Segundo o Sámkhya - a filosofia pré-vêdica que embasa o Yoga e o Ayurveda e que classifica e estuda todo o processo da manifestação do Universo (e cujo significado é "enumeração") -, a Criação começa a partir da interação de um princípio espiritual, transcedental, absoluto - Purusha -, com um princípio vital, material, relativo - Prakriti.
A palavra dharma é derivada da raiz sânscrita dhr, que tem certo número de significados, sendo os principais "existir, viver, continuar" e "segurar, suportar, sustentar". A própria palavra dharma acabou sendo usada numa larga variedade de sentidos, a maioria relacionados com as traduções mais comuns: retidão, virtude, dever.
Os efeitos prático-terapêuticos do Yoga são de tal modo evidentes e conhecidos, principalmente os do Hatha Yoga, que a tendência é uma generalizada negligência sobre o lado teórico do Yoga. Acredito ser oportuno lembrar que, ao lado de ser praxis, Yoga é theoria. E, ainda mais, para ser correta e eficiente como prática, deve ser fundamentada na teoria.
Não obstante parecer repetitivo, trato aqui com maior profundidade do pré-requisito ético do Yoga de Pátañjali. Ahimsá é colocado à frente de todos os yamas e niyamas, não só como sendo o mais importante, mas por ser o objetivo de todas as abstinências e preceitos éticos estabelecidos por Pátañjali. Todas as virtudes conduzem a ahimsá.
Ashtanga (ashta, oito; anga, membro) Yoga é o Yoga de oito componentes, mais conhecido como Rája Yoga (Yoga Real). Foi codificado pelo sábio Pátañjali, baseando-se nos milenares conhecimentos yogis que a tradição oral transmitia através das gerações, de Guru a discípulo. Era um conhecimento esparso e assistemático, embora verdadeiro e profundo.
Estamos rodeados por mentiras, mergulhados na mentira. Das promessas dos políticos à publicidade, tudo é mentira. Mas há uma que é a maior, e que ninguém questiona. É a grande mentira.
O Yoga de Pátañjali representa o clímax de um longo desenvolvimento da tecnologia yogi. De todas as escolas que existiram nos primeiros séculos da Era Cristã, a escola de Pátañjali foi a que acabou sendo reconhecida como o sistema oficial (darshana) da tradição yogi.
Quando os Mestres sugerem Īshvarapranidhāna, querem dizer ao caminhante: 'entregue-se a Deus'
Se o caminhante tem as pernas frágeis para tão longo e duro caminho, deve fortalecê-las antes de começar a andar. Quanto os Mestres aconselham ? pratiquem tapas ? estão querendo salvar os caminhantes de uma provável derrota
Quem sou eu? Que sou eu? Todas as respostas, baseadas na lógica ou num autodiagnóstico comprometido, seja por autopiedade, auto-severidade, autocomplacência, ou seja por racionalização, são incapazes, e não válidas.
O Yoga é um conjunto de ferramentas para o crescimento interior. Nesse contexto, o Ashtanga Yoga ou Yoga de Patañjali se apresenta como um conjunto de oito estratos, cada um com um propósito bem definido. Desses oito estágios do Yoga, talvez o menos conhecido seja o pratyahara.
Aqui em ocidente pensamos que o karma seja uma espécie de fatalidade, algo ruim que acontece sem motivo aparente. Com freqüência dizemos 'Fulano tem um karma pesado' ou 'Sicrano pagou seu karma', sem entender ao certo o que é esse tal de karma. O conceito de karma no contexto do Yoga de Pátañjali não tem nada a ver com isso.
Darshana é o nome genérico das seis escolas filosóficas do hinduísmo, que explicam o sentido da existência do ser humano e do Cosmos. Os darshanas estudam os diferentes aspectos da realidade, tendo como objetivo comum libertar o homem da ignorância, atingir a emancipação dos condicionamentos.
Se dá o nome de Pátañjali ao mítico codificador do Yoga Clássico, autor do Yoga Sútra. Tudo sobre esta figura histórica é um verdadeiro mistério.
Coloquemos a nossa zoom no Aṣṭāṅgayoga, sistema organizado pelo sábio Patañjali. Ele tem oito partes: yama, niyama, āsana, prāṇāyāma, pratyāhāra, dhāraṇā, dhyāna e samādhi.
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