Quando pensamos em certos tipo de prática de Haṭha Yoga que estão em voga, vêm à mente a coisas como esforço excessivo, copiosa transpiração, respiração pesada e, em alguns casos, tensão e lesões. Vemos, com alguma frequência, pessoas se esforçando muito além da conta, praticando como se não houvesse amanhã, com atitudes de fanatismo e irresponsabilidade.
O jalāṇḍhārabandha ou "fecho" da garganta é um dos quatro bandhas ou "travas" internas usadas em certas práticas de āsana, prāṇāyāma, mudrā e meditação para conduzir o fluxo da força vital através do corpo.
No contexto do Tantra, os termos paśu, vīra e divya representam diferentes níveis de desenvolvimento e qualificação dos praticantes (sādhakas). Esses três tipos descrevem estágios ou disposições internas de cada pessoa em relação à prática, à disciplina e à compreensão do ensinamento não-dual.
Compreendendo o que fomos, entendemos o que somos. Compreender o passado é uma forma de entender o que significa a vida no presente. Dessa forma, um aspecto do valor dos mitos aos quais aludem os nomes dos āsanas é enriquecer o presente do praticante convidando-o para manter vivos em sua memória os feitos dos yogis, de maneira que suas trajetórias nos inspirem no presente.
O shanka prakshalana é uma formidável técnica de desintoxicação e purificação, que consiste em fazer uma autolavagem completa do trato digestivo e intestinal. A técnica em si é bastante simples: consiste em beber água levemente salgada, no PH fisiológico, para que não seja absorvida pelo organismo.
A palavra bandha significa em sânscrito "fecho" ou "fixação". Traduz-se como "contração". Deriva da raiz bandh, que significa ligar, fixar
Os dṛṣṭis são técnicas de fixação ocular, muito úteis para auxiliar a prática de meditação ou durante os respiratórios. Possuem efeito estimulante nos músculos e nervos óticos e, através deles, no sistema nervoso central, auxiliando no processo de estabilização da mente.
Na Haṭhayoga Pradīpikā, o yogin Svātmārāma ensina-nos definições fundamentais sobre algumas técnicas essenciais para o progresso na prática. Apresentamos aqui uma lista com essas práticas, valores, atitudes e técnicas.
“Quando se contempla o Brahman ou Prakṛti como um corpo de luz, isto é meditação jyoti. Quando se contempla o Brahman como um bindu (ponto), e a força kuṇḍalinī, isto se chama contemplação sūkṣma ou sutil.
Esse respiratório ocupa um lugar muito importante dentro do Yoga. Produz uma oxigenação muito mais intensa que todos os outros, limpa os pulmões e as vias respiratórias e é altamente energizante e vitalizante, podendo eliminar o cansaço e a depressão em poucos instantes.
Estamos acostumados a ouvir e aceitar sem maiores questionamentos que o Haṭhayoga, de origem tántrica, é bem mais recente e está completamente separado dos sistemas anteriores a ele, como o Yoga de Patañjali, o Jñānayoga, o Karmayoga, o Mantrayoga, etc.
Este vídeo não é uma aula guiada, mas uma prática de Haṭha Yoga que o Pedro convida você para fazer junto com ele.
Às vezes, ouvimos dizer que mūlabandha é a contração dos esfíncteres do ânus e da uretra. Porém, a bem da verdade, este bandha vai muito além do que apenas ativar essa musculatura.
As articulações do sistema músculo-esquelético mantêm a sua saúde através do movimento, a flexibilidade e a estabilidade. Podemos afirmar portanto que, sem movimento, não há saúde articular. O Movimento no Haṭha No Haṭha Yoga trabalhamos de duas maneiras: Com movimentos ativos, nos quais os conjuntos articulares são ativados através dos grupos musculares que lhes proporcionam estabilidade, […]
Bahr Al-Hayat, ou "O Oceano da Vida", é um incrível texto sufi sobre Haṭhayoga do início do século XVII, atribuído ao sábio Muhammad Ghawth Gwaliyari. Dizemos incrível, pois ele mostra a tolerância e o interesse do sufismo pelas práticas do Haṭhayoga tântrico que eram muito populares na época. O texto foi encomendado pelo Imperador Jahangir, pai do Shah Jahan, construtor do Taj Mahal.
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