Muitas vezes somos movidos por atos insensatos, cuja origem não sabemos determinar... Corremos atrás de nosso próprio rabo, e praticamos atos que não queríamos, falamos coisas que não deveríamos e ferimos pessoas
Como exercer a não-violência em relação a outros seres e, por livre e espontânea estupidez, matar-se fumando?
É assustadora a insensibilidade com a qual a minha amiga ativista política se refere à 'empregada da casa', que não faz o trabalho como é mandada
Hoje, comecei meu dia discutindo com minha filha, uma linda menina de 9 anos que tem a capacidade de me tirar do sério. Isso, desde os dois anos e meio, quando ela conseguiu dominar a fala
Este artigo vem propor a ampliação de horizontes no Ashtanga Vinyasa Yoga, questionando a ausência de meditação - essencial para se atingir profundidade no Yoga - e do estudo dos sutras e outras escrituras, a fim de trazer consistência e amadurecimento para as práticas
Enquanto um estilo de vida integrado, o Yoga inclui padrões morais (tradicionalmente chamados "virtudes") que qualquer ser humano razoável acharia, em princípio, aceitáveis.
Começo por buscar a significação de um termo sânscrito, dharma, o qual, melhor que qualquer outro, pode nos ajudar a entender a ética como um fator essencial à preservação da saúde
Os yamas são formados por cinco valores essenciais, conhecidos como os códigos de ética e de conduta do praticante de Yoga
Todos já ouvimos falar de ahimsa, o sistema de não-violência que Gandhi tornou mundialmente conhecido ao expulsar o Império Británico da Índia sem disparar um tiro sequer. O que não todo o mundo sabe, é que esse poderoso sistema forma o alicerce do Yoga. A prática do Yoga começa (ou deveria começar) na prática da não-violência. Ela é a condição fundamental para que as demais disciplinas éticas do Yoga funcionem: veracidade, honestidade, não-posessividade, etc.
Sempre é possível enxergar em nós mesmos a forma em que percebemos a realidade, e a maneira em que nos relacionamos eticamente com o mundo e com nós mesmos. Nosso olhar ético é um espelho do que somos por dentro.
Hoje, após a aula semanal que ministro no presídio masculino de Florianópolis, tive uma conversação interessante com o traficante que trabalhava aqui na praia onde eu moro. O rapaz só vendia coisa fina: skunk (maconha híbrida do Afeganistão), LSD e ecstasy holandês. Com estes materiais importados, ele tinha uma seleta clientela entre a burguesia da ilha de Florianópolis. Ele me contou, em meio a uma série da anecdotas, que a filha do juiz que o condenou era sua cliente. Uma dessas 'coincidências' kármicas que a malandragem gosta de contar, quiçá para mitigar a dor da condenação.
Não obstante parecer repetitivo, trato aqui com maior profundidade do pré-requisito ético do Yoga de Pátañjali. Ahimsá é colocado à frente de todos os yamas e niyamas, não só como sendo o mais importante, mas por ser o objetivo de todas as abstinências e preceitos éticos estabelecidos por Pátañjali. Todas as virtudes conduzem a ahimsá.
Estamos rodeados por mentiras, mergulhados na mentira. Das promessas dos políticos à publicidade, tudo é mentira. Mas há uma que é a maior, e que ninguém questiona. É a grande mentira.
Quando os Mestres sugerem Īshvarapranidhāna, querem dizer ao caminhante: 'entregue-se a Deus'
Se o caminhante tem as pernas frágeis para tão longo e duro caminho, deve fortalecê-las antes de começar a andar. Quanto os Mestres aconselham ? pratiquem tapas ? estão querendo salvar os caminhantes de uma provável derrota
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