श्रीः
रघुपति राघव राजाराम
Raghupati Rāghava
O Mantra da Coragem · Pedro Kupfer
O mantra Raghupati está centrado no tema da coragem e na sublimação do medo. Porém, antes de começar essa meditação queria dizer uma palavra sobre o papel das emoções. O medo, a raiva, a surpresa, o nojo, a tristeza e a alegria são as seis emoções básicas. Elas existem para nos ajudar na autopreservação e têm, portanto, uma função essencial na nossa vida.
O mantra
रघुपति राघव राजाराम् ।
पतितपावन सीताराम् ॥
सीताराम् जय सीताराम् ।
सीताराम् जय सीताराम् ॥
raghupati rāghava rājārām |
patitapāvana sītārām ||
sītārām jaya sītārām |
sītārām jaya sītārām ||
Ouça na Rádio Havelī: Raghupati
Assim, se há algo que possamos fazer em relação ao medo, a deixar ele fluir e ao mesmo tempo impedir que nos imobilize, é pensar nele nestes termos: “Dou as boas-vindas ao medo. O medo é uma força extremamente poderosa, sob a qual agi no passado, e que por vezes ainda me domina. O medo fez, o medo faz. A você, meu medo, que tem todo esse poder, faço a minha saudação. E, meu medo, me separo de você, provisionalmente. Agora. Namaskāraṁ”.
Posto isto, cabe lembrar que ainda que o medo não tenha nada de ruim, tampouco tem nada de bom se vivermos sob o seu domínio. Assim, há um mantra que podemos usar para esconjurar o medo e invocar seu oposto, que é a coragem. Esse mantra alude a Rāma, o príncipe que é Viṣṇu encarnado mas não sabe, tal como nós.
Raghupati é um dos nomes de Rāma e significa Senhor de Raghu, a Casa Solar. Rāma está associado com o Sol, pois é símbolo da Consciência, que brilha com luz própria e ao mesmo tempo ilumina todas as miríades de objetos à sua volta. Sītā e Rāma são o casal divino, que supera todas as dificuldades para que o amor, finalmente, triunfe.
Sua história está narrada no Rāmāyāṇa que, junto com o Mahabhārata, são os dois grandes épicos da Índiam como a Ilíada e a Odisséia na cultura ocidental. Este é um tipo de mantra chamado bhajan, muito popular na Índia e que aliás, era o favorito de Mahatma Gandhi. Gandhi era um grande devoto de Rāma. As palavras do bhajan, originalmente oriundas do Śrī Nama Rāmāyāṇa, uma obra devocional de Lakṣmaṇācārya são estas:
Patīta significa “caído”. Pāvana, que eleva. Desta forma, Patītapāvana Sītā Rām quer dizer que Sītā e Rāma elevam o coração dos que se equivocaram, dos que cometeram erros, dos que se deixaram levar pelo desânimo, a falta de coragem ou a tristeza. Assim, Sītā e Rāma são os que elevam o espírito, a encarnação da compaixão que purifica os nosso corações. A tradução livre destes versos seria assim: “Vitória para Rāma, Senhor da Casa da Luz. Vitória para Sītā e Rāma, que elevam o coração daqueles que sofrem”.
Imagem de destaque: Rāma e Sītā entronizados recebem a homenagem de macacos e ursos, Pahari, c. 1765. Cleveland Museum of Art (CC0).
॥ हरिः ॐ ॥
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