Quando a deusa Parvati tomava banho, Shiva, empurrando Nandi, que vigiava a entrada, entrou sorrateiramente no aposento. A deusa ficou muito contrangida... Decidiu então criar para si um servidor, e, com as raspas de sua pele, fez um rapaz
Mudras são gestos realizados com a mente, as mãos, os pés, a boca, os olhos ou com o corpo todo. São muito usados no Yoga e nas danças indianas, pois fazem uma reverência a vários aspectos das divindades hindus e da natureza
Oferecemos aos nossos leitores a edição original, em inglês, do clássico livro A Ciência do Prāṇāyāma (Science of Prāṇāyāma), de Swāmi Śivānanda.
A palavra sânscrita acharya é geralmente traduzida por 'professor' ou 'mestre'. Freqüentemente é acrescentada ao nome de uma pessoa, denotando respeito, como no caso de Shankaracharya
Originário da parte final dos Vedas (as escrituras sagradas indianas), o Vedanta é uma ciência espiritual que busca identificar-se com o todo universal. Um de seus grandes conhecedores, Swami Dayananda Saraswati, explica aqui a importância do Vedanta no mundo atual.
Atendendo a pedidos, e para saciar a sede de fazer rituais de alguns bons amigos que nos solicitaram instruções a respeito do puja, publicamos aqui esta pequena prática, que dura apenas alguns minutos. Existem outras práticas, bem mais elaboradas, que podem fazer-se diariamente, mas que levam muito mais tempo.
Na perspectiva do Yoga, existe apenas um desequilíbrio, apenas uma só doença. Essa doença é a separação. Todas as doenças físicas e mentais são sintomas dela. Nosso estado orgânico, seja de saúde, seja de doença, é basicamente um reflexo de nossa integração e interconexão entre nossos três corpos: denso, sutil e causal (sthula, shukshma e karana sharira). Vejamos como isto se processa nos cinco koshas.
A fisiologia sutil do Yoga menciona cinco koshas ou invólucros que encobrem, protegem e servem como veículo para o ser. A matéria é o veículo da energia. Quando a consciência assume uma forma, ela se manifesta de formas diferentes. Estas formas são os cinco veículos do homem, que se sobrepõem concentricamente...
Todos já ouvimos falar de ahimsa, o sistema de não-violência que Gandhi tornou mundialmente conhecido ao expulsar o Império Británico da Índia sem disparar um tiro sequer. O que não todo o mundo sabe, é que esse poderoso sistema forma o alicerce do Yoga. A prática do Yoga começa (ou deveria começar) na prática da não-violência. Ela é a condição fundamental para que as demais disciplinas éticas do Yoga funcionem: veracidade, honestidade, não-posessividade, etc.
Sempre é possível enxergar em nós mesmos a forma em que percebemos a realidade, e a maneira em que nos relacionamos eticamente com o mundo e com nós mesmos. Nosso olhar ético é um espelho do que somos por dentro.
Hoje, após a aula semanal que ministro no presídio masculino de Florianópolis, tive uma conversação interessante com o traficante que trabalhava aqui na praia onde eu moro. O rapaz só vendia coisa fina: skunk (maconha híbrida do Afeganistão), LSD e ecstasy holandês. Com estes materiais importados, ele tinha uma seleta clientela entre a burguesia da ilha de Florianópolis. Ele me contou, em meio a uma série da anecdotas, que a filha do juiz que o condenou era sua cliente. Uma dessas 'coincidências' kármicas que a malandragem gosta de contar, quiçá para mitigar a dor da condenação.
Segundo os Mestres do Yoga, é a mente que, bloqueada ou impura, ou agitada, ou distorcida, ou com tudo isso junto, nos impede de comungar com o Infinito, e nos encadeia ao finito; nega-nos a Eternidade, mergulhando-nos no reino da duração; frustra-nos a Liberdade do Nirvana, e nos prende à engrenagem de samsára (a roda dos renascimentos).
Os praticantes e professores de Yoga sempre ouvimos dizer (e repetimos) que o Yoga é um caminho para a transformação e, que ao longo das práticas, acontece uma série de mudanças nas nossas vidas que transformam a visão que temos do mundo. Porém, em alguns casos, os anos passam, as práticas continuam, mas a pessoa fica com a sensação de que alguns problemas de fundo ainda estão lá, silenciosos, secretos e imutáveis.
Bênção é uma palavra e um sentimento que vêm sempre à minha mente quando penso sobre a forma em que fui parar na Índia, com a esperança de aprender Vedanta, que na realidade nem sabia o que era exatamente.
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