Pedro nasceu no Uruguai, 60 anos atrás. Conheceu o Yoga na adolescência e pratica desde então. Aprecia o o Yoga mais como uma visão do mundo que inclui um estilo de vida, do que uma simples prática. Escreveu e traduziu 10 livros sobre Yoga, além de editar as revistas Yoga Journal e Cadernos de Yoga e o site yoga.pro.br. Para continuar seu aprendizado, visita à Índia regularmente há mais de três décadas. Biografia completa | Artigos
A palavra kúmbha ou kúmbhaka significa cântaro. Kúmbhaka bandha é a respiração completa, com ritmo e contrações
Esta técnica é excelente para se fazer em grupo. Um dos participantes deve tocar um par de kartals, pequenos címbalos que produzem um som agudo e penetrante, ligado ao ákásha (éter), ou ainda uma tambura, instrumento de cordas usado para fazer acompanhamento na música indiana.
Esta técnica tântrica, descrita no Shiva Swarodhaya, combina yantra com mantra dhyána. O nome deriva de chhayo, sombra e upásana, concentração firme.
Os primeiros falantes de sânscrito foram os āryas ou arianos, fundadores da civilização védica. Os mais antigos textos da Humanidade, os Vedas, datam da Idade Védica, entre o sétimo e o quarto milênio a.C. Foram transmitidos com surpreendente exatidão ao longo dos milênios por tradição oral, e transcritos durante a segunda metade do II milênio a.C.
Eis algumas palavras importantes para a compreensão da visão do Yoga e esclarecimento de dúvidas relativas ao estudo.
Ajapajapa é o mantra que fazemos constantemente, ao respirar. É o próprio som produzido pelo fluxo do ar ao entrar e sair dos pulmões: so ham. So é Śakti; haṁ é Śiva. Este exercício abre o canal para a energia vital ao longo da coluna, avārohannāḍī.
Desperta a sushumná nádi, canal psíquico entre o chakra básico e o do intercílio. Inclui bhrúmadhya drishti, kechari mudrá e ujjayí pránáyáma.
Aqui você desperta a consciência dos canais arohan e avārohan, que formam um circuito energético dentro do tronco.
‘Ao fechar-se os ouvidos, com ajuda dos polegares, ouve-se o som do espaço que está no interior do coração, cuja aparência assume sete formas: (é como) o som de um rio, de um sino, de uma caixa de cobre, de uma roda de carruagem, o coaxar de uma rã, (como o som) da chuva ou […]
Amrita é o néctar, um gosto que se percebe com a prática do jíhva bandha, a contração da língua que se faz elevando e pressionando-a contra a parte posterior da úvula, no palato mole.
Para que a prática de meditação seja bem direcionada, e dê resultados visíveis a curto prazo, recomendamos ao praticante que leve em consideração esses conselhos, pois eles irão facilitar a concentração. Reserve um lugar especial para meditar.
O múládhára chakra governa o instinto de sobrevivência, o sentido do olfato e o elemento prithiví (terra). Esta prática inclui ákásh pránáyáma, naságra drishti, múla bandha, o bíja mantra e a descrição completa do chakra segundo a iconografia tântrica. Esta meditação nos ajuda a viver em harmonia com as leis que governam o nosso corpo.
Coloquemos a nossa zoom no Aṣṭāṅgayoga, sistema organizado pelo sábio Patañjali. Ele tem oito partes: yama, niyama, āsana, prāṇāyāma, pratyāhāra, dhāraṇā, dhyāna e samādhi.
É árdua tarefa acompanhar o Yoga ao longo do tempo, já que é certamente muito mais antigo que todos os registros que dele se conhecem. Falar sobre as suas origens é tão difícil quanto tentar explicar a origem do próprio homem.
Qual é o lugar que o Yoga ocupa dentro da filosofia hindu? Se diz que o Yoga é um darshana, um 'ponto de vista' sobre o homem e o universo. Entretanto, não é exatamente assim.