Este é o segundo de uma série de três textos breves, cujo tema é a construção da prática pessoal. Ele se complementa com Dicas importantes para praticar e Como montar uma série equilibrada de ásanas. Esperamos que eles sejam úteis para estimular sua prática pessoal.
O artigo O Pensamento Vivo de Maxime Vangelier é uma sátira que fizemos para protestar contra a superficialidade com que o assunto autoconhecimento é tratado atualmente. Maxime Vangelier nunca existiu. Esse texto foi montado para parecer real e interessante numa leitura rápida, mas é um absurdo, do início ao fim.
Nos dias livres dos retiros em Rishikesh, vamos andando até Lakshmanjhula, para tomar banho no rio, almoçar ou buscar algum livro interessante. Para chegar, é necessário subir a beira oriental do Ganges. Numa certa altura as coisas começam a mudar. Sorria: você está em Lakshmanjhula.
Escolha seu nível de prática: Nos sutras 1:21 e 22 são descritos nove níveis de prática e compromisso, e três subdivisões para a prática intensa. Devemos escolher um dentre esses níveis de prática e compromisso. Todos podem progredir e ter a experiência direta. É muito útil se conseguirmos nos localizar nas nossas práticas pessoais, pois grande liberdade pode vir ao saber onde estamos.
A situação da sociedade está empobrecida, e a empobrecer progressivamente no que diz respeito a valores comportamentais. Estes valores são extremamente importantes para o bom funcionamento de qualquer tecido social, desde o mais pequeno, por exemplo uma família, ao maior, como por exemplo um país ou mesmo o planeta. Estas regras de conduta sustentam as relações interpessoais tornando-as mais produtivas, sinceras e harmoniosas, originando bem-estar, entendimento e paz.
Estágios: Fundamentado na prática (abhyasa) e no não-apego (vairagya) (1.12-1.16), o meditador se move sistematicamente para o seu próprio interior, através dos quatro níveis, ou estágios, de concentração em um objeto (1.17) e depois avança para o estágio de concentração sem objeto (1.18).
Estas duas palavras, Yoga e política, estão pouco presentes nas discussões que acompanho sobre a prática e seus desdobramentos e aplicações no dia-a-dia. Existe um grande esforço em trazer os princípios e as filosofias de vida para o cotidiano, mas nos esquecemos com frequência de que a política faz igualmente parte dele.
Num conto muito popular da mitologia indiana, o sábio Narada tocou e cantou para o deus Vishnu, e tanto o agradou que Vishnu disse: “Pede-me agora o que quiseres.” Narada respondeu: “Quero conhecer o segredo de maya.” Maya é a palavra que designa o véu que encobre a realidade do universo.
Esta semana fui surpreendido por uma cena não muito comum em uma prática que estava guiando aqui no Rio. Os alunos já haviam chegado e se sentado. Já havíamos fechado os olhos e então, eu colocava o assunto sobre a qual a prática seria baseada, guinado as pessoas em uma breve reflexão.
Dois princípios Centrais: Prática (abhyasa, 1.13) e não-apego (vairagya, 1.15) são os dois princípios centrais sobres os quais o sistema inteiro do Yoga se apoia (1.12). É pela prática e cultivo destes dois princípios que as demais práticas do Yoga são desenvolvidas e pela qual a maestria sobre o campo da mente acontece (1.2), o que possibilita a realização do verdadeiro Eu (1.3).
Uma amiga contou-me que abandonou a prática de Yoga que acontece no seu condomínio, pois logo que chegava em casa aquele estado de harmonia e equilíbrio colhido durante a prática ia-se embora com facilidade. Contou-me que outras alunas que em sua companhia praticavam também abandonaram a prática pelo mesmo motivo.
A maior montanha russa que se possa imaginar foi montada num parque de diversões. Feita de metal consistente, bem arquitetada, com altos níveis e descidas bruscas, sua grandiosidade é percebida ao longe pelo público que se aproxima e que não consegue esperar para experimentá-la.
A jóia da meditação profunda vem pela descoloração dos obstáculos que cobrem o Eu verdadeiro. Embora o Yoga tenha sido definido nos primeiros sutras, o objetivo do Yoga, a Auto-realização, inicia nesta seção. Ao aprender como explorar, como se tornar uma testemunha dos cinco tipos de pensamentos e como enfraquecer a intensidade da cor através dos vários processos da meditação do Yoga, o véu sobre a Verdade gradualmente será removido e iremos conhecer o verdadeiro Eu.
Todos os fins de semana, vou para o que chamo de paraíso, uma casa na Mata Atlântica, construída de forma totalmente orgânica. As paredes foram surgindo conforme a necessidade pedia, as janelas, portas e pisos feitos com material de demolição. Uns móveis herdados de pais, tias e avós de amigos. Outros, feitos com restos de madeira encontradas em nossos passeios pelas trilhas próximas.
Qual seria a diferença entre comer um cachorro e um porco? Por que tendemos a ver o porco, animal conhecido pela inteligência, como comida, e o cão como o nosso melhor amigo? A ironia do caso é que nem sempre o consumidor de carnes ingere exatamente aquilo que imagina. Isso nem sempre acontece. Pelo menos, nem sempre acontece em alguns lugares do Brasil.
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