Yoga como instrumento do biopoder consegue ser ainda mais destrutivo. Havendo passado a adolescência numa ditadura militar opressiva, o panorama mais cruel para mim seria ter que viver num lugar onde […]
Muito se romantiza atualmente a imagem de Mahatma Gandhi, mas o amigo leitor já se perguntou se a imagem que nós temos atualmente deste carismático líder é 100% verdadeira?
Se sete ou mais dos ítens desta lista forem descritivos do seu guru ou mestre espiritual, existe uma grande chance dele não ser tão iluminado quanto alega. Ainda, você corre o risco de estar se relacionando com alguém potencialmente nocivo.
Com a proximidade das eleições para a Presidência e outros cargos públicos de um país continental como o Brasil, a parábola da corda e da serpente, muito familiar para quem estuda Vedanta vem, de uma forma peculiar, ilustrar a importância da escolha que os brasileiros faremos daqui a algumas semanas.
Este texto lista uma série de acontecimentos, alguns recentes e outros nem tanto, que revelam a forma em que certas lideranças religiosas e políticas orientam as pessoas sob sua égide a se relacionar com esta escola de vida que é o Yoga.
Estas duas palavras, Yoga e política, estão pouco presentes nas discussões que acompanho sobre a prática e seus desdobramentos e aplicações no dia-a-dia. Existe um grande esforço em trazer os princípios e as filosofias de vida para o cotidiano, mas nos esquecemos com frequência de que a política faz igualmente parte dele.
Durante os últimos anos da ditadura militar no Uruguai, meus quatro irmãos e eu estávamos fartos daquela mentalidade estreita e daquela falta de liberdade e começamos, junto com outros jovens, a organizar e participar de manifestações e protestos
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