Śabdakośaशब्दकोश
Glossário Sânscrito: 1203 Verbetes de Yoga, Tantra e Vedānta
As palavras do Yoga, do Tantra e do Vedānta, explicadas pelo Pedro Kupfer. Escreva como souber: com ou sem acentos, em devanāgarī ou do jeito que se ouve. Para mandar um verbete a alguém, use «copiar o link».
Glossário Sânscrito de Yoga, Tantra e Vedānta
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Este artigo pode ser considerado como uma espécie de uma “plataforma de lançamento” com indicações de leitura e links para muitos dos textos deste site e outros similares.
Através deste glossário sânscrito você poderá estudar e compreender em profundidade cada um dos termos usados no Yoga, no Tantra e no Vedānta.
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॥ हरिः ॐ ॥

1.203 verbetes.
não, partícula de negação. Exemplo: ahiṁsā, não-violência.
prefixo: até, em direção a, junto de. Exemplo: ākarṇa, até a orelha.
não diferença, ausência de separação, unidade essencial. Termo do Trika.
não fruição: a compreensão de que o Ser não é, na sua natureza, aquele que desfruta ou sofre os resultados das ações. Termo do Vedānta.
prática constante, esforço repetido. Junto com vairāgya, o desapego, é um dos dois meios que Patañjali indica no Yogasūtra (I:12) para alcançar a não identificação com os vṛttis. Saiba mais aqui.
mestre, preceptor; aquele que ensina pelo exemplo, vivendo o que ensina.
dedicação ao mestre; um dos vinte valores do sábio enumerados por Kṛṣṇa na Bhagavadgītā (XIII:7-11).
firme, imutável, eterno, imperecível; literalmente, “aquele que não cai”. Um dos nomes de Viṣṇu e de Kṛṣṇa.
ausência de pretensão; um dos vinte valores do sábio enumerados por Kṛṣṇa na Bhagavadgītā (XIII:7-11).
inferior. Respiração abdominal, um dos três estágios na prática do prāṇāyāma.
suporte, base; região abdominal.
vício, transgressão do dever, o contrário de dharma.
para baixo, embaixo. Exemplo: adhomukhaśvānāsana.
o sofrimento provocado por outrem. Um dos três modos da aflição, sobre os quais comenta Vyāsa no Yogasūtra (I:31): “O sofrimento é de três tipos: ādhyātmika [aquele que está já na pessoa], ādhibhautika [aquele que é infligido por outrem] e ādhidaivika [o que é provocado pelas forças da natureza]”. Ver aśānti.
o plano dos elementos, a existência perecível e material. Na Bhagavadgītā (VIII:4), Kṛṣṇa o define como “a natureza perecível”.
o plano divino ou cósmico, o princípio que preside as forças da natureza. Na Bhagavadgītā (VIII:4), é identificado com o Puruṣa, o Ser cósmico.
o sofrimento advindo de circunstâncias exteriores: os elementos, os fenômenos atmosféricos e as influências planetárias.
qualificação ou aptidão para estudar e compreender um ensinamento. Termo do Vedānta. Saiba mais aqui.
base, assento, sede.
o Senhor do sacrifício, a divindade que recebe o yajña. Na Bhagavadgītā (VIII:4), Kṛṣṇa diz: “Eu sou o adhiyajña, aqui, neste corpo”.
postura do cão olhando para baixo.
método de ensino que atribui provisoriamente certos conceitos e depois os retira, para conduzir à compreensão da realidade não dual. Termo do Vedānta.
sobreposição: a atribuição equivocada das características de uma coisa a outra, como as do corpo ao Ser. Termo do Vedānta. Saiba mais aqui.
interno, interior, relativo a si mesmo.
disposição contínua para o autoconhecimento, a busca constante do conhecimento de Ātma; um dos vinte valores do sábio enumerados por Kṛṣṇa na Bhagavadgītā (XIII:7-11).
o sofrimento que tem origem em si mesmo, na insatisfação consigo mesmo. Um dos três aśāntis, as três fontes de aflição.
(ou ādy, quando precedido por vogal) primeiro, primordial.
o Sol. No plural, os Ādityas são os filhos de Aditi, a mãe dos deuses: as doze personificações do Sol, uma para cada mês do ano. O principal deles é Viṣṇu.
não-dual. Vedānta, o ensinamento da não-separação.
a tradição não dual do Vedānta, associada especialmente a Śaṅkara. Termo do Vedānta. Saiba mais aqui.
nome de um āsana deitado de bruços com os braços estendidos à frente do corpo. Também chamado dīrghanamaskāra.
não dual; a ausência de uma segunda realidade independente. Termo do Trika.
testemunho, tradição, revelação. Escrituras nas quais Śiva ensina as técnicas de Yoga à sua esposa Pārvatī. Também designa os manuais do culto.
o karma gerado pelas ações presentes, cujos resultados virão no futuro. Termo do Vedānta.
o fogo, um dos cinco elementos, pañcatattva. Os elementos densos fazem parte da cosmovisão do Tantra, do Vedānta e do Sāṅkhya.
eu.
“eu sou Brahman“: mahāvākya da Bṛhadāraṇyaka Upaniṣad. Termo do Vedānta. Saiba mais aqui.
“eu-isto”: a relação entre sujeito e objeto, cuja unidade fundamental é reconhecida na consciência absoluta. Termo do Trika. Saiba mais aqui.
o rei dos elefantes, montaria do deus Indra.
o japa que não é japa: prática de meditação usando o mantra da respiração, so’ham.
comando.
cakra ou centro de força do intercílio.
ignorância, ausência de conhecimento. Termo do Vedānta. Saiba mais aqui.
as letras a, u e ṁ, os três elementos do Oṁ, que correspondem aos três primeiros quartos do Ser (Māṇḍūkyopaniṣad 8-11).
postura do arco puxado até a orelha: sentado, uma mão leva o pé até a orelha, como o arqueiro que estica a corda.
não-agente e não-desfrutador: o Ser não é quem faz as ações nem quem desfruta os seus resultados (Brahmajñānāvalīmālā 13).
não autoria: a compreensão de que o Ser não é o agente das ações. Termo do Vedānta.
o elemento espaço. Veja aqui um texto sobre os cinco elementos e a sua purificação.
plenitude indivisa, infinita (Brahmajñānāvalīmālā 4).
“além de kula“: aquilo que não se limita à totalidade manifestada; frequentemente associado a Śiva. Termo do Trika.
não alcançar um estágio firme na prática. Um dos nove obstáculos ao Yoga, segundo o Yogasūtra (I:30).
apoio, suporte.
uma das mais importantes nāḍīs. Estende-se desde o kanda, no abdômen, até a boca.
inatividade, ócio, preguiça. Um dos nove obstáculos ao Yoga.
ausência de vaidade, de arrogância ou da necessidade de elogio; um dos vinte valores do sábio enumerados por Kṛṣṇa na Bhagavadgītā (XIII:7-11). Saiba mais aqui.
dicionário sânscrito clássico.
lexicógrafo e filósofo, autor do Amarakośa. Viveu entre os séculos I a.C. e IV d.C.
variante de vajrolī. Uma das mudrās da Haṭhayogapradīpikā.
“sem elementos”, o Quarto, de quem não se pode falar e que corresponde ao silêncio depois do Oṁ (Māṇḍūkyopaniṣad 12).
imortal, néctar, ambrosia, elixir, sêmen. O amṛta simboliza o poder do autoconhecimento, que dá imortalidade. O termo é usado nas Upaniṣads como sinônimo de mokṣa, a liberdade, que é o objetivo do Yoga. Saiba mais aqui.
equanimidade e desapego afetivo em relação aos filhos, ao cônjuge, ao lar e aos demais; um dos vinte valores do sábio enumerados por Kṛṣṇa na Bhagavadgītā (XIII:7-11).
ausência de identificação com as coisas do ego; um dos vinte valores do sábio enumerados por Kṛṣṇa na Bhagavadgītā (XIII:7-11).
não batido. Nome do cakra cardíaco.
poema esotérico do tantrismo. Veja aqui o poema original em sânscrito, acompanhado de uma tradução para o inglês.
o invólucro feito de plenitude, o quinto e mais sutil dos cinco kośas, ligado ao corpo causal (kāraṇaśarīra). Apesar do nome, não é a plenitude do Ser, mas a experiência de alegria que se vive, por exemplo, no sono profundo. Saiba mais aqui.
a potência da plenitude, ou bem-aventurança. Termo do Trika.
infinito. A serpente de mil cabeças que serve de leito a Viṣṇu no yoganidrā.
o não-Ser: tudo o que é objeto, o corpo e a mente. Confundir o não-Ser com o Ser é avidyā (Yogasūtra II:5). Discernir entre Ātma e anātma é o eixo do Vedānta.
a limitação fundamental, que produz a sensação de ser pequeno, incompleto e separado da plenitude da consciência universal. Termo do Trika.
instabilidade, a incapacidade de manter o estágio alcançado. Um dos nove obstáculos ao Yoga listados por Patañjali no Yogasūtra.
o meio do indivíduo: usa práticas corporais, respiratórias, mentais e contemplativas. Termo do Trika.
parte, membro, etapa.
dedão, polegar.
não-eterno, impermanente. A avidyā consiste em tomar o impermanente por eterno, o impuro por puro, a dor por prazer e o não-Ser pelo Ser (Yogasūtra II:5).
o invólucro feito de alimento, o corpo físico denso. O primeiro dos cinco kośas, que correspondem aos três corpos do ser humano.
instrumento interior, psiquismo. É o conjunto das qualidades que determinam as experiências pessoais do ser humano. Segundo a Sāṅkhyakārikā, o antaḥkaraṇa compreende o ego (ahaṅkāra), a inteligência (buddhi) e o pensamento (manas). Saiba mais aqui.
interno, interior.
membros internos. Designa os últimos três estágios do Aṣṭāṅgayoga de Patañjali: dhāraṇā, dhyāna e samādhi.
o Ser interior, o Ātman que habita no íntimo de cada um.
obstáculo. Os nove obstáculos ao Yoga descritos no Yogasūtra, I:30: doença, inércia, dúvida, negligência, preguiça, sensualidade, percepção equivocada, não alcançar um estágio firme e instabilidade.
olhar para o interior. Introversão. O processo ascendente de reabsorção dos tattvas na Prakṛti, oposto a bahirmukha, que é olhar para o exterior e aponta para a emanação da manifestação.
aquele que comanda internamente, Īśvara como a ordem presente em tudo (Brahmajñānāvalīmālā 10; Māṇḍūkyopaniṣad 6).
experiência direta, compreensão vivida; o seu papel no conhecimento varia conforme a tradição. Termo do Vedānta. Saiba mais aqui.
encadeado, conectado, na ordem natural. Nome de um prāṇāyāma. Conheça o anuloma prāṇāyāma aqui.
prāṇāyāma “a favor do pelo”, em que a expiração é feita de forma gradual e controlada pelas narinas.
inferência, dedução; um dos três meios de conhecimento correto (pramāṇa) do Yogasūtra (I:7).
“sem meio”: o reconhecimento imediato, sem necessidade de método. Termo do Trika.
ensinamento, exposição, instrução. Atha yogānuśāsanam, “agora, o ensinamento do Yoga”, é o primeiro aforismo do Yogasūtra (I:1).
o insuperável, o supremo, o absoluto: aquilo além do qual nada existe. Termo do Trika.
alento vital descendente, localizado no baixo ventre e na parte inferior do tronco, responsável pelos processos de excreção. Saiba mais sobre os cinco “ares vitais”, chamados vāyus ou prāṇas, aqui.
inferior.
a natureza inferior da divindade: os oito elementos materiais e psíquicos (terra, água, fogo, ar, espaço, mente, intelecto e ego) descritos na Bhagavadgītā (VII:4). Ver parā prakṛti.
não-possessividade, desapego; um dos cinco yamas do Yoga Clássico.
imediato: a percepção direta de si mesmo, que não depende de intermediários (Brahmajñānāvalīmālā 11).
o elemento água.
liberação, emancipação; um dos dois propósitos do mundo visível, junto com a experiência (bhoga), Yogasūtra II:18.
aquele que não tem desejos a serem preenchidos, pois já é pleno (Brahmajñānāvalīmālā 14).
“Livros da Floresta“, coleção de textos filosóficos contemporâneos das Upaniṣads. Foram compostos entre os anos 700 e 500 a.C.
literalmente, “não comprazer-se”: aratir janasaṁsadi, apreço pela solitude, ausência da necessidade da companhia de pessoas; um dos vinte valores do sábio enumerados por Kṛṣṇa na Bhagavadgītā (XIII:7-11).
meio, metade, pela metade.
postura do alongamento intenso das costas com meio lótus entrelaçado.
aspecto andrógino de Śiva, metade homem, metade mulher.
meia postura do gafanhoto.
retidão, coerência entre pensamento, palavra e ação; um dos vinte valores do sábio enumerados por Kṛṣṇa na Bhagavadgītā (XIII:7-11).
herói da Bhagavadgītā. Arjuna representa o arquétipo do buscador da verdade.
nobre, honrado, digno de respeito.
um dos Ādityas, o chefe dos pitṛs, os antepassados.
ausência de apego à ideia de posse; um dos vinte valores do sábio enumerados por Kṛṣṇa na Bhagavadgītā (XIII:7-11).
postura. Os exercícios psicofísicos do Yoga, terceiro aṅga do Yoga de Patañjali, que os define como sthirasukham, firmes e confortáveis. Saiba mais aqui.
desapegado, que não está condicionado ou amarrado por nada. Asaṅgo’ham, “sou desapegado”, repete três vezes o primeiro verso da Brahmajñānāvalīmālā (1).
as fontes da aflição: ādhyātmika, ādhibhautika e ādhidaivika. Respectivamente, aquele sofrimento que está já na pessoa, na forma da distorção na visão que ela tem de si mesma, o sofrimento causado pelos demais, e aquele que é provocado pelas forças da natureza.
o não-ser, o irreal; aquilo que não tem existência independente. Ver sat.
antigo ṛṣi, citado na Bhagavadgītā (X:13) ao lado de Devala e Vyāsa.
o senso de “eu sou” (asmi). Também, o egotismo. Uma das aflições humanas, obstáculo ao samādhi. Segundo o Yogasūtra, é a incapacidade de distinguir entre citta e Puruṣa, a psiquê e o Ser. Noutro contexto, asmitā aponta para uma forma de samādhi peculiar, na qual a pessoa aprende a distinguir o Ser do ego. Saiba mais aqui.
oito.
oito partes ou membros. Nome do Yoga de Patañjali.
postura dos oito aṅgas, ou partes do corpo que tocam o solo.
“torto em oito partes”: sábio, mestre do rei Janaka, a quem se atribui a Aṣṭāvakragītā.
postura do sábio Aṣṭāvakra: em equilíbrio sobre as mãos, com as pernas cruzadas e torcidas para um lado.
não-roubo. Um dos cinco yamas, os preceitos éticos do Yoga. Saiba mais aqui.
fé, convicção no que ensinam as escrituras. Um dos dez niyamas da Haṭhayogapradīpikā.
impureza. Estado no qual a consciência é dominada pela miséria existencial (kleśas).
demônio, adversário dos suras ou devas, os deuses.
a figueira sagrada (Ficus religiosa). Na Bhagavadgītā (XV:1), é a imagem do mundo: uma árvore com as raízes no alto e os ramos embaixo.
filho de Droṇa, um dos comandantes do exército Kaurava no Mahābhārata.
os Aśvins, gêmeos divinos, médicos dos deuses, chamados Nāsatya e Dasra.
égua. Contração ritmada dos esfíncteres do ânus e da uretra. A aśvinīmudrā é uma variação do mūlabandha.
um dos quatro Vedas. O Atharvaveda é uma compilação de mantras védicos análoga ao Ṛgveda, porém mais tardia, de caráter especulativo e filosófico. Este quarto Veda contém a semente do Tantra e do sistema de saúde ayurvédico.
“o que mata o Ser”: aquele que nega o Ser, cego para ele (Īśopaniṣad 3).
conhecimento do Ser; autoconhecimento. Termo do Vedānta.
a luz do Ser, que ilumina todas as outras luzes (Brahmajñānāvalīmālā 20).
Eu, Consciência, o Ser. Ātmā é o Ilimitado, encarnado na forma de um corpo-mente limitado.
aquele que se regozija (rāma) no próprio Ser (Brahmajñānāvalīmālā 4).
investigação do Ser. Termo do Vedānta.
autocontrole, comando sobre o pensamento; um dos vinte valores do sábio enumerados por Kṛṣṇa na Bhagavadgītā (XIII:7-11).
atenção, um fluxo constante de atentividade. “Atenção à semente [i.e., a Consciência]” (Śivasūtra III:15).
estado. Os três estados de experiência: vigília (jāgrat), sonho (svapna) e sono profundo (suṣupti).
os três estados de experiência: vigília, sonho e sono profundo. O Ser é a testemunha dos três (Brahmajñānāvalīmālā 15).
aquele que desce. A encarnação de uma divindade, especialmente de Viṣṇu, na terra. Kṛṣṇa e Rāma são os avatāras mais conhecidos. Saiba mais aqui.
não-saber, ignorância. O maior dos obstáculos para mokṣa, pois é nele que se originam todos os outros, conforme o Yogasūtra.
sensualidade, falta de desapego. Um dos nove obstáculos ao Yoga.
falta de discernimento, inconsciência. “Inconsciência (aviveka) é o sono de māyā” (Śivasūtra I:10).
devoção inabalável, “sabendo que não há outro [além de Īśvara]” (ananyayoga); um dos vinte valores do sábio enumerados por Kṛṣṇa na Bhagavadgītā (XIII:7-11).
não-manifestado.
imutável, imperecível, inesgotável.
expansão, extensão, dimensão, comprimento, controle. Segunda parte do termo prāṇāyāma.
“este Ser é Brahman“: mahāvākya da Māṇḍūkya Upaniṣad. Termo do Vedānta.
o conhecimento da vida. Sistema de medicina tradicional da Índia baseado no conhecimento védico. Saiba mais aqui.

(c. 200 a.C.) autor do Brahmasūtra, também conhecido como Vedāntasūtra. A tradição o identifica com Vyāsa.
ligado, entrelaçado, condicionado.
postura do ângulo preso: sentado, com as plantas dos pés unidas e seguras pelas mãos.
postura do lótus entrelaçado: em padmāsana, as mãos cruzadas atrás das costas seguram os dedões dos pés.
“membros externos” do Yoga. São os cinco primeiros estágios do Pātañjala Yoga: yama, niyama, āsana, prāṇāyāma e pratyāhāra, chamados assim por oposição aos internos: dhāraṇā, dhyāna e samādhi.
externo.
retenção com os pulmões vazios, depois da expiração.
fecho. Contração de órgãos, plexos ou glândulas. Conheça os quatro bandhas do Haṭhayoga aqui.
contração tríplice. Exercício de contração da garganta, do abdômen e dos esfíncteres, simultaneamente. Saiba mais sobre essa técnica aqui.
purificação do trato intestinal. Ver vasti.
virtude, virtuoso, auspicioso.
postura auspiciosa: sentado, com as plantas dos pés unidas junto ao períneo e seguras pelas mãos. Na Haṭhayogapradīpikā, também chamada gorakṣāsana.
método de interpretação que descarta os aspectos incompatíveis dos sentidos de dois termos para revelar a sua identidade essencial. Termo do Vedānta.
“o Canto do Senhor”, poema inserido no Mahābhārata e composto, segundo a maioria dos estudiosos, entre os séculos II a.C. e II d.C. Escrito em forma de diálogo entre Kṛṣṇa e Arjuna, nele se expõem o Karmayoga, o Jñānayoga e o Bhaktiyoga. Conheça a Bhagavadgītā aqui.
o terrível, um dos nomes de Śiva.
postura de Bhairava, o aspecto terrível de Śiva.
“aquela que aterroriza”. Um dos nomes de Durgā, a esposa-força de Śiva.
devoto, participante.
devoção, amor ao divino. A base do Bhaktiyoga. Saiba mais aqui.
Yoga devocional. Existem dois tipos de devoção: a dual e a não-dual. Na devoção dual, o objeto de devoção é diferente do sujeito que adora. Na devoção não-dual, sujeito e objeto são a mesma realidade. Para saber mais sobre a devoção não-dual, clique aqui.
lendário rei da Índia, antepassado dos Kauravas e dos Pāṇḍavas. Ver Bhārata.
descendente de Bharata; na Bhagavadgītā, epíteto de Arjuna e de Dhṛtarāṣṭra. Também é o nome da Índia, Bhāratavarṣa, “a terra de Bharata”.
fole. Nome do prāṇāyāma do sopro rápido.
comentário explicativo sobre um texto. Termo do Vedānta. Saiba mais aqui.
brilho, luz, resplendor.
sentimento, emoção, devoção. Inclinação, intenção, existência.
contemplação, cultivo mental, concentração.
um tipo de samādhi que se dá “pelo nascimento”, próprio dos videhas e dos prakṛtilayas (Yogasūtra I:19). Saiba mais aqui.
medo.
atravessar, perfurar. Sūryabheda, ou “atravessar o sol”, é o nome de um prāṇāyāma.
diferença e não diferença ao mesmo tempo. Termo do Trika.
terrível. Pássaro mitológico de duas cabeças. Nome de uma mudrā.
postura da ave bheruṇḍa.
raiz verbal: atravessar, perfurar.
o segundo dos príncipes Pāṇḍavas, gerado misticamente por Vāyu, o deus do vento. Famoso por sua força.
filho do rei Śāntanu e da deusa Gaṅgā, tio-avô dos Kauravas e dos Pāṇḍavas e comandante supremo do exército Kaurava. Símbolo de fidelidade à palavra dada.
experiência, gozo.
abelha; nome de um prāṇāyāma que é ao mesmo tempo um exercício de pratyāhāra, retração dos sentidos.
erro de visão, percepção equivocada; um dos nove obstáculos (Yogasūtra I:30).
um dos grandes ṛṣis, chefe dos maharṣis.
exercício de fixação ocular que consiste em localizar o olhar no ponto entre as sobrancelhas.
um dṛṣṭi, exercício de fixação ocular.
braço, ombro.
postura da pressão sobre os braços: em equilíbrio sobre as mãos, com as pernas apoiadas nos ombros.
plenitude ilimitada; de bhūman, o infinito, e ānanda (Brahmajñānāvalīmālā 2).
terra, solo, estágio, nível; objeto de meditação.
cidadela, o quadrado de linhas de força que circunda alguns yantras, símbolos utilizados para meditação.
elemento. Os cinco elementos densos: espaço (ākāśa), ar (vāyu), fogo (agni), água (āpas) e terra (pṛthivī). Também são chamados mahābhūtas ou pañcatattva.
os órgãos dos sentidos, através dos quais se obtém o conhecimento da realidade. Também designa os dois aspectos de dṛśya, “aquilo que é visto”, isto é, o mundo que pode ser conhecido.
semente; nome dos mantras monossilábicos que ativam os centros de força. Saiba mais aqui.
mantra-semente: sílaba considerada a condensação de uma potência divina. Termo do Trika. Saiba mais aqui.
ponto, gota. O centro a partir do qual se expande o Universo no início do ciclo da criação. Também designa o lugar em que se unem todas as formas de manifestação da Prakṛti, a Natureza manifestada. Na linguagem tântrica designa igualmente o sêmen. Saiba mais aqui.
na mitologia hindu, o Demiurgo, Criador do Universo.
a porta de Brahmā, o ponto pelo qual kuṇḍalinī entra na suṣumṇānāḍī.
nó de Brahmā, primeiro dos três granthis, situado no mūlādhāracakra.
“guirlanda do conhecimento do Ilimitado”, poema de vinte versos atribuído a Śrī Śaṅkarācārya. Segundo o verso de abertura, ouvi-lo uma única vez conduz ao conhecimento de Brahman e a mokṣa. Saiba mais aqui.
o Ser Ilimitado, a Consciência Suprema. Saiba mais aqui.
membro da casta sacerdotal.
tratados rituais escritos pelos sacerdotes védicos entre 1000 e 800 a.C. que contêm, dentre outros, o mito genésico de Prajāpati, o homem primordial.
canal de Brahmā. Outro nome da suṣumṇānāḍī, o meridiano central da força vital, que corre ao longo da coluna vertebral e pelo qual ascende kuṇḍalinī no despertar da Força.
orifício de Brahmā. Ponto sobre o qual o yogin exerce saṁyama, no alto da cabeça ou no centro do cérebro. Enquanto alguns autores consideram este vocábulo sinônimo de suṣumṇānāḍī, para outros ele é a extremidade superior desse canal da força vital.
os aforismos sobre Brahman, atribuídos a Bādarāyaṇa. Também chamado Vedāntasūtra, é um dos três pilares do Vedānta, junto com as Upaniṣads e a Bhagavadgītā. Saiba mais aqui.
o sacerdote e preceptor dos deuses. Também é o nome do planeta Júpiter.
“o grande canto”, hino do Sāmaveda dirigido a Indra. Na Bhagavadgītā (X:35), Kṛṣṇa diz ser o Bṛhatsāman entre os hinos.
acordado, desperto.
postura do Buddha.
intelecto, inteligência. Um dos componentes da psiquê, citta, segundo o Yogasūtra de Patañjali.
o Yoga do discernimento. Na Bhagavadgītā, a atitude de agir com equanimidade, sem apego aos resultados, guiada pela buddhi.
consciência.
roda; centros de força do corpo sutil. Saiba mais aqui.
visão, olhos.
purificação dos olhos. Ablução.
lua.
“atravessar a lua”: nome de um prāṇāyāma alternado no qual se faz fluir o prāṇa pela narina esquerda, de polaridade negativa, chamada candranāḍī ou meridiano lunar. Este respiratório é chamado igualmente candra prāṇāyāma.
móvel, animado, aquilo que se move. Em oposição a acara, imóvel.
quatro (catur, em composição).
postura do bastão, ou dos quatro apoios.
“de quatro quartos”: assim é o Ser, segundo a Māṇḍūkyopaniṣad (2).
guerreiro aliado dos Pāṇḍavas, citado na Bhagavadgītā (I:5).
discípulo (termo hindi; em sânscrito, śiṣya).
mente, pensamento, consciência, coração.
nome de uma mudrā utilizada durante as práticas de prāṇāyāma, muito parecida com a jñānamudrā.
perceber, conhecer, pensar, recordar, descobrir. A consciência pura.
a consciência absoluta, entendida como poder consciente e dinâmico. Termo do Trika.
o poder da Consciência. Com estas palavras termina o Yogasūtra (IV:34): “o kaivalya é a Consciência estabelecida na sua própria natureza”.
o chefe dos gandharvas, os músicos celestes.
terceiro invólucro da suṣumṇānāḍī.
a potência da consciência. Termo do Trika.
o psiquismo. Sinônimo de antaḥkaraṇa. Segundo o Yogasūtra, citta possui três constituintes:
1) manas, a mente como sede dos conteúdos em forma de dúvida, disjuntiva ou dilemas, 2) ahaṅkāra ou o ego, os conteúdos em forma de autorreferência, gostos e aversões, e 3) buddhi, ou a inteligência, que é a função assertiva, que julga e afirma.
Śrī Śaṅkarācārya, na Vivekacūḍāmaṇi, acrescenta ainda mais um elemento à psiquê: a memória, chamada por acaso igualmente citta:
“Antaḥkaraṇa, o ‘órgão interno’, é chamado por quatro diferentes nomes: manas, buddhi, ahaṅkāra e citta, de acordo com suas distintas funções. Quando há um movimento de ponderação de prós e contras, isso é chamado manas, pensamento.
“Buddhi é a propriedade que determina a veracidade dos objetos. Ahaṅkāra, o ego, é a identificação com o corpo como sendo o Ser. Quando acontece uma lembrança, isso é chamado cittam.” Vivekacūḍāmaṇi, 93-94. Saiba mais aqui.
os estados ou níveis da psiquê, citta, que a tradição classifica em cinco: dispersa, entorpecida, distraída, concentrada e restringida.
serenidade, clareza da psiquê, fruto do cultivo das quatro atitudes (Yogasūtra I:33).
as modulações da psiquê, os movimentos da mente. Toda e qualquer atividade mental.
filho de Diti; os Daityas são gigantes que disputaram com os deuses o domínio do céu e, vencidos, foram para as regiões inferiores.
figura feminina de poder espiritual, com sentidos diferentes nas tradições tântricas. Termo do Trika.
direito; o lado direito.
tantrismo branco, ou da mão direita.
“aquele que está voltado para o sul”, Śiva na forma do mestre primordial, que ensina em silêncio. É saudado na abertura do estudo da Māṇḍūkyopaniṣad como Īśvara, o guru e Ātma. Saiba mais aqui.
controle dos sentidos. Um dos seis valores ou virtudes necessários para mokṣa, a liberdade.
generosidade, doação. Um dos dez niyamas da Haṭhayogapradīpikā.
filho de Danu; os Dānavas são gigantes ou demônios, adversários dos deuses.
bastão.
postura do bastão: sentado, com as pernas e o tronco retos como um bastão.
ponto de vista. Nome genérico das seis escolas filosóficas aceitas pelo hinduísmo ortodoxo. Os darśanas apresentam diferentes interpretações da realidade, tendo como objetivo comum o acesso à liberdade. Os darśanas formam três pares complementares: Yoga e Sāṅkhya, Nyāya e Vaiśeṣika, e Mīmāṁsā e Vedānta. Saiba mais aqui.
desespero, depressão. Um dos obstáculos ao Yoga, segundo Patañjali.
compaixão, bondade. Um dos dez yamas da Haṭhayogapradīpikā.
corpo. Termo do Vedānta. Saiba mais aqui.
os três corpos, denso, sutil e causal; o Ser é diferente deles (Brahmajñānāvalīmālā 15).
fixar a mente num lugar, a definição de dhāraṇā (Yogasūtra III:1).
ser de luz, divindade ou arquétipo de identificação pessoal.
presente dos deuses. Um dos prāṇas menores, ares vitais, responsável pelo bocejo.
antigo ṛṣi, citado na Bhagavadgītā (X:13) ao lado de Asita e Vyāsa.
escrita da cidade dos deuses; o alfabeto usado para escrever o sânscrito.
sábio divino, ṛṣi que vive entre os deuses, como Nārada.
deusa, rainha, nome de Durgā ou Sarasvatī.
“o conquistador de riquezas”, epíteto de Arjuna.
postura do arco: deitado de bruços, as mãos seguram os pés e o corpo se curva como um arco.
arco (dhanur, em composição).
concentração que antecede o estado de meditação, sexto aṅga do Yoga de Patañjali. Saiba mais aqui.
postura de concentração.
o suporte sobre o qual se pratica saṁyama.
justiça, lei humana ou social, a ordem que sustenta o mundo; complementar da noção de karma, lei universal de causa e efeito. Saiba mais aqui.
“nuvem de dharma“: o samādhi que surge para quem, já desinteressado até do conhecimento mais elevado, mantém o discernimento constante (Yogasūtra IV:29).
grupo de técnicas de purificação das mucosas e dos órgãos internos. Uma das seis ações purificadoras do Haṭhayoga, ṣaṭkarmas.
filho do rei Drupada e irmão de Draupadī, comandante do exército Pāṇḍava.
rei de Cedi, aliado dos Pāṇḍavas.
rei de Hastināpura, cego de nascença, pai dos cem Kauravas, dos quais o mais velho era Duryodhana. É a ele que Sañjaya narra a Bhagavadgītā.
firmeza, constância, perseverança. Um dos dez yamas da Haṭhayogapradīpikā.
meditação. Sétimo aṅga do Aṣṭāṅgayoga proposto por Patañjali no Yogasūtra.
nome de um grupo de āsanas para meditação.
suporte para a meditação. Objeto ou técnica sobre a qual se exercita a contemplação.
iniciação. Momento em que o guru transmite ao discípulo um mantra, um ensinamento ou uma prática, e o acolhe na linhagem (paramparā).
divino, adjetivo de deva. Designa a pessoa mais altamente qualificada para as práticas do Tantra.
o vidente, a testemunha, a consciência.
filha do rei Drupada, esposa dos cinco príncipes Pāṇḍavas.
o que vê e o que é visto. “O que vê é Brahman; o que é visto é māyā” (Brahmajñānāvalīmālā 16). Ver dṛś e dṛśya.
brāhmaṇa sábio, mestre de armas dos príncipes Kauravas e Pāṇḍavas, um dos comandantes do exército Kaurava.
raiz verbal: ver.
olhar. Grupo de exercícios de fixação ocular. Saiba mais aqui.
aquilo que é visto. Este termo possui três sentidos diferentes: introspecção, consciência ou o mundo sensível.
rei dos Pāñcālas, pai de Draupadī e de Dhṛṣṭadyumna, aliado dos Pāṇḍavas.
ṣaṭkarma ou atividade de limpeza das fossas nasais que se faz utilizando leite morno.
dor, sofrimento, miséria existencial, insatisfação. Um dos obstáculos ao samādhi. Saiba mais aqui.
tripla miséria existencial, ponto de partida do Sāṅkhya: o sofrimento próprio, aquele provocado por outrem e a miséria advinda de circunstâncias externas.
“Aquela que é difícil de alcançar”, a que remove o sofrimento. Um dos nomes de Śakti, a esposa de Śiva. Leia a história de Durgā aqui.
o mais velho dos príncipes Kauravas, filho de Dhṛtarāṣṭra. Movido pela inveja e pela ambição, provocou a guerra contra os Pāṇḍavas.
o número dois.
dualismo.
par de opostos: prazer e dor, calor e frio, ganho e perda, honra e desonra. A Bhagavadgītā ensina a permanecer equânime diante deles.
aversão, desagrado. Uma das aflições humanas (kleśas), mencionada por Patañjali no Yogasūtra, II:8: duḥkhānuśayī dveṣaḥ, o que, traduzindo, quer dizer: “A aversão acompanha o sofrimento”.
Vyāsa, o comentarista de Patañjali, esclarece o ponto: “Aversão é o sentimento de oposição, rejeição ou propensão contrária à dor ou aos objetos que a provocam, que surge da lembrança da dor antes experimentada”. Saiba mais aqui.
dois, em composição (dva, como numeral). Exemplo: dvipāda, os dois pés.
“nascido duas vezes”: quem recebeu a iniciação ritual, o segundo nascimento. Designa os membros das três primeiras classes e, em especial, os brāhmaṇas.
postura dos dois pés atrás da cabeça.
o número um.
atenção concentrada em um ponto determinado.
grupo de técnicas de fixação da atenção em um ponto só.
postura sobre os ombros com uma perna estendida para baixo, até o chão.
postura de um pé atrás da cabeça.
fluxo contínuo, ininterrupto, da cognição: a definição de dhyāna (Yogasūtra III:2).
unidade. Para quem vê a unidade em tudo, não há ilusão nem sofrimento (Īśopaniṣad 7).
“ação do elefante”: regurgitar voluntariamente a água bebida, como o elefante. Prática de limpeza mencionada junto com os ṣaṭkarmas.
sábio, discípulo de Viśvāmitra.
postura do sábio Gālava.
odor; o sentido do olfato.
canal da força vital que vai desde o centro do corpo sutil, chamado kanda, até o olho esquerdo.
ser celestial da coorte de Śiva. Nos Purāṇas, antigas crônicas de deuses, guerreiros e yogins, os gandharvas são os espíritos da música, seres semidivinos tremendamente poderosos.
o arco de Arjuna, presente do deus Agni.
na mitologia, o filho de Pārvatī e Śiva, guardião das portas, senhor dos obstáculos e chefe do exército de Śiva. Gaṇeśa é a personificação dos mistérios do Tantra, senhor da sabedoria e da prosperidade. Saiba mais aqui.
o rio Ganges. Na mitologia, a deusa que personifica o rio homônimo.
embrião, feto.
postura do embrião no útero: em padmāsana, os braços passam entre as coxas e as panturrilhas, e as mãos seguram as orelhas.
a águia divina, rei das aves e montaria de Viṣṇu.
postura da águia: de pé, com as pernas e os braços enroscados.
Mestre de Yoga, autor da Gheraṇḍa Saṁhitā, texto onde se descrevem técnicas avançadas de Haṭhayoga. Leia aqui a tradução integral da Gheraṇḍa Saṁhitā para o português.
olfato.
canção. Forma abreviada de Bhagavadgītā, a Canção do Senhor. A Bhagavadgītā é um dos textos fundamentais do Yoga, junto com o Yogasūtra.
vaca; também raio de luz, e os sentidos.
postura da face de vaca: sentado, com os joelhos sobrepostos e as mãos entrelaçadas atrás das costas. Uma das posturas da Haṭhayogapradīpikā.
discípulo de Matsyendranātha e criador do Haṭhayoga (pressupõe-se que tenha vivido e ensinado entre 900 e 1100 d.C.). Foi o autor do primeiro tratado sobre o tema, hoje perdido.
postura de Gorakṣa, ou Gorakṣanātha; na Haṭhayogapradīpikā, outro nome de bhadrāsana.
texto da tradição Nātha, de Yoga tântrico.
“o protetor das vacas”, nome de Kṛṣṇa, que cresceu entre pastores.
órgãos de apreensão: as mãos.
o conhecedor, o instrumento da cognição e o objeto conhecido: os três campos em que pode ocorrer a samāpatti (Yogasūtra I:41).
nó.
“o que venceu o sono”, epíteto de Arjuna.
atributo, qualidade. Os estados da realidade, as três formas de manifestação que assume Prakṛti, definindo por interação o Universo manifestado. Os guṇas são três: tamas, rajas e sattva. Saiba mais aqui.
o conjunto dos três guṇas, as modalidades assumidas pela Prakṛti (Natureza): tamas (inércia, inatividade), rajas (ação, movimento) e sattva (harmonia, equilíbrio).
secreto.
mestre. Literalmente, “pesado”, aquele cuja palavra tem peso; o que dissipa a escuridão da ignorância. Saiba mais aqui.
arado.
postura do arado: a partir da postura sobre os ombros, os pés tocam o chão atrás da cabeça.
som semente do viśuddhacakra, quinto centro de força, localizado na região da garganta. Faça aqui a meditação sobre este centro de força vital.
cisne. Designa o princípio vital da respiração. Ver também so’ham.
postura do cisne: semelhante à do pavão, com os dedos das mãos voltados para a frente.
o deus macaco, filho de Vāyu, o vento; devoto de Rāma, herói do Rāmāyaṇa.
postura de Hanumān: abertura frontal completa das pernas, que evoca o salto de Hanumān até Laṅkā.
“aquele que remove” a ignorância e o sofrimento. Um dos nomes de Viṣṇu.
mão.
uma das principais nāḍīs, correntes energéticas, que vai desde o kanda, centro do corpo sutil, na base do tronco, até o olho direito.
método de Yoga tântrico baseado no despertar da força sutil. Saiba mais aqui.
“A Luz sobre o Haṭhayoga”, tratado de Svātmārāma (século XV), o mais conhecido manual de Haṭhayoga, que descreve āsanas, prāṇāyāmas, mudrās, bandhas e a meditação no som interior (nāda). Saiba mais aqui.
aquilo que deve ser evitado ou superado. “O sofrimento que ainda não veio é heya, evitável” (Yogasūtra II:16).
violência. Antítese da atitude da não-violência, ahiṁsā, primeiro preceito ético do Yoga clássico.
“o disco dourado” que oculta a face da verdade, na prece da Īśopaniṣad (15): “remove teu disco, ó Sol que nutres o mundo”.
coração, a região do peito. Saudação com a mão no peito.
purificação da região do coração.
pudor, modéstia; o recato diante do que é reprovável. Um dos dez niyamas da Haṭhayogapradīpikā.
“o senhor dos sentidos”, epíteto de Kṛṣṇa.
oferenda, sacrifício ao fogo. Um dos dez niyamas da Haṭhayogapradīpikā.
força de vontade, desejo.
o poder da vontade, do desejo. “O poder do desejo é o Esplendor de Śiva (umā), [que é] Kumārī” (Śivasūtra I:13). Forma, com jñānaśakti e kriyāśakti, a tríade dos poderes de Śiva.
um dos principais canais energéticos do corpo sutil, de polaridade lunar ou negativa. Ascende ao longo da coluna, desde o mūlādhāracakra até a narina esquerda. Saiba mais aqui.
“isto”: aquilo que aparece como objeto da consciência, incluindo o universo. Termo do Trika. Saiba mais aqui.
filho de Manu e primeiro rei da dinastia solar. Na Bhagavadgītā (IV:1), é um dos elos da transmissão do Yoga.
o rei dos deuses, senhor do céu, do raio e da chuva. Saiba mais aqui.
faculdades dos sentidos: audição, tato, visão, paladar e olfato.
“permeado por Īśvara”: īśāvāsyam idaṁ sarvam, as palavras que abrem a Īśopaniṣad (1).
também chamada Īśāvāsyopaniṣad, a mais breve das Upaniṣads principais, com dezoito versos, parte do Yajurveda. Abre dizendo que tudo o que existe neste Universo em constante transformação é manifestação de Īśvara. Saiba mais aqui.
a forma do Ilimitado significativa para a pessoa; do estudo de si mesmo (svādhyāya) surge a conexão com ela (Yogasūtra II:44).
“Senhor”. A palavra Īśvara aponta para o Ser Ilimitado, na forma da totalidade da criação. Sugerimos esta leitura se quiser compreender Īśvara.
autor da Sāṅkhyakārikā (c. 350 d.C.), a principal e mais antiga obra conhecida da escola Sāṅkhya, embora este sistema filosófico já existisse muito antes dele.
quinto preceito (niyama) do Yoga, a entrega a Īśvara, o modelo exemplar. Īśvarapraṇidhāna é entregar as ações e seus frutos ao Todo.
obra filosófica de Utpaladeva que fundamenta a escola Pratyabhijñā, pela análise da consciência, da identidade e do reconhecimento. Termo do Trika.
culto, adoração a Īśvara. Um dos dez niyamas da Haṭhayogapradīpikā.
o princípio em que predomina a afirmação “isto sou eu”, com maior explicitação do objeto. Termo do Trika.
Isso implica compreender que não temos direito de escolha sobre os frutos das nossas ações, uma vez que eles sempre retornam para nós da maneira justa e adequada, de acordo com a lei do karma. Saiba mais aqui.
a bem-aventurança universal: a alegria que reconhece o mundo como manifestação da consciência. Termo do Trika.
“o universo é relativo”. Brahma satyaṁ jaganmithyā jīvo brahmaiva nāparaḥ: “o Ser é verdade; o universo é relativo; o indivíduo não é senão o próprio Ser” (Brahmajñānāvalīmālā 19). Ver mithyā.
o mundo, o universo em manifestação. Termo do Vedānta. Saiba mais aqui.
o estado de vigília, o primeiro dos três estados de experiência (avasthā), junto com o sonho (svapna) e o sono profundo (suṣupti).
“filha de Jahnu”, nome do rio Gaṅgā (Ganges).
contração da garganta, aproximando o queixo da parte superior da depressão jugular, na base do pescoço. Saiba mais aqui.
lavagem intestinal com água. Um dos ṣaṭkarmas, purificações orgânicas. Saiba mais aqui.
rei de Mithilā, célebre por sua sabedoria e por viver o Yoga sem deixar o trono. Pai de Sītā. Saiba mais aqui.
“aquele a quem os homens imploram”, epíteto de Viṣṇu e de Kṛṣṇa.
reflexão sobre as limitações do nascimento, da morte, da velhice, da doença e da dor; um dos vinte valores do sábio enumerados por Kṛṣṇa na Bhagavadgītā (XIII:7-11).
joelho.
postura da cabeça sobre o joelho: flexão à frente, sentado, com uma perna estendida.
repetição verbal ou mental de um mantra, frequentemente usando uma mālā ou colar de 108 contas, para a recitação de um mantra transmitido no momento da iniciação (dīkṣā) por um guru.
Outra forma de meditação muito popular é o nāmajapa, no qual se repetem os nomes das manifestações de Īśvara, como Oṁ namaḥ Śivāya, Oṁ namo Nārāyaṇāya, Oṁ Gaṁ Gaṇapataye namaḥ e o conhecido mahāmantra, entre outros.
O japa é a disciplina meditativa na qual repetimos um mantra. Essa repetição pode ser feita em voz alta (vaikharī), na forma de um murmúrio (upāṁśu) ou mentalmente (mānasa), sendo a segunda mais potente que a primeira, e a terceira mais potente que ambas.
Ele tem a virtude de nos dar foco e atentividade. Ao fazermos concentração numa devatā, numa deidade, o pensamento flui em direção a ela e, naturalmente, as emoções e pensamentos se acalmam. Isso, por sua vez, nos prepara para o conhecimento. Ensina Swāmi Dayānanda:
“Na prática de japa quebramos a associação livre dos pensamentos. Como o estímulo mântrico é sempre uniforme, fica fácil evitar a dispersão natural que tende a acontecer noutras situações”. Saiba mais aqui.
o sacrifício da recitação: a repetição de mantras, orações ou textos sagrados, em voz baixa ou mentalmente. Na Bhagavadgītā (X:25), Kṛṣṇa diz ser o japayajña entre os sacrifícios.
“aquele que conhece todos os seres”, nome de Agni na Kenopaniṣad (III:4).
ventre, estômago, barriga.
postura da torção do ventre: deitado de costas, as pernas levadas para um lado e os ombros mantidos no chão.
nascimento, herança.
vitória, interjeição de saudação.
rei dos Sindhus, um dos guerreiros do exército Kaurava.
língua.
contração da língua no palato mole.
ser humano, ser vivo, o indivíduo.
o liberado em vida, aquele que alcançou a libertação pelo Yoga. Saiba mais aqui.
libertação em vida. Termo do Vedānta.
o Ser individual, o Ātman identificado com um corpo e uma mente.
conhecimento. Nome de uma mudrā que consiste em unir as pontas dos dedos polegares e indicadores de cada mão, usada tanto para a prática de prāṇāyāma quanto para a meditação. Também chamada cinmudrā. Saiba mais aqui.
a potência do conhecimento: a capacidade de conhecer e revelar. Termo do Trika. Saiba mais aqui.
o Yoga do conhecimento. O caminho que remove a ignorância (avidyā) sobre a natureza do Ser pelo estudo das escrituras com um mestre, pela reflexão e pela contemplação. Saiba mais aqui.
as cinco faculdades sensoriais ou órgãos da percepção: olhos (cakṣu), ouvidos (śrotra), nariz (ghrāṇa), língua (rasana) e pele (sparśana).
luz.
técnica de meditação na luz, descrita na Gheraṇḍa Saṁhitā.
isolamento, libertação. Ver mokṣa. Saiba mais aqui.
corvo.
postura do corvo: em equilíbrio sobre as mãos, com os joelhos apoiados nos braços.
o tempo; também a morte, que tudo consome.
parte, porção; também a atividade limitada. “O corpo e a atividade (kalāśarīram) [são igualmente prisões]” (Śivasūtra I:3).
conflito, discórdia; o lado do dado com um só ponto.
a negra, a devoradora do tempo (kāla). Uma das manifestações de Śakti, consorte e energia de Śiva.
era dos conflitos. Momento atual da Humanidade.
um dia na vida de Brahmā, ao fim do qual o mundo se dissolve: um período de 4.320.000.000 anos. Também significa preceito, regra ritual.
desejo, prazer, amor; um dos quatro objetivos da vida humana (puruṣārtha). Kāma é também o deus do amor, representado como um belo jovem armado de um arco de cana-de-açúcar e cinco flechas de flores. Saiba mais aqui.
a vaca da abundância, que realiza todos os desejos.
“couraça”: os invólucros ou limitações que velam a Consciência no Tantra; bhūtakañcukī é aquele que usa os elementos apenas como vestimenta (Śivasūtra III:42).
centro do corpo sutil, ponto de partida das nāḍīs, localizado no abdômen.
outro nome de Kāma, o deus do amor.
crânio.
crânio brilhante. Nome da purificação das vias respiratórias. Ver ṣaṭkarma.
humor aquoso, fleuma. Um dos três humores corporais (doṣas) da medicina ayurvédica.
codificador do Sāṅkhya, a quem se atribui o Sāṅkhyasūtra.
postura do sábio Kapila.
instrumento; os órgãos relacionados ao conhecimento, à vontade ou à emoção. Também significa conduta, atitude.
causa.
o corpo causal, o mais sutil dos três corpos do ser humano, que corresponde à ignorância de si mesmo e se manifesta no sono profundo.
ação, fazer. O resultado das ações, a lei de causa e efeito. A ação e a reação configuram dois aspectos da mesma realidade. A noção de karma nada tem a ver com fatalismo ou determinismo (embora o efeito esteja potencialmente contido na sua causa): muito pelo contrário, é uma realidade que pode ser modificada, uma sorte de destino maleável. Saiba mais aqui.
a limitação associada à condição de agente individual, submetido às consequências das ações. Termo do Trika.
resultado das ações.
o depósito das impressões, ações, desejos e pensamentos passados.
Yoga da ação desinteressada, que visa à realização através da ação, sem considerar o seu resultado. Saiba mais aqui.
os cinco órgãos de ação: voz (vāk), mãos (pāṇi), pés (pāda), órgãos reprodutores (upastha) e excretores (pāyu).
ouvido, orelha.
rei de Aṅga, filho de Kuntī e do deus Sūrya, meio-irmão dos Pāṇḍavas, que lutou ao lado dos Kauravas.
postura da pressão nas orelhas: a partir de halāsana, os joelhos dobrados pressionam as orelhas.
compaixão diante dos que sofrem; uma das quatro atitudes do Yogasūtra I:33.
efeito; o produto ou a manifestação que resulta de uma causa. Termo do Vedānta. Saiba mais aqui.
a relação entre causa e efeito. Termo do Vedānta.
sábio, filho de Marīci e pai dos deuses e de muitos seres.
postura do sábio Kaśyapa.
a mais célebre escola de tantrismo, fundada por Matsyendranātha por volta do ano 900 d.C.
sábio, fundador da linhagem que leva o seu nome.
postura do sábio Kauṇḍinya, em equilíbrio sobre as mãos.
poeta, sábio, vidente.
corpo.
Upaniṣad do Sāmaveda que começa com a pergunta kena, “por quem?”: por quem a mente é impulsionada a se dirigir aos seus objetos? A resposta aponta para Ātma, “o ouvido do ouvido, a mente da mente” (I:2), que não é um objeto de conhecimento. Saiba mais aqui.
“o de longos cabelos” ou “o que matou o demônio Keśin”, epíteto de Kṛṣṇa.
retenção pura, sem inspiração ou exalação. O kevalakumbhaka acontece no estágio mais avançado do Yoga, quando a respiração cessa, sem inspirar nem expirar (pūraka e recaka).
aquele que está só, isolado do sofrimento; livre dos opostos prazer e dor (Śivasūtra III:34). Ver kaivalya.
que se move no espaço. Nome de uma mudrā que consiste em obstruir a passagem do ar pela garganta, voltando a língua para cima e para trás.
canto devocional feito com acompanhamento de instrumentos musicais.
dor, aspecto doloroso da consciência. As cinco fontes de miséria existencial: a ignorância (avidyā), o egotismo (asmitā), o apego (rāga), a aversão (dveṣa) e o medo da morte (abhiniveśa). Saiba mais aqui.
aflitivo, que provoca sofrimento; e não aflitivo. As cinco vṛttis podem ser de um tipo ou de outro (Yogasūtra I:5).
ângulo, canto.
invólucro, camada. Os cinco kośas são: annamaya, prāṇamaya, manomaya, vijñānamaya e ānandamaya. Saiba mais aqui.
atividade, ação. Designa os processos de purificação interna do organismo.
o karma gerado no momento presente.
a potência da ação: a capacidade de realizar e manifestar. Termo do Trika. Saiba mais aqui.
o Yoga da ação. Segundo o Yogasūtra (II:1), consiste em praticar juntamente as atitudes de tapas, svādhyāya e Īśvarapraṇidhāna (esforço sobre si mesmo, autoestudo e entrega a Īśvara).
um dos ares vitais menores. Regula a tosse e o espirro.
raiva, ira, cólera.
mestre de armas dos príncipes, que lutou ao lado dos Kauravas.
o negro, o escuro. Um avatāra, encarnação de Viṣṇu, e o mestre de Arjuna na Bhagavadgītā.
postura de Kṛṣṇa.
paciência, tolerância, capacidade de perdoar. Um dos dez yamas da Haṭhayogapradīpikā.
pacífica adaptabilidade, paciência, tolerância; um dos vinte valores do sábio enumerados por Kṛṣṇa na Bhagavadgītā (XIII:7-11).
guerreiro, membro da segunda das quatro classes sociais (varṇa), à qual cabem o governo e a defesa.
sábio da Caxemira (séculos X-XI), discípulo de Abhinavagupta e autor do principal comentário ao Śivasūtra, a Śivasūtravimarśinī.
o campo e o conhecedor do campo. Na Bhagavadgītā (capítulo XIII), kṣetra é o corpo-mente, tudo aquilo que é objeto de conhecimento, e kṣetrajña é a Consciência que o conhece, o Ser.
o deus das riquezas, rei dos yakṣas, guardiães dos seus tesouros.
uma nāḍī, ou meridiano da força vital. Inicia no kanda, na região do abdômen, e vai até os órgãos sexuais.
galo.
postura do galo: em padmāsana, os braços passam entre as coxas e as panturrilhas e o corpo se eleva sobre as mãos. Uma das posturas da Haṭhayogapradīpikā.
família. No tantrismo, designa uma linha iniciática.
texto tradicional do tantrismo vāmācāra, da escola Kaula.
o princípio, ou a realidade, de kula; o sentido varia segundo a tradição. Termo do Trika.
os quatro Kumāras, Sanaka, Sanandana, Sanātana e Sanatkumāra, sábios eternamente jovens nascidos da mente de Brahmā.
cântaro, jarro de água. A retenção da respiração com os pulmões cheios de ar. Saiba mais aqui.
o lugar onde reside kuṇḍalinī, na base da espinha dorsal, no mūlādhāracakra.
aquela que está enroscada como uma serpente. A forma na qual a Śakti primordial está presente no ser humano: a energia ígnea que permanece em estado latente na base da coluna e se manifesta através da pulsação sexual. Saiba mais aqui.
ramo de Yoga baseado no despertar do poder serpentino.
também chamada Pṛthā; esposa de Pāṇḍu e mãe de Yudhiṣṭhira, Bhīma e Arjuna, gerados misticamente pelos deuses Dharma, Vāyu e Indra.
tartaruga. Um dos ares vitais, que controla o pestanejar.
a região do coração.
postura da tartaruga: sentado, flexão à frente com os braços sob as pernas. Uma das posturas da Haṭhayogapradīpikā.
antigo rei, antepassado comum dos Kauravas e dos Pāṇḍavas.
“o campo de Kuru”, planície ao norte da Índia onde se travou a batalha da Bhagavadgītā. A Gītā a chama de dharmakṣetra, “o campo do dharma“. Saiba mais aqui.
erva sagrada (Desmostachya bipinnata), usada nos rituais e como assento para a meditação.
imutável, como a bigorna do ferreiro; a consciência presente em todos, que não muda (Brahmajñānāvalīmālā 10). Saiba mais aqui.
poder de levitação, de tornar-se leve.
leve, pequeno, ligeiro.
pequena postura do raio: ajoelhado, o tronco arqueia para trás até a cabeça tocar os pés.
o sentido indireto ou secundário de uma palavra, empregado quando o sentido literal não é adequado. Termo do Vedānta.
bījamantra que ativa o mūlādhāracakra, o cakra básico.
dissolução.
um dos ramos do Yoga, baseado no despertar da energia latente, kuṇḍalinī.
jogo, brincadeira. O jogo cósmico da criação, a dança de Śiva, que acontece espontaneamente, sem nenhuma necessidade. Saiba mais aqui.
signo, falo. Símbolo de Śiva, o poder gerador masculino. O liṅga não se relaciona apenas com a sexualidade, mas também com a força vital que se manifesta nas práticas.
outro nome para o sūkṣmaśarīra ou corpo sutil.
mundo, região, plano de existência; também as pessoas, a humanidade.
que balança, oscilante, trêmulo.
postura do pingente: o corpo suspenso sobre as mãos, com as pernas cruzadas, balançando.
pelo, cabelo.
“descendente de Madhu” ou “esposo de Lakṣmī”, epíteto de Kṛṣṇa.
demônio morto por Viṣṇu, que por isso é chamado Madhusūdana.
centro, meio.
intermediário, médio, central.
“a intermediária”: a dimensão mental da linguagem. Termo do Trika.
grande, maior. Exemplo: mahāmudrā, o grande selo.
“o de braços poderosos”, título dado aos guerreiros; na Bhagavadgītā, a Arjuna.
“o grande fecho”: um calcanhar no períneo e o outro pé sobre a coxa, com retenção e os três bandhas. Uma das mudrās da Haṭhayogapradīpikā.
“O Grande (Combate) dos Bhāratas”. Épico do hinduísmo em 100.000 versos ou ślokas, que conta o combate travado entre os Pāṇḍavas e seus primos Kauravas pelo reino de Bhārata.
“O Grande Comentário” da gramática de Pāṇini. Texto atribuído a Patañjali.
os grandes elementos da Natureza, cuja manifestação é o mundo físico: espaço, ar, fogo, água e terra.
“o grande lago”: a Consciência infinita, cuja contemplação revela a potência (vīrya) dos mantras (Śivasūtra I:22).
o período que corresponde à vida inteira de Brahmā, cem anos de Brahmā.
“o grande selo”: sentado, um calcanhar no períneo e a outra perna estendida, as mãos seguram o pé, com retenção e jālandharabandha. A primeira das mudrās da Haṭhayogapradīpikā.
grande ṛṣi, grande sábio.
o grande, a massa energética indiferenciada, na visão dos tattvas, primeiro princípio que emana da Prakṛti, a Natureza.
“grande alma”, pessoa de grande sabedoria e nobreza.
grande afirmação. As quatro frases das Upaniṣads que revelam a identidade entre o indivíduo e Brahman: prajñānaṁ brahma (a Consciência é Brahman), ahaṁ brahmāsmi (eu sou Brahman), tat tvam asi (tu és Isso) e ayam ātmā brahma (este Ser é Brahman). Saiba mais aqui.
“a grande perfuração”: em mahābandha, com retenção, o corpo é erguido sobre as mãos e as nádegas batem suavemente no chão. Uma das mudrās da Haṭhayogapradīpikā.
“a grande desencarnada”: a atividade da mente que se dá fora do corpo, sem ser imaginada (Yogasūtra III:43).
“o grande voto”: os yamas praticados de forma universal, sem exceções de lugar, tempo ou circunstância (Yogasūtra II:31).
o conjunto das quatro eras ou yugas: kṛta (satya), tretā, dvāpara e kali. Esses quatro nomes fazem referência às quatro faces do dado no antigo jogo de dados indiano.
siddhi ou poder paranormal que consiste em aumentar de tamanho conforme o próprio desejo.
união sexual tântrica, matrimônio. Coito ritual no qual os parceiros simulam a união cósmica entre Śiva e Śakti.
amizade, cordialidade com os que são felizes. A primeira das quatro atitudes que serenam a mente (Yogasūtra I:33), junto com karuṇā, muditā e upekṣā. Saiba mais aqui.
animal aquático mítico, montaria de Varuṇa, o deus das águas.
postura do crocodilo: deitado de bruços, relaxado.
guirlanda. Colar de 108 contas que se usa para contar mantras. Saiba mais aqui.
impureza, obscurecimento, limitação da consciência. São três: āṇavamala, māyīyamala e kārmamala. Termo do Trika.
“aquela que forma uma guirlanda”: nome de uma sequência dos fonemas nas tradições tântricas. Termo do Trika.
reflexão sobre o ensinamento, para esclarecer as dúvidas. Termo do Vedānta. Saiba mais aqui.
pensamento, cognição, o aspecto cognitivo da consciência. Mente, desejo. Saiba mais aqui.
círculo. Diagrama geométrico empregado para a prática de meditação.
Upaniṣad do Atharvaveda com doze versos, que expõe o Ser (Ātma) como catuṣpāt, “de quatro quartos”: Vaiśvānara, Taijasa, Prājña e o Quarto, turīya, relacionados às letras a, u e ṁ do Oṁ e ao silêncio que segue. Saiba mais aqui.
cidade da joia, nome do terceiro cakra, centro de força situado na altura do plexo solar.
o invólucro feito de pensamento. O corpo mental, terceiro dos cinco kośas.
instrumento do pensamento. Vocalização de sons que se faz com a finalidade de disciplinar a atividade consciente. Há mantras que constituem fórmulas de poder, isto é, que detêm a essência de certas energias que o yogin manipula nas práticas. Saiba mais aqui.
consciência mântrica.
a potência ou eficácia do mantra. Termo do Trika.
aquele que faz mantra.
o progenitor da humanidade e legislador primordial. Há catorze Manus, um para cada manvantara. Saiba mais aqui.
o período de um Manu, uma das catorze partes de um kalpa.
um dos sete ṛṣis primordiais, nascidos da mente de Brahmā. Na Bhagavadgītā (X:21), o chefe dos Maruts.
postura do sábio Marīci: sentado, com uma perna dobrada; há versões em flexão e em torção.
os Maruts, deuses das tempestades e dos ventos.
“aquele que cresce no ventre da mãe”, nome de Vāyu, o vento, que se move livremente no espaço (Kenopaniṣad III:8).
discernimento, entendimento correto. Um dos dez niyamas da Haṭhayogapradīpikā.
medida, porção, átimo. Unidade de contagem usada para medir o ritmo no prāṇāyāma.
mãe. Os fonemas do alfabeto sânscrito.
a roda dos fonemas, compreendidos como potências da manifestação. Termo do Trika.
peixe; também a primeira encarnação (avatāra) de Viṣṇu.
postura do peixe: deitado de costas, o peito arqueado e o alto da cabeça no chão.
senhor dos peixes, nome do fundador da escola Kaula e mestre de Gorakṣanātha. Viveu entre os séculos IX e XII d.C.
postura de Matsyendra, ou Matsyendranātha: torção da coluna, sentado. Uma das posturas da Haṭhayogapradīpikā.
silêncio, jejum verbal.
o poder de Brahman que faz aparecer o mundo. Não é uma ilusão nem algo irreal: tem existência objetiva, mas depende do Ser, que é a única Realidade independente. Saiba mais aqui.
a potência de delimitação e diferenciação, pela qual a unidade aparece como multiplicidade. Termo do Trika. Saiba mais aqui.
o princípio de diferenciação e limitação da experiência. Termo do Trika.
que transcende o aparente, māyā (Brahmajñānāvalīmālā 6).
a limitação ligada à percepção das diferenças e à dualidade, que reforça a divisão entre sujeito, objeto e mundo. Termo do Trika.
pavão.
postura do pavão: o corpo estendido na horizontal, apoiado sobre as mãos, com os cotovelos sob o abdômen.
inteligência, memória, sabedoria.
a coluna vertebral.
postura da coluna: em equilíbrio sobre os ísquios, com as pernas estendidas para cima e a coluna reta.
exame, investigação. Nome de uma das seis escolas tradicionais da ortodoxia hindu. A Mīmāṁsā não é um sistema filosófico propriamente dito, mas um sistema de interpretação das escrituras védicas que versa sobre como devem ser feitos os rituais e as cerimônias religiosas.
alimentação moderada: comer o necessário, com prazer, deixando um quarto do estômago vazio. Um dos dez yamas da Haṭhayogapradīpikā.
aparente, dependente. Aquilo que existe, mas não tem existência independente, como o pote que depende do barro ou a onda que depende do oceano. No Vedānta, o mundo é mithyā e o Ser é satya, real. Saiba mais aqui.
ilusão, equívoco, ignorância. “O aperfeiçoamento [da visão rasga] o véu da ignorância (mohāvaraṇa)” (Śivasūtra III:6). Também na Īśopaniṣad (7): “que ilusão, que sofrimento [há] para quem vê a unidade?”
libertação, liberdade, descondicionamento do ser humano, objetivo final do Yoga. Saiba mais aqui.
morto, cadáver.
postura do morto; o mesmo que śavāsana.
raiz verbal: alegrar-se. Raiz da palavra mudrā, que significa encanto ou satisfação.
alegria diante dos virtuosos; uma das quatro atitudes do Yogasūtra I:33.
selo, gesto. Nome de um conjunto de práticas características do Haṭhayoga, que consiste em manipular e conduzir a energia vital através das nāḍīs, com o intuito de despertar a força primordial, kuṇḍalinī. Essa manipulação acontece através de gestos, posturas, bandhas e visualizações.
O termo também designa a linguagem gestual na dança indiana. Igualmente, aponta para a śakti, ou parceira tântrica nas práticas de maithuna. Saiba mais aqui.
rosto, face; também boca, abertura.
liberado. Aquele que atingiu a libertação através do Yoga.
libertação, emancipação espiritual. Termo do Vedānta. Saiba mais aqui.
raiz, origem, base, início.
ativação da musculatura do assoalho pélvico, o que inclui a contração contínua dos esfíncteres do ânus e da uretra.
postura em que as plantas dos pés, unidas, são levadas para baixo do períneo, favorecendo o mūlabandha.
raiz e suporte. Centro de força situado na base da coluna vertebral, na região sacra. Faça aqui a meditação sobre o cakra básico.

Representação do mūlādhāracakra,
centro de força na base da coluna
a Natureza Primordial.
o desejo intenso de liberdade. A quarta das qualificações do buscador (sādhanacatuṣṭaya). Saiba mais aqui.
o silencioso. Asceta, sábio.
desvanecimento. Nome de um prāṇāyāma que consiste em fazer longas retenções com os pulmões cheios, até chegar mesmo à beira do desvanecimento.
som, sonoridade, vibração sutil. O som que o yogin ouve ao meditar na vibração interior.
um ramo do Yoga baseado na vibração sutil dos mantras e no som interior.
rio, torrente. Canais do corpo sutil pelos quais flui a bioenergia. Saiba mais aqui.
purificação das nāḍīs. Um prāṇāyāma de respiração alternada. Pratique aqui este treino respiratório:
serpente. Ar vital responsável pelo eructo e pelo soluço.
o quarto dos príncipes Pāṇḍavas, filho de Mādrī, gerado misticamente pelo Aśvin Nāsatya.
interjeição de saudação: saudação, entrega, reverência.
nome e forma. O mundo manifestado, que é feito de nomes e formas que dependem de um único Ser.
saudação, reverência.
interjeição de saudação derivada de namaḥ, termo que significa “entrega”, “reverência”. O Yoga explica que toda a criação é nāmarūpa, uma infindável miríade de formas e nomes, que são todos nomes e formas do único Ser, Brahman.
A palavra namaste aponta então para o Ser, manifestado e presente sob todos os nomes e todas as formas, animadas e inanimadas. Sendo estes nomes e formas diferentes aspectos da manifestação de Brahman, o Ser, todas as formas de vida, bem como todas as formas inanimadas, são sagradas e dignas de respeito.
homem, ser humano.
sábio divino (devarṣi), músico e mensageiro dos deuses, devoto de Viṣṇu. Saiba mais aqui.
inferno, região onde os seres expiam suas faltas, de forma transitória.
aquele que repousa nas águas causais, o preservador da criação, Viṣṇu.
dançarino, ator. “Ātma é o dançarino” (Śivasūtra III:9); o palco é o ser interior (antarātman) e os espectadores são os sentidos (III:10-11).
exercício ocular que consiste em fixar firmemente o olhar na ponta do nariz.
“rei da dança”: Śiva como dançarino cósmico, que cria e dissolve o universo.
postura de Naṭarāja: em equilíbrio sobre uma perna, a outra segura pela mão, atrás do corpo.
automassagem abdominal com isolamento do músculo reto. Técnica de purificação do sistema digestivo, um dos ṣaṭkarmas, processos de purificação característicos do Haṭhayoga.
barco.
postura do barco: em equilíbrio sobre os ísquios, com as pernas e o tronco elevados.
lavagem das fossas nasais utilizando água morna e salgada (jalaneti) ou uma sonda de tecido ou borracha (sūtraneti). É ótimo contra males dos seios frontais e nasais, como sinusite, enxaquecas, rinites, corizas ou resfriados, e ainda favorece a saúde das regiões cerebral, cervical e escapular. Faz parte do ṣaṭkarma, o conjunto das seis purificações orgânicas do Haṭhayoga.
Neti também significa “isto não” (na iti). Nesse segundo sentido, a meditação na fórmula neti neti é uma das múltiplas contemplações que se fazem sobre a chamada via negativa, isto é, o caminho da negação daquilo que não se é. Nessa prática, a cada pensamento que surge na mente, o meditante repete mentalmente neti neti, para lembrar e reafirmar para si mesmo que a natureza essencial do Ser transcende qualquer identificação com as formas mentais.
“não é isto, não é isto”: método de investigação que rejeita as identificações inadequadas do Ser. Termo do Vedānta. Saiba mais aqui.
contemplação. A terceira etapa do Jñānayoga, depois de śravaṇa (ouvir o ensinamento) e manana (refletir sobre ele): permanecer no que já se sabe de si mesmo, até que esse conhecimento se torne natural. Saiba mais aqui.
sono.
fechamento, recolhimento, contração. Termo do Trika.
causa instrumental ou eficiente: aquilo que produz ou organiza um efeito. Termo do Vedānta. Saiba mais aqui.
prefixo de negação: sem, fora de.
sem suporte; o Ser é sem apoio e é o suporte de tudo (sarvādhāra), Brahmajñānāvalīmālā 14.
sem forma, que transcende todas as formas (Brahmajñānāvalīmālā 2-3).
samādhi sem apoio. Ver asaṁprajñāta samādhi. Saiba mais sobre este samādhi aqui.
sem mácula, absolutamente puro. Aquele que é inatingível pelos guṇas, a dança dos elementos da natureza: o Ser, Ātmā.
sem defeitos ou imperfeições (Brahmajñānāvalīmālā 3).
samādhi sem semente. Ver asaṁprajñāta samādhi.
sem atributos. Termo que aponta para Puruṣa ou Brahman, o Ilimitado na sua não manifestação.
controle, supressão, parada, cessação. No segundo sūtra do Yogasūtra de Patañjali, onde é definido o Yoga, nirodha refere-se à não identificação com os pensamentos.
“extinção”: a cessação do sofrimento e da identificação com o ego, a libertação. Na Bhagavadgītā aparece como brahmanirvāṇa, a paz de quem se reconhece como Brahman. Saiba mais aqui.
samādhi reflexivo sem deliberação, um tipo de saṁprajñāta samādhi, estado de profunda absorção meditativa. Saiba a diferença entre os diversos graus da absorção do samādhi aqui.
livre de construções conceituais; sem diferenciação mental discursiva. Termo do Trika. Saiba mais aqui.
absorção sem construções conceituais. Termo do Trika. Saiba mais aqui.
samādhi não argumentativo. Grau de absorção contemplativa no qual o objeto de meditação se capta direta e integralmente, sem o auxílio de associações mentais. Conheça os diferentes graus da experiência meditativa do samādhi neste texto.
proibição, negação, exceção. Nome de uma mudrā.
indivisível, que não pode ser fracionado (Brahmajñānāvalīmālā 11).
sem ação; o Ser não age (Brahmajñānāvalīmālā 11).
retirada, repouso. Estado de emancipação dos vṛttis, as instabilidades que dão corpo à vida consciente. O oposto de pravṛtti, a vida de atividade.
observância. As cinco prescrições de conduta do Yoga Clássico: purificação (śauca), contentamento (santoṣa), esforço sobre si próprio (tapas), estudo de si mesmo e das Escrituras (svādhyāya) e consagração dos frutos das ações ao Ilimitado (Īśvarapraṇidhāna).
restrição, necessidade; como um dos cinco kañcukas, o condicionamento causal e espacial. Termo do Trika. Saiba mais aqui.
imposição. Ritual tântrico no qual se procede à imposição de certas energias em diferentes partes do corpo. Pratique aqui o Gaṇeśa Mātṛkā Nyāsa.
método, regra. Escola filosófica hindu (darśana) que se ocupa da lógica formal e da teoria do conhecimento.
vigor, poder psíquico concentrado, energia sexual sublimada.
símbolo do hinduísmo e do Yoga, é a vibração primordial do Universo, o mais poderoso dos mantras. É dito que ele contém o conhecimento dos Vedas e se considera o corpo sonoro do Ilimitado, Śabdabrahman.
O símbolo Oṁ é o som que aponta para a presença invariável do Ilimitado. É a semente que fecunda todos os outros mantras. A Māṇḍūkyopaniṣad começa dizendo que “o Oṁ é o mundo inteiro. O passado, o presente, o futuro: tudo é o mantra Oṁ“. Oṁ é igualmente o som semente (bījamantra) que ativa o ājñācakra.
a sílaba Oṁ, traçada em devanāgarī, o alfabeto usado para escrever em sânscrito. Esse símbolo não-linguístico pode ser traçado de diversas formas: ॐ, अउम् ou ainda ओं. Faça aqui a meditação no mantra Oṁ.
pé, quarto, parte. Os quatro pādas do Ser na Māṇḍūkyopaniṣad (2-7).
postura das mãos sob os pés: flexão à frente, de pé, com as palmas debaixo das plantas dos pés.
dedão do pé.
postura segurando os dedões dos pés: flexão à frente, de pé.
lótus. Outro nome dos cakras, centros de energia vital.
postura do lótus. Nome de um āsana de meditação, no qual as pernas se cruzam, ficando cada pé sobre a coxa oposta. O habitual é cruzar o pé esquerdo sobre o direito, mas fazer o contrário também é correto. Essa postura não deve ser mantida por longos períodos de tempo, pois pode haver uma compressão indesejável dos meniscos mediais em caso de fazer uma permanência muito prolongada.

Padmāsana, a postura do lótus
cinco fogos, prática de tapas, esforço sobre si próprio, que consiste em meditar rodeado de quatro fogueiras; o quinto fogo é o Sol no zênite.
os cinco invólucros descritos na Taittirīya Upaniṣad. Termo do Vedānta.
os cinco grandes elementos. Termo do Trika.
ritual dos cinco “m” ou dos cinco makāras. As práticas do tantrismo Kaula: madya, māṁsa, matsya, mudrā e maithuna, que utilizam vinho, carne, peixe, grãos e o ato sexual.
os cinco elementos: espaço, ar, fogo, água e terra. Outro nome do pañcamakāra, o ritual de transgressão do tantrismo vāmācāra, que inclui a ingestão de bebidas embriagantes e carnes, além da união sexual.
“filho de Pāṇḍu”: os Pāṇḍavas são os cinco irmãos Yudhiṣṭhira, Bhīma, Arjuna, Nakula e Sahadeva.
erudito, sábio, mestre.
rei de Hastināpura, irmão mais novo de Dhṛtarāṣṭra e pai dos cinco Pāṇḍavas.
mãos ou braços.
demérito: a consequência desfavorável das ações nocivas ou contrárias ao dharma. Termo do Vedānta. Saiba mais aqui.
a suprema; com parāparā e aparā, forma a tríade que distingue os níveis da potência e da experiência espiritual. Termo do Trika.
supremo, transcendente. Termo do Trika.
o Brahman supremo, o Absoluto sem atributos.
felicidade suprema, a plenitude que é a própria natureza do Ser (Brahmajñānāvalīmālā 3).
a verdade ou realidade absoluta; o sentido último das coisas. Termo do Vedānta.
a realidade absoluta, que não depende de outra realidade para existir. Termo do Vedānta.
Śiva supremo: a realidade absoluta, na qual consciência e potência são inseparáveis. Termo do Trika.
o Ser Supremo.
o Senhor supremo, Deus.
a luz suprema, a inteligência ilimitada (Brahmajñānāvalīmālā 6).
linha sucessória, herança. Designa o conhecimento transmitido de mestre a discípulo, geração após geração.
“o que atormenta os inimigos”, epíteto de Arjuna.
intermediário entre o supremo e o não supremo; termo técnico das classificações tântricas. Termo do Trika.
a natureza superior da divindade, o princípio consciente que sustenta o universo (Bhagavadgītā VII:5). Ver aparā prakṛti.
som primordial.
a potência suprema, inseparável da consciência absoluta. Termo do Trika.
a palavra suprema, não diferenciada: a dimensão primordial da linguagem. Termo do Trika.
cobiça, possessividade.
transformação, evolução, emanação.
inteiro, completo, plenamente cheio.
postura completa do barco: em equilíbrio sobre os ísquios, com as pernas e o tronco elevados.
giro, rotação, torção.
girado, torcido.
postura da cabeça sobre o joelho, com torção do tronco.
postura do ângulo lateral com torção.
postura do triângulo com torção.
lado, flanco; lateral.
postura do ângulo lateral. Ver utthitapārśvakoṇāsana.
postura do galo com torção lateral.
postura do alongamento lateral intenso: flexão à frente, de pé, sobre a perna da frente.
“filho de Pṛthā”, nome de Arjuna.
oeste; posterior. Nos nomes dos āsanas, designa as costas, pois tradicionalmente se pratica de frente para o leste, onde nasce o sol.
postura do alongamento intenso das costas: flexão à frente, sentado, com as pernas estendidas.
animal, ligado. Homem condicionado. Na linguagem tântrica, o homem profano, escravo e conformista, ignorante da sua própria dimensão.
“a que vê”: o estágio sutil da linguagem, anterior à articulação diferenciada. Termo do Trika.
Rājayoga, Aṣṭāṅgayoga ou Yoga de Patañjali: yama (proscrições de conduta), niyama (prescrições), āsana (posturas físicas), prāṇāyāma (exercícios para expansão da vitalidade e comando sobre a mente), pratyāhāra (abstração sensorial), dhāraṇā (concentração), dhyāna (meditação) e samādhi (aperfeiçoamento e mestria da meditação). Saiba mais sobre o Aṣṭāṅgayoga aqui.
codificador do Yoga Clássico, autor do Yogasūtra. Calcula-se que tenha vivido entre os séculos II a.C. e IV d.C. Saiba mais aqui.
senhor; nome de Śiva no Tantra, em contraste com paśu, o ser condicionado. Liberto, o yogin torna-se “igual a Śiva (pati)” (Śivasūtra III:42).
“o purificador”, o fogo; um dos nomes de Agni.
órgãos excretores.
pressão, compressão.
pena, pluma (da cauda do pavão).
postura da pluma do pavão: em equilíbrio sobre os antebraços, com as pernas elevadas.
embrião; bola, massa compacta.
postura do embrião: em sarvāṅgāsana, as pernas em lótus são levadas até o peito.
canal de circulação de energia no corpo sutil, de polaridade positiva ou solar. Sobe ao longo da coluna, desde o mūlādhāracakra até a narina direita. Saiba mais aqui.
espírito maléfico, espécie de vampiro.
pai; no plural, os pitṛs são os antepassados, a quem se fazem oferendas.
“a que faz flutuar”: o estômago se enche de ar e o corpo flutua na água como uma folha de lótus. Um dos kumbhakas da Haṭhayogapradīpikā.
luz, aquilo que ilumina; explicação, comentário.
príncipe dos Daityas, grande devoto de Viṣṇu, salvo por ele na forma de Narasiṁha.
o Senhor das Criaturas. Nos mitos genésicos dos textos chamados Brāhmaṇas, o homem primordial, criado através de ascese (tapas).
sabedoria, conhecimento intuitivo, cognição clara. Termo-chave do Yogasūtra (I:20, I:48, II:27, III:5). Ver também sthitaprajña.
o terceiro quarto do Ser, cuja esfera é o sono profundo, “desfrutador de ānanda, cujo rosto é a consciência” (Māṇḍūkyopaniṣad 5). Corresponde à letra ṁ do Oṁ.
“massa de consciência”, nada além de consciência (Brahmajñānāvalīmālā 13; Māṇḍūkyopaniṣad 5).
“a consciência é Brahman“: mahāvākya da Aitareya Upaniṣad. Termo do Vedānta.
luminosidade: a capacidade da consciência de revelar ou iluminar tudo o que aparece. Termo do Trika. Saiba mais aqui.
a Natureza, a energia primordial, causa produtora. Saiba mais aqui.
“fundido com a natureza”: yogin absorvido na Prakṛti, mas ainda não liberto (Yogasūtra I:19).
dissolução, destruição do universo ao fim de um ciclo cósmico: a “noite de Brahmā”. Saiba mais aqui.
conhecimento válido, correto. Termo do Vedānta. Saiba mais aqui.
negligência, descuido, irresponsabilidade; um dos nove obstáculos (Yogasūtra I:30).
meio de conhecimento válido: a percepção, a inferência, a palavra das escrituras e outros. Para o Vedānta, as Upaniṣads são o pramāṇa para conhecer o Ser. Saiba mais aqui.
o sujeito que conhece. Termo do Vedānta.
o objeto de conhecimento. Termo do Vedānta. Saiba mais aqui.
bioenergia, energia vital, respiração, alento. Saiba mais aqui.
invólucro do corpo sutil feito de bioenergia, o segundo dos cinco kośas.
alento, respiração.
nome do mantra Oṁ.
ar vital localizado na região do peito.
expansão e domínio da energia vital através de técnicas respiratórias. Quarto aṅga do Yoga de Patañjali. Saiba mais aqui.
“aquele em quem o mundo se resolve”, um dos atributos do Quarto, turīya (Māṇḍūkyopaniṣad 7, 12).
o karma que já começou a frutificar e está sendo vivido no presente, como o próprio corpo e as circunstâncias desta vida.
graça, serenidade, clareza. Também a oferenda abençoada que se recebe e se compartilha depois de uma pūjā. Saiba mais aqui.
estendido, aberto, afastado.
postura do alongamento intenso com os pés afastados: flexão à frente, de pé, com as pernas bem abertas.
os três fundamentos textuais do Vedānta: as Upaniṣads, a Bhagavadgītā e o Brahmasūtra. Termo do Vedānta.
expirar.
intuição, a luz do insight; com ela, tudo é conhecido (Yogasūtra III:33). Saiba mais aqui.
a realidade aparente ou ilusória, como a de um sonho ou de uma percepção equivocada. Termo do Vedānta.
“conhecido em cada cognição”: Brahman se revela através de todas as cognições, como a consciência presente em cada uma delas (Kenopaniṣad II:4).
“a contrapelo”: no sentido inverso.
prāṇāyāma “a contrapelo”, em que a inspiração é feita de forma gradual e controlada pelas narinas.
o cultivo do pensamento oposto: diante de pensamentos que perturbam, contemplar o seu contrário (Yogasūtra II:33).
reconhecimento. Escola do Śivaísmo da Caxemira segundo a qual a liberdade é o reconhecimento de que se é, desde sempre, Śiva.
“o coração do reconhecimento”: obra de Kṣemarāja que apresenta, de maneira concisa, os princípios da escola Pratyabhijñā. Termo do Trika.
retração dos sentidos, quinto aṅga do Yoga de Patañjali. Saiba mais aqui.
a consciência interior, individual; alcançada pela entrega a Īśvara (Yogasūtra I:29).
percepção direta; o primeiro dos três meios de conhecimento correto (pramāṇa) aceitos por Patañjali, junto com a inferência (anumāna) e o testemunho confiável (āgama), Yogasūtra I:7.
cognição, conteúdo da psiquê, ideia; também causa, princípio causal. Termo frequente no Yogasūtra (I:10, I:18, II:20, III:2). Saiba mais aqui.
esforço, empenho. “O esforço realiza” (Śivasūtra II:2). No Yogasūtra (II:47), o āsana se aperfeiçoa pelo relaxamento do esforço (prayatnaśaithilya).
espírito de um morto que ainda não seguiu adiante.
o elemento terra. Nome da Mãe Terra, também chamada Bhūmi.
adoração, oferenda. Ritual devocional em que se oferecem flores, luz, incenso e alimento a uma divindade. Saiba mais aqui.
renascimento. Termo do Vedānta. Saiba mais aqui.
virtude, mérito, bondade. Ação correta, alinhada com o dharma, o bem-comum.
o ato de inspirar.
cheio, completo, pleno.
a plenitude do “eu”: o reconhecimento da subjetividade universal. Termo do Trika.
torção completa de Matsyendra.
plenitude, completude. Termo do Trika.
guerreiro aliado dos Pāṇḍavas.
“homem”, “aquele que habita a cidade (o corpo)”. Na cosmogonia Sāṅkhya, o Ser Ilimitado, a Consciência, que no Tantra corresponde a Śiva. Saiba mais aqui.
“um Puruṣa especial”: assim Patañjali define Īśvara, intocado pelas aflições, pela ação, pelos seus frutos e pelas latências (Yogasūtra I:24).
o Ser supremo, além do perecível e do imperecível (Bhagavadgītā XV:18). Saiba mais aqui.
leste, oriental; anterior. Nos nomes dos āsanas, designa a parte da frente do corpo.
postura do alongamento intenso da parte da frente do corpo: o corpo elevado, apoiado nas mãos e nos pés, com o rosto para cima.
“o nutridor”, nome do Sol invocado na Īśopaniṣad (15-16).
apego, paixão, desejo. Uma das cinco aflições (kleśas). Também, na música, o modo melódico.
rei; real.
postura do rei dos pombos: hiperextensão, com o peito aberto e a cabeça levada aos pés.
rei sábio, ṛṣi de origem real, como Janaka.
movimento, mobilidade, ação, paixão. Um dos três guṇas, princípios que definem por interação todo o existente. Saiba mais aqui.
que possui a natureza de rajas.
o Yoga real, o Yoga Clássico codificado por Patañjali.
demônio poderoso, inimigo dos deuses e dos homens.
bījamantra, som semente que ativa o maṇipuracakra.
a sétima encarnação de Viṣṇu, herói do Rāmāyaṇa. Saiba mais aqui.
“A Jornada de Rāma”, épico atribuído a Vālmīki, que lhe deu a forma atual entre os séculos IV e III a.C., embora a datação da obra seja desconhecida e certamente muito mais antiga. Um dos clássicos do hinduísmo, narra as aventuras de Rāma para resgatar a sua esposa Sītā das mãos do demônio Rāvaṇa, seu raptor. Conheça aqui a história do Rāmāyaṇa.
sabor, essência, sentimento.
paladar, língua.
gozo, amor.
o ato da exalação. Uma das fases do prāṇāyāma.
o Veda das Estrofes. O documento literário e religioso mais antigo da Índia. Primeiro dos quatro Vedas, livros sagrados do hinduísmo, é uma compilação de mais de mil hinos, que forma uma espécie de antologia recolhida entre as antigas famílias sacerdotais. Segundo estudiosos como B. G. Tilak e H. Jacobi, esta obra nasceu antes do ano 4000 a.C., havendo-se submetido às diversas variações da língua ao longo do tempo.
aquele que vê. Sábios dos tempos védicos que receberam o conhecimento revelado do Śruti, as escrituras do hinduísmo.
a ordem cósmica, a verdade. Patañjali chama ṛtambharā a sabedoria “que leva a verdade em si” (Yogasūtra I:48). Saiba mais aqui.
“plena de verdade”: o conhecimento intuitivo que surge na clareza do samādhi sem reflexão (Yogasūtra I:48). Saiba mais aqui.
nome védico de Śiva. Os onze Rudras são divindades das tempestades; o principal é Śaṅkara, o próprio Śiva.
nó de Rudra, terceiro granthi, localizado no ājñācakra, no intercílio, que constitui uma espécie de válvula de segurança para o despertar da energia kuṇḍalinī.
olho de Śiva (ou de Rudra), uma semente com a qual se fazem as japamālās, colares de 108 contas utilizados para a contagem de mantras.
forma, cor. Um dos tanmātras, as qualidades sensíveis.
prefixo: com, junto com, acompanhado de. Exemplo: sālamba, com apoio.
samādhi com semente. Ver saṁprajñāta samādhi.
ser-consciência-plenitude, ou Realidade, Consciência e Amor. Essas são as únicas três palavras que podem ser usadas para apontar para o Ser, Ātmā ou Puruṣa. Mais aqui.
o princípio em que predomina a afirmação “eu sou isto”, com a primazia do sujeito consciente. Termo do Trika.
praticante de Yoga.
a prática cotidiana, o meio para alcançar a meta. Saiba mais aqui.
o conjunto das quatro qualificações que indicam que uma pessoa está pronta e madura para assimilar corretamente o autoconhecimento:
1) nityānityavastuviveka, discernimento entre o perecível e o eterno, 2) ihāmutrārthaphalabhogavirāga, desapego em relação aos frutos das ações, 3) śamādiṣaṭkasampatti, o conjunto das seis virtudes: a) śama, comando sobre a mente, b) dama, controle dos sentidos, c) uparama, capacidade de se ater aos próprios deveres, d) titikṣā, paciência, tolerância, e) śraddhā, confiança no ensinamento, e f) samādhāna, capacidade de concentração, e 4) mumukṣutva, motivação para mokṣa.
os Sādhyas, classe de seres celestiais.
exercício respiratório feito com acompanhamento mental de mantra.
com atributos, qualificado, dotado de qualidades.
o quinto dos príncipes Pāṇḍavas, filho de Mādrī, gerado misticamente pelo Aśvin Dasra.
natural, espontâneo; a realização integrada à vida cotidiana. Termo do Trika.
variante de vajrolī. Uma das mudrās da Haṭhayogapradīpikā.
o lótus de mil pétalas, centro de força localizado no alto da cabeça.
acompanhado, junto com.
a Consciência individual como testemunha silenciosa. Saiba mais aqui.
a testemunha; a consciência à luz da qual as experiências são conhecidas. Termo do Vedānta.
com apoio.
estado de elevada absorção meditativa, com o apoio de um objeto de contemplação. Outro nome do saṁprajñāta samādhi.
postura sobre os ombros com apoio das mãos nas costas.
parada de cabeça com apoio dos antebraços.
junto, igual, equânime.
equanimidade constante diante do desejado e do não desejado (iṣṭāniṣṭopapatti); um dos vinte valores do sábio enumerados por Kṛṣṇa na Bhagavadgītā (XIII:7-11).
a visão equânime, que vê o mesmo em tudo; surge com o fluxo firme do prāṇa (Śivasūtra III:22).
estabilidade e concentração da mente. Termo do Vedānta.
absorção meditativa, o oitavo e último aṅga do Yoga de Patañjali. Mais do que um único estado, o samādhi é uma área de experiências contemplativas, com diferentes graus. No Yogasūtra (I:17-18), Patañjali descreve duas formas: saṁprajñāta, a absorção “com reflexão”, que se exerce sobre vṛttis sáttvicos em quatro modalidades, vitarka (clareza de autoanálise), vicāra (discernimento entre o real e o não real), ānanda (alegria de viver) e asmitā (compreensão do Ser, a distinção entre o ego e o Ser); e asaṁprajñāta, a absorção “sem reflexão”, sem conteúdos, na qual os saṁskāras permanecem apenas como resíduo, como sementes queimadas.
O samādhi não é necessariamente a ausência total de vṛttis, mas a ausência de identificação com eles. É uma experiência temporária: depois dela, a pessoa sempre volta aos estados de vigília, sonho e sono. O samādhi promove a purificação da psiquê (antaḥkaraṇaśuddhi), mas não deve ser confundido com mokṣa ou kaivalya, a liberdade, que é o objetivo final do Yoga e transcende qualquer estado ou experiência. Saiba mais aqui.
postura do ângulo igual: abertura lateral completa das pernas.
um dos cinco ares vitais, formas que assume a energia ao circular pelo organismo, localizado na parte média do tronco. Facilita a assimilação do prāṇa e regula a digestão.
conquista, absorção. Completa absorção da psiquê, quando o contemplador, o objeto contemplado e o ato da contemplação tornam-se um só (Yogasūtra I:41). O processo meditativo dos três últimos aṅgas, tomado como uma unidade, recebe no Yogasūtra o nome de saṁyama, que significa “ir junto”.
postura igual e estável: de pé, com os pés juntos e o peso distribuído por igual; ponto de partida das posturas em pé.
o Veda das melodias. Recompilação de mantras sagrados do Ṛgveda, que se fazem acompanhados de notação musical.
imersão, absorção, entrada na consciência divina. Termo do Trika.
prāṇāyāma de ritmo igual, em que as fases da respiração têm a mesma duração.
o manifestado e o não-manifestado; quem percebe Aquele presente em ambos atravessa a morte e alcança a imortalidade (Īśopaniṣad 12-14).
recolhimento, absorção, dissolução. No Tantra, uma das funções de Śiva, junto com a emanação e a manutenção.
coleção, compilação. A parte de hinos e mantras de cada um dos quatro Vedas.
renúncia. A quarta das etapas da vida (āśramas), na qual a pessoa abandona as obrigações sociais para dedicar-se inteiramente ao autoconhecimento. O renunciante é chamado saṁnyāsin. Saiba mais aqui.
renunciante, aquele que abraçou o saṁnyāsa e dedica a vida ao conhecimento de si mesmo. Saiba mais aqui.
linhagem ou tradição de transmissão dos ensinamentos. Termo do Vedānta. Saiba mais aqui.
samādhi “com reflexão”, que se exerce sobre um objeto de contemplação. Uma das variedades de samādhi, a culminação mais profunda da experiência meditativa. O saṁprajñāta samādhi compreende quatro formas diferentes de samādhi: vitarka, vicāra, ānanda e asmitā. Leia o sūtra que fala sobre estes quatro samādhis aqui.
a existência condicionada, o ciclo de nascimentos e mortes. Designa a experiência do mundo como algo instável e contingente. Saiba mais aqui.
dúvida, indecisão; um dos nove obstáculos (Yogasūtra I:30).
as raízes profundas dos condicionamentos humanos, de caráter kármico. São as tendências subconscientes, de caráter inato e hereditário. O saṁskāra perpetua-se através das gerações por herança histórica, cultural ou étnica, afetando todos os indivíduos. Saiba mais aqui.
que tem o saṁskāra somente como resíduo: o estado da psiquê no samādhi sem conteúdos (Yogasūtra I:18).
vigor, motivação intensa, veemência. “Para os de motivação intensa (tīvrasaṁvega), [o samādhi] está próximo” (Yogasūtra I:21).
ir junto. No Yogasūtra, nome que Patañjali usa para referir-se às três últimas etapas do Aṣṭāṅga: concentração (dhāraṇā), meditação (dhyāna) e absorção (samādhi).
união, conjunção; a identificação entre o vidente e o visto, causa do sofrimento a ser evitado (Yogasūtra II:17).
antigo, eterno, perene (Brahmajñānāvalīmālā 11-12). Também em sanātanadharma, nome tradicional do hinduísmo.
o karma acumulado, o saldo das ações de um indivíduo que ainda não frutificou.
linguagem intencional, estilo de prosa em forma de enigma no qual estão redigidos alguns textos tântricos.
confluência. Ponto de encontro dos três rios sagrados da Índia: a Gaṅgā, a Yamunā e a Sarasvatī; por analogia, é também a confluência das três principais nāḍīs, iḍā, piṅgalā e suṣumṇā.
o cocheiro (sūta) do rei Dhṛtarāṣṭra. Dotado por Vyāsa da visão à distância, narra ao rei cego a batalha e o diálogo entre Kṛṣṇa e Arjuna. Saiba mais aqui.
enumeração, discernimento. Nome de um darśana, sistema filosófico ortodoxo do hinduísmo.
“As Estrofes do Sāṅkhya”, texto-chave da cosmogonia dualista Sāṅkhya, atribuído a Īśvarakṛṣṇa.
tratado sobre Sāṅkhya, atribuído ao sábio Kapila, fundador desta escola de filosofia.
contentamento, alegria. Um dos cinco niyamas, observâncias de conduta do Rājayoga. Saiba mais aqui.
emanação, criação, a manifestação do universo.
identificação, conformidade. Quando não há nirodha, a pessoa se identifica com as expressões da psiquê (Yogasūtra I:4).
tudo, todo, inteiro.
onipresente, que está em tudo (Brahmajñānāvalīmālā 10).
onisciente, “que tudo conhece”. Em Īśvara está a semente insuperável da onisciência (Yogasūtra I:25). Também um atributo do terceiro quarto na Māṇḍūkyopaniṣad (6).
postura sobre os ombros, em que todas as partes do corpo (sarva aṅga) participam.
samādhi sobre o senso de “eu sou”, o mais elevado grau de saṁprajñāta samādhi.
ser, verdade, realidade.
companhia da verdade. Estar junto de quem conhece a verdade sobre si mesmo, para ouvir e estudar o ensinamento. Saiba mais aqui.
equilíbrio, leveza, bondade. Um dos três guṇas, princípios que interagem na manifestação da Natureza. Saiba mais aqui.
que possui a natureza de sattva: harmonioso, equilibrado.
verdade, veracidade, um dos cinco yamas do Rājayoga. Saiba mais aqui.
estado de absorção reflexiva, com deliberação. Uma das modalidades de samādhi, que se caracteriza pelo conhecimento das propriedades sutis do objeto de meditação.
ver saṁprajñāta samādhi.
absorção com argumentação. Uma das modalidades de samādhi, na qual se exerce contemplação sobre um objeto denso.
ponte.
postura da construção da ponte: deitado de costas, o quadril elevado.
perfeito, o detentor dos siddhis, poderes paranormais.
escuta dos ensinamentos estabelecidos, o estudo das escrituras com um mestre. Um dos dez niyamas da Haṭhayogapradīpikā.
a postura do perfeito, uma posição de meditação.
perfeição, realização. Os poderes paranormais advindos do estado de megaconsciência, que o yogin adquire ao progredir no sādhana. São formas diferentes de relacionar-se com as leis da Natureza. Saiba mais aqui.
leão.
postura do leão: sentado sobre os calcanhares, a boca aberta, a língua estendida e o olhar entre as sobrancelhas. Uma das posturas da Haṭhayogapradīpikā.
filho de Śiva, deus da guerra, também chamado Kārttikeya e Subrahmaṇya.
postura de Skanda.
“memória”, aquilo que é lembrado. Toda a produção literária posterior aos textos revelados do Śruti (a partir de 500 a.C. até o século V d.C.): os Vedāṅgas (os membros do Veda: fonética, gramática, métrica, etimologia, astronomia e ritual), os Āgamas, os Purāṇas, o Mānavadharmaśāstra (as Leis de Manu), as Upaniṣads tardias, etc.
memória, lembrança: a retenção de um objeto já experimentado. A quinta das vṛttis (Yogasūtra I:11). Não confundir com a Smṛti, a literatura tradicional.
eu sou Isso. O ajapajapa, mantra que corresponde ao som da respiração, feito de forma espontânea quando se respira.
bebida ritual dos Vedas, oferecida aos deuses; também a Lua.
pulsação, vibração. No Śivaísmo da Caxemira, a vibração primordial da Consciência, através da qual Śiva manifesta o Universo.
texto central da tradição Spanda, que investiga o dinamismo intrínseco da consciência e a sua presença em toda a experiência. Termo do Trika.
toque. O tanmātra do tato.
tato, a pele como órgão de percepção.
criação, manifestação do universo. Termo do Vedānta.
roubo.
firmeza de propósito, persistência; um dos vinte valores do sábio enumerados por Kṛṣṇa na Bhagavadgītā (XIII:7-11).
firme e confortável. Definição que Patañjali dá ao āsana no Yogasūtra (II:46).
aquele cuja sabedoria é firme. O sábio descrito por Kṛṣṇa no segundo capítulo da Bhagavadgītā.
estabilidade, firmeza, permanência.
denso, grosseiro.
corpo físico denso.
inércia, procrastinação; um dos nove obstáculos (Yogasūtra I:30).
irmã de Kṛṣṇa e esposa de Arjuna.
confortável, agradável; felicidade, prazer. O āsana é sthira e sukha, firme e confortável (Yogasūtra II:46). Ver sthirasukham.
postura fácil: sentado, com as pernas cruzadas.
corpo sutil.
deitado, adormecido.
postura do ângulo deitado: a partir de halāsana, as pernas se afastam.
postura deitada com a mão no dedão do pé. A versão lateral também se chama suptapārśvasahita.
postura do lótus deitado.
postura deitada de Trivikrama: deitado de costas, uma perna levada para trás da cabeça.
deus, ser celestial, em luta com os asuras.
Sol.
“atravessar o Sol”. Nome de um prāṇāyāma.
saudação ao sol: sequência de posturas encadeadas com a respiração.
a mais importante nāḍī do corpo sutil, no interior da coluna vertebral. Vai desde o mūlādhāracakra até o brahmarandhra, no alto do crânio. Habitualmente, esta nāḍī não conduz a bioenergia, apenas entra em atividade no momento do despertar da força kuṇḍalinī.
o sono profundo, sem sonhos. Termo do Vedānta. Saiba mais aqui.
estado de consciência relativo ao sono sem sonhos (suṣupti).
cocheiro, condutor de carro; também o bardo que narra as histórias antigas.
cordão, fio, aforismo. É uma prosa concisa e enigmática, na qual está escrita uma parte dos textos do hinduísmo.
si próprio, o próprio.
natureza própria, essência. Termo do Trika.
sua própria lei de ação. A vocação da pessoa, aquilo ao que ela se dedica.
fundamento de si próprio. O segundo dos cakras, centros de força localizados ao longo da coluna vertebral, quatro dedos abaixo do umbigo.
compreensão de si próprio através das escrituras. Um dos cinco niyamas, prescrições éticas do Yoga de Patañjali.
glória! Interjeição utilizada no ritual védico do fogo.
mestre de si mesmo. O termo é usado para dirigir-se a uma pessoa digna do maior respeito. É igualmente usado para designar os saṁnyāsins, renunciantes que se dedicam à libertação e a transmitir o ensinamento libertador. Grafado Swāmi em hindi.
a experiência do sonho, um dos três estados de consciência.
estado de consciência durante o sonho.
luz que brilha por si mesma, autoefulgente; o Ser, que não depende de outra luz para ser conhecido (Brahmajñānāvalīmālā 8).
som, tom; fôlego, o fluxo do alento pelas narinas. O ritmo adequado para a prática de prāṇāyāma.
postura do cadáver com atenção à respiração, feita com as mãos apoiadas no abdômen.
o céu, o paraíso de Indra.
o surgimento do svara (fluxo da respiração) por uma narina.
a própria forma, a natureza essencial.
auspicioso, cruz, encruzilhada de caminhos. Nome de uma mudrā e de uma postura de meditação.
postura auspiciosa: sentado, com cada pé colocado entre a coxa e a panturrilha da perna oposta. A primeira postura descrita na Haṭhayogapradīpikā.
liberdade, independência absoluta, o poder soberano da Consciência (svātantryaśakti). “Surge e é alcançada a independência (svatantra)” (Śivasūtra III:13).
“aquele que existe por si mesmo”, o Ser incriado (Īśopaniṣad 8).
som, palavra; o som interior supersutil, o mantra.
o som do Absoluto, Brahman na forma de som, que se percebe no estado de samādhi.
conhecimento do som.
conhecimento válido por meio das palavras, ou do testemunho autorizado. Termo do Vedānta.
relativo a Śiva. Adepto do Śivaísmo.
adepto do culto à Śakti; corrente devocional do tantrismo.
energia, poder. Nome da consorte de Śiva. Na cosmogonia tântrica equivale à Prakṛti, o princípio feminino, dinâmico e gerador. Saiba mais aqui.
o círculo dos poderes de Śiva. Na união com ele, acontece o recolhimento (saṁhāra) do universo (Śivasūtra I:6).
“movimentar a śakti“: técnica para despertar a kuṇḍalinī. Uma das mudrās da Haṭhayogapradīpikā.
“descida da śakti“: a transmissão da graça ou potência divina, que desperta a capacidade de reconhecimento. Termo do Trika.
o princípio da potência dinâmica da consciência. Termo do Trika.
a tríade das potências: vontade, conhecimento e ação. Termo do Trika.
o meio da potência consciente: trabalha sobretudo com a compreensão, a atenção e a transformação da atividade mental. Termo do Trika.
gafanhoto.
postura do gafanhoto: deitado de bruços, as pernas e o tronco elevados.
tranquilidade e domínio da mente. Termo do Vedānta. Saiba mais aqui.
um dos nomes de Śiva.
fixação ocular no ponto do intercílio.
clarividência.
o meio de Śambhu, isto é, de Śiva: o reconhecimento direto da consciência por meio da vontade, ou intenção consciente. Termo do Trika.
“o que traz a paz e a felicidade”, um dos nomes de Śiva.
mestre e sistematizador do Advaita Vedānta, o ensinamento da não-dualidade. Nasceu em Kālaḍi, no atual estado de Kerala, e a datação mais aceita pelos estudiosos situa a sua vida entre 788 e 820 d.C., embora a tradição proponha datas bem anteriores. Escreveu comentários (bhāṣyas) sobre as principais Upaniṣads, a Bhagavadgītā e o Brahmasūtra, os três pilares do Vedānta (prasthānatraya), além de obras introdutórias, como a Upadeśasāhasrī, e de numerosos hinos; a tradição atribui-lhe também a Vivekacūḍāmaṇi. Organizou a ordem monástica dos daśanāmī saṁnyāsins e fundou quatro mosteiros (maṭhas) nos quatro pontos cardeais da Índia. Saiba mais aqui.
limpeza da concha. Técnica de desintoxicação e limpeza interna que se faz ingerindo água salgada e expelindo-a pelos intestinos.
paz.
corpo, invólucro.
instrução, ensinamento. Escrituras sagradas dos hindus. Tratado ou conjunto de textos de uma determinada escola filosófica ou científica.
plenitude permanente, felicidade constante (Brahmajñānāvalīmālā 5).
limpeza, purificação, um dos cinco niyamas, prescrições de conduta do Yoga Clássico. Saiba mais aqui.
cadáver.
a postura do cadáver, posição de descontração na qual se pratica yoganidrā.
cabeça.
parada de cabeça; postura invertida sobre a cabeça e os antebraços.
discípulo, estudante. Termo do Vedānta. Saiba mais aqui.
frio, frescor.
refrescante. Nome de um prāṇāyāma.
que produz o som “sī”. Nome de um prāṇāyāma refrescante.
“o Benfeitor”, o Auspicioso. Criador mitológico do Yoga e arquétipo do praticante. Na cosmogonia do tantrismo corresponde ao Puruṣa do Sāṅkhya, o Ser.
o liṅga de Śiva, símbolo do princípio gerador masculino. Nome de uma mudrā.
“A Coleção de Śiva”, tratado de Haṭhayoga em forma de diálogo entre Śiva e Pārvatī, que expõe a fisiologia sutil, os prāṇāyāmas e as mudrās. Saiba mais aqui.
os aforismos de Śiva, texto seminal do Tantra da Caxemira (Trika), atribuído a Vasugupta (século IX). São 77 sūtras em três seções, que apontam para a identidade entre o indivíduo e Śiva, a Consciência. O primeiro diz: caitanyam ātmā, “Consciência é [a natureza de] Ātma”. Saiba mais aqui.
texto que descreve a fisiologia sutil do corpo e a ciência do fluxo respiratório pelas narinas (svara), escrito em forma de diálogo entre Śiva e sua consorte.
o princípio da consciência absoluta; o primeiro dos 36 tattvas. Termo do Trika.
a natureza, ou a condição, de Śiva. Termo do Trika.
a permeação, a presença de Śiva em tudo. Termo do Trika.
estrofe, em geral de dois versos de dezesseis sílabas, na qual estão redigidos os épicos e muitos outros textos.
purificação. Nome de um prāṇāyāma.
confiança, fé no ensinamento e no mestre, até que ele se torne conhecimento próprio. Uma das seis virtudes do sādhanacatuṣṭaya. Saiba mais aqui.
a escuta atenta e o estudo dos ensinamentos transmitidos pela tradição. Termo do Vedānta. Saiba mais aqui.
audição.
“o ouvido do ouvido”: Ātma, aquilo graças a que os sentidos e a mente funcionam (Kenopaniṣad I:2).
aquilo que é ouvido, a revelação. A tradição oral védica, transcrita entre 1400 e 400 a.C. Os textos que fazem parte do Śruti incluem os Vedas, os Brāhmaṇas, os Āraṇyakas e as Upaniṣads mais antigas.
o conhecimento puro, a consciência de si mesmo como manifestação de Śiva (Śivasūtra I:21).
o conhecimento puro, em que sujeito e objeto se encontram em equilíbrio. Termo do Trika.
purificação.
a quarta casta, que inclui camponeses, artesãos e servos.
vazio, vacuidade.
retenção com os pulmões vazios.
cão.
“o que cozinha cães”, nome dado aos excluídos da sociedade de castas.
inspirar.
mudrā ou selo das seis portas: prática meditativa que consiste em fechar com os dedos as portas sensoriais da cabeça. Tampam-se os olhos com os indicadores, reduz-se a passagem do ar pelas narinas com os dedos médios, cobre-se a boca com os anulares e os mínimos e fecham-se os ouvidos com os polegares. É uma prática muito eficiente de pratyāhāra, a abstração sensorial, útil para manter o foco e a concentração, evitando as distrações.
um tratado de Sāṅkhya.
o conjunto dos seis principais cakras, centros de força do corpo energético.
as “seis ações“, o grupo das técnicas de purificação do corpo físico.
os 36 princípios da manifestação no sistema śaiva. Termo do Trika.
montanha.
postura da montanha: de pé, firme e estável.
“o luminoso”, o segundo quarto do Ser, cuja esfera é o sonho e cujas cognições são internas (Māṇḍūkyopaniṣad 4). Corresponde à letra u do Oṁ.
imobilidade, inércia, escuridão. Um dos três guṇas, os atributos da Natureza. Saiba mais aqui.
que possui a natureza de tamas: quietude, inércia e estabilidade.
raiz verbal: estender, espargir. Raiz da palavra tantra.
“apenas isso”. Os elementos sutis, núcleos energéticos infinitesimais que determinam e qualificam a realidade. Definem as cinco qualidades do mundo sensível, fundamento das diversas manifestações da energia: som, toque, forma, sabor e odor.
tecido, urdidura. Pode ser traduzido como “espargir o conhecimento”. Sistema filosófico matriarcal e sensorial que empresta suas principais premissas do Sāṅkhya e do Yoga. Em outra acepção, um Tantra é um manual que expõe uma doutrina. Saiba mais aqui.
a grande síntese de Abhinavagupta sobre a filosofia, o ritual, a iniciação, a contemplação e as práticas das tradições tântricas śaivas. Termo do Trika. Saiba mais aqui.
relativo ao Tantra.
raiz verbal: arder, brilhar, queimar.
calor, ascese, autossuperação, esforço sobre si próprio. Um dos cinco niyamas do Yoga Clássico. Saiba mais aqui.
os três tipos de aflição, também chamados aśāntitraya; o Ser é livre deles (Brahmajñānāvalīmālā 15). Ver aśānti.
estrela. Uma técnica de saṁyama que se faz concentrando-se sobre a imagem de um corpo celeste.
argumentação lógica; o raciocínio usado para examinar ou eliminar objeções. Termo do Vedānta.
“Aquilo”, Brahman, a Realidade. Como em tat tvam asi, “Tu és Aquilo”.
princípio, realidade, verdade, faculdade. Na cosmogonia Sāṅkhya, designa os níveis em que se articula a manifestação de Prakṛti, a Natureza. Saiba mais aqui.
foco e clareza na verdade, apreciação do sentido do conhecimento da realidade; um dos vinte valores do sábio enumerados por Kṛṣṇa na Bhagavadgītā (XIII:7-11). Kṛṣṇa conclui: “isso é chamado jñāna; o contrário é ajñāna” (XIII:11).
“tu és Isso”: mahāvākya da Chāndogya Upaniṣad. Termo do Vedānta. Saiba mais aqui.
que está além dos tattvas, as manifestações da natureza (Brahmajñānāvalīmālā 6).
o elemento fogo. O mesmo que agni.
comentário, explicação de um texto. Termo do Vedānta.
a capacidade de suportar as dificuldades e as experiências opostas sem perturbação excessiva. Termo do Vedānta.
balança.
postura da balança: em padmāsana, o corpo se suspende sobre as mãos. Também chamada utpluti.
sufixo que indica instrumento.
exercícios de fixação ocular.
tríplice.
tríade, o conjunto dos três Vedas: Ṛg, Yajur e Sāma. A tradição ortodoxa mais antiga não considerava o Atharva um Veda propriamente dito, pois o conteúdo desta obra é diferente dos outros três.
três.
o conjunto dos três guṇas (níveis de realidade): tamas, rajas e sattva.
tríade. O Śivaísmo não-dual da Caxemira, que explica a criação como a manifestação de Śiva através de 36 tattvas. Saiba mais aqui.
além dos três tempos, passado, presente e futuro; também isso é Oṁ (Māṇḍūkyopaniṣad 1).
postura do triângulo.
o ponto entre as sobrancelhas.
os três mundos: o celeste, o terrestre e o subterrâneo ou infernal.
trindade. Brahmā, Viṣṇu e Śiva tomados como uma unidade.
“a bela dos três mundos”: a grande deusa venerada nas tradições śākta e tântricas. Termo do Trika. Saiba mais aqui.
o ponto de confluência das três principais nāḍīs.
“o dos três passos”: nome de Viṣṇu como Vāmana, que mediu o universo em três passos.
o quarto. O quarto estado de consciência, situado além dos estados habituais (vigília, sonho e sono): a própria Consciência, presente nos três. Saiba mais aqui.
“além do quarto”: condição da consciência que não se limita a um estado separado. Termo do Trika.
“o quarto” estado, que transcende a identificação exclusiva com os três estados habituais. O mesmo que turīya. Termo do Trika.
renúncia, em especial a renúncia ao fruto das ações (Bhagavadgītā XVIII:2).
ambos.
postura segurando os dois dedões dos pés, em equilíbrio sobre os ísquios.
o cavalo branco de Indra, surgido da agitação do oceano de leite.
um dos cinco prāṇas, localizado na região da cabeça e do pescoço.
voo ascendente; aquilo que faz voar para cima.
o voo para cima. Técnica de ativação e automassagem dos órgãos abdominais. Saiba mais aqui.
elevação, impulso, surgimento súbito da Consciência. “Bhairava, a Consciência, é a elevação” (Śivasūtra I:5).
vitorioso. Nome de um prāṇāyāma. Saiba mais aqui.
nome da deusa, esposa de Śiva; no Śivasūtra (I:13), o “Esplendor de Śiva”. Na Kenopaniṣad (III:12), Umā Haimavatī revela a Indra que o misterioso yakṣa era Brahman.
abertura, expansão, surgimento da consciência. Termo do Trika.
causa material: aquilo de que algo é feito. Termo do Vedānta.
condicionamento, adjunto limitador. Aquilo que, colocado junto de algo, parece emprestar-lhe as suas qualidades, como a flor vermelha que parece colorir o cristal. Também uma superimposição deliberada, que serve de suporte para a meditação. Saiba mais aqui.
sentar perto do Mestre. Coleção de textos do hinduísmo que formam a parte final dos Vedas e expõem o conhecimento do Ser. As mais antigas datam do período compreendido entre 700 e 500 a.C. Saiba mais aqui.
recolhimento; a cessação das atividades desnecessárias, o afastamento das distrações. Termo do Vedānta. Saiba mais aqui.
meditação, adoração. Literalmente, “sentar perto”: as práticas de meditação e devoção que preparam a mente para o conhecimento. Saiba mais aqui.
obstáculo, impedimento. Os poderes (siddhis) são obstáculos para o samādhi, embora pareçam conquistas para a mente voltada para fora (Yogasūtra III:37).
órgãos reprodutores.
sentado.
postura do ângulo sentado: flexão à frente, sentado, com as pernas abertas.
meio, método, caminho. “O mestre é o meio” (gurur upāyaḥ), Śivasūtra II:6.
equanimidade diante dos que não são virtuosos; uma das quatro atitudes do Yogasūtra I:33.
serpente; os Uragas são serpentes divinas.
para cima, elevado, ascendente.
postura do arco elevado: hiperextensão sobre as mãos e os pés.
postura das mãos elevadas: de pé, com os braços estendidos para cima.
postura do alongamento intenso das costas com o rosto voltado para cima: em equilíbrio, as pernas estendidas junto ao tronco.
postura do cão olhando para cima.
postura do lótus elevado: em sarvāṅgāsana ou śīrṣāsana, as pernas cruzadas em lótus.
sábio e poeta, preceptor dos asuras, também chamado Śukra.
os Ūṣmapas, uma classe de pitṛs, os antepassados.
camelo.
postura do camelo: ajoelhado, o tronco arqueado para trás e as mãos nos calcanhares.
prefixo: para cima, intensamente.
poderoso, feroz, intenso.
postura poderosa, ou da cadeira: de pé, com os joelhos dobrados e os braços elevados.
elevação, o ato de suspender-se.
superior. Respiração alta ou subclavicular.
estendido, alongado intensamente; também deitado de costas.
postura da tartaruga virada: a partir de kukkuṭāsana, as mãos seguram o pescoço e o corpo deita de costas. Uma das posturas da Haṭhayogapradīpikā.
postura das pernas elevadas: deitado de costas, as pernas e o tronco erguidos.
postura do alongamento intenso: flexão à frente, de pé, com as pernas estendidas.
outro nome do Vedānta.
estendido, erguido, levantado.
postura estendida com a mão no dedão do pé: de pé, em equilíbrio sobre uma perna, a outra estendida à frente ou para o lado. A versão lateral também se chama utthitapārśvasahita.
postura do ângulo lateral estendido.
postura do triângulo estendido.
comentarista do Yogasūtra e da Sāṅkhyakārikā (séc. IX d.C.), autor da Tattvavaiśāradī.
discussão que busca a verdade, a melhor forma de debate (Bhagavadgītā X:32).
a palavra articulada, a expressão sonora exterior. Termo do Trika.
“filho de Vinatā”, nome de Garuḍa, a águia montaria de Viṣṇu.
desapego. Saiba mais aqui.
um darśana ortodoxo, escola de filosofia que apresenta uma teoria atomista segundo a qual o Universo é uma combinação de átomos.
o primeiro quarto do Ser, “cuja esfera [de ação] é a vigília, cujas cognições são externas” e que desfruta do denso (Māṇḍūkyopaniṣad 3). Corresponde à letra a do Oṁ.
membro da terceira das quatro classes sociais (varṇa), a dos comerciantes e agricultores.
estar livre de desejos. O desapego supremo (paraṁ vairāgyam) é a ausência de sede até pelos guṇas (Yogasūtra I:16). Saiba mais aqui.
uma nāḍī, canal de energia que corre pelo interior da suṣumṇā, ao longo da coluna vertebral.
técnica de controle e retenção da energia sexual por meio de contrações do assoalho pélvico. Uma das mudrās da Haṭhayogapradīpikā.
palavra. O karmendriya da fala, emissão da voz.
torcido, curvo.
postura torcida: torção simples da coluna, sentado.
bījamantra do svādhiṣṭhānacakra.
esquerdo.
tantrismo negro, ou da mão esquerda.
“o anão”: a quinta encarnação (avatāra) de Viṣṇu.
postura de Vāmana.
“o javali”: a terceira encarnação (avatāra) de Viṣṇu, que resgatou a Terra das águas.
postura do javali.
fonema, letra, som articulado; também cor, e cada uma das quatro classes sociais da tradição védica. Termo do Trika. Saiba mais aqui.
guirlanda de letras, o alfabeto.
“descendente de Vṛṣṇi”, nome de família de Kṛṣṇa.
comentário crítico ou complementar a uma obra ou a um comentário anterior. Termo do Vedānta.
nome do deus védico das águas e dos mares; por extensão, o próprio oceano. Região corporal correspondente ao elemento água.
uma das principais nāḍīs, situada entre kuhū e yaśasvinī.
perfume. Impressões subconscientes, tendências ou disposições que condicionam o ser humano. Saiba mais aqui.
a primavera.
um dos nomes de Indra, chefe dos Vasus.
domínio, maestria. Vaśīkārasañjñā é a consciência de domínio que define vairāgya (Yogasūtra I:15).
lavagem que inclui dois métodos para a purificação dos intestinos: um feito com água, jalavasti, e outro com ar, sthalavasti.
os oito Vasus, divindades que personificam os fenômenos da natureza.
“filho de Vasudeva”, nome de Kṛṣṇa.
yogin da Caxemira (século IX) a quem se atribui a revelação do Śivasūtra, base do Tantra não-dual de Śiva.
o rei das serpentes, usado como corda na agitação do oceano de leite. Saiba mais aqui.
ar, vento, respiração. Um dos três doṣas do Āyurveda.
um dos quatro tipos de dhauti, que consiste na limpeza dos órgãos internos utilizando ar.
vento, o elemento ar. No Ṛgveda, deus do vento. As cinco formas que a bioenergia assume ao circular pelo organismo. Nome de uma mudrā.
conhecimento, “aquilo que foi visto”. A forma de literatura mais antiga da Índia: são textos sânscritos revelados que constituem o embasamento da tradição hindu. Os Vedas são quatro: Ṛg, Yajur, Sāma e Atharva. Saiba mais aqui.
a culminação do Veda. Nas palavras de Swāmi Dayānanda, “Vedānta é a solução para o problema que surge quando me vejo como um mortal imperfeito, sujeito a várias limitações. Essa é a conclusão à qual cada indivíduo chega ao julgar precipitadamente. Vedānta é o ensinamento que resolve este problema. Nessa visão, você é a solução para o problema que você sofre”. Saiba mais aqui.
divisão, distinção, distribuição.
deliberação, reflexão, investigação. Designa dois tipos de samādhi (estado de absorção meditativa). Ver savicāra e nirvicāra samādhi. Saiba mais aqui.
“sem corpo”: yogins desencarnados cujo nascimento se deve às latências (Yogasūtra I:19).
conhecimento, sabedoria; o oposto de avidyā. Na Īśopaniṣad (9-11) a contemplação, que conduz à imortalidade, e a ação, que atravessa a morte. Saiba mais aqui.
conhecimento direto, a compreensão que se torna experiência, além do conhecimento teórico (jñāna). Saiba mais aqui.
texto contemplativo que apresenta 112 técnicas de reconhecimento da consciência por meio da respiração, da percepção, dos sentidos e das experiências cotidianas. Termo do Trika. Saiba mais aqui.
filósofo e comentador do Yogasūtra de Patañjali, do século XVI d.C., autor do Yogavārttika.
o invólucro feito de conhecimento. No modelo dos cinco kośas, que aparece pela primeira vez na Taittirīyopaniṣad, o vijñānamayakośa é a quarta “camada” do complexo corpo-prāṇa-psiquê. Ver kośa.
fantasia, imaginação: conhecimento baseado só em palavras, sem um objeto real. Uma das cinco vṛttis (Yogasūtra I:9). No Śivasūtra (I:9), “o sonho é a ideação (vikalpa)”. Saiba mais aqui.
ação inadequada, proibida ou contrária ao dever, conforme o contexto. Termo do Vedānta.
um dos filhos de Dhṛtarāṣṭra.
dispersão, confusão. Os nove obstáculos ao samādhi: doença, apatia, dúvida, negligência, indolência, sensualidade, noções erradas, não alcançar um estágio firme e instabilidade.
inverso, contrário; nome de dois exercícios respiratórios.
prāṇāyāma com pausas: a inspiração ou a expiração é interrompida em várias etapas.
autoconsciência, reflexão sobre si mesma: o aspecto pelo qual a consciência se reconhece e exerce a sua liberdade. Termo do Trika.
invertido.
“ação invertida”: postura invertida, com o corpo de cabeça para baixo, para que o sol, no umbigo, fique acima da lua, no palato. Uma das mudrās da Haṭhayogapradīpikā.
conhecimento errôneo; um dos obstáculos ao samādhi.
herói. O iniciado no tantrismo que se caracteriza pela sua coragem ou qualificação viril. Às vezes, é sinônimo de kaula.
guerreiro terrível nascido da fúria de Śiva, de uma mecha dos seus cabelos, para destruir o sacrifício de Dakṣa.
postura de Vīrabhadra, o guerreiro: de pé, com as pernas afastadas e o joelho da frente dobrado.
postura do herói: sentado entre os calcanhares. Uma das posturas da Haṭhayogapradīpikā.
desigual, irregular.
prāṇāyāma de ritmo desigual, em que as fases da respiração têm durações diferentes.
fascínio, maravilhamento. “Os estágios do Yoga são fascinantes” (Śivasūtra I:12).
aquele que tudo permeia. Na mitologia purânica, o deus que preserva a criação. Chamado igualmente Nārāyaṇa, e encarnado como Kṛṣṇa, Rāma, dentre outros. Conheça as dez encarnações de Viṣṇu segundo o Viṣṇupurāṇa aqui.
nó de Viṣṇu, granthi situado no anāhatacakra, centro de energia do plexo cardíaco.
“sem sofrimento”: a percepção luminosa, livre de aflições, que estabiliza a mente (Yogasūtra I:36).
o grande purificador, centro de força localizado no plexo laríngeo, na área da garganta. Faça aqui a meditação sobre este centro de força vital.
o universo, o todo. “O universo é a expansão do seu próprio poder” (Śivasūtra III:30).
texto do hinduísmo onde se expõe a visão tântrica do Universo.
os Viśvedevas, “todos os deuses”, grupo de divindades honradas nos ritos aos antepassados.
transformação aparente; explica a manifestação sem que Brahman se transforme realmente. Termo do Vedānta.
“o resplandecente”, o deus Sol. Na Bhagavadgītā (IV:1), o primeiro a receber o ensinamento do Yoga.
discriminação, discernimento entre o real e o não real. Saiba mais aqui.
discernimento correto, a percepção clara da diferença entre o Ser e a natureza; é o meio para a liberdade (Yogasūtra II:26). Saiba mais aqui.
apreço por um lugar tranquilo; um dos vinte valores do sábio enumerados por Kṛṣṇa na Bhagavadgītā (XIII:7-11).
escorpião.
postura do escorpião: em equilíbrio sobre os antebraços, as pernas dobradas sobre a cabeça como a cauda do escorpião.
antepassado de Kṛṣṇa, que por isso é chamado Vārṣṇeya.
instabilidade, movimento, turbilhão, ideia, modificação, turbulência, vórtice. A atividade consciente. Saiba mais aqui.
doença, mal-estar físico; o primeiro dos nove obstáculos ao Yoga (Yogasūtra I:30). Saiba mais aqui.
manifesto, visível, diferenciado. Ver avyakta.
o ar vital ou força sutil que regula a distribuição dos outros quatro no organismo.
o compilador. Segundo a tradição, o sábio que organizou os Vedas e compôs o Mahābhārata; identificado com Bādarāyaṇa. Também é o nome do autor do Yogabhāṣya, o comentário mais antigo do Yogasūtra.
a realidade empírica, válida no âmbito da experiência e das relações cotidianas. Termo do Vedānta.
emergência, extroversão: as impressões que levam a mente para fora, em oposição às de nirodha (Yogasūtra III:9).
sacrifício, ritual do fogo, oferenda; prática de Yoga.
o Veda das fórmulas. Um dos quatro Vedas: é uma compilação de regras litúrgicas com um comentário em prosa.
ser semidivino, guardião dos tesouros de Kubera.
bījamantra do anāhatacakra, o cakra cardíaco.
literalmente, controle, refreamento. As cinco proscrições de conduta, primeiro aṅga do Rājayoga. Saiba mais aqui.
o deus da morte e juiz dos mortos.
instrumento que serve para reter. Símbolo ou diagrama utilizado na prática de meditação.
uma das principais nāḍīs, que vai desde o centro do corpo sutil, chamado kanda, até o ouvido esquerdo.
união. “A unidade da respiração, da consciência e dos sentidos, seguida pela aniquilação de todos os conceitos: isso é o Yoga.” Maitrāyaṇīyopaniṣad, VI:25.
o mais célebre comentário do Yogasūtra, atribuído ao sábio Vyāsa.
bastão de meditação, utilizado nas práticas para interromper o fluxo de prāṇa por iḍā e piṅgalā e forçá-lo em direção ao mūlādhāracakra.
o poder de ilusão do divino, que o vela aos olhos dos seres (Bhagavadgītā VII:25).
“selo do Yoga”: flexão à frente em padmāsana, com as mãos atrás das costas.
os membros ou etapas do Yoga, os oito aṅgas do Aṣṭāṅgayoga (Yogasūtra II:28-29).
sono do yogin. Nome dado à prática de relaxamento consciente, e igualmente à experiência meditativa situada entre o sono profundo e a meditação.
a senda do Yoga.
os aforismos do Yoga, o texto de Patañjali em 195 sūtras e quatro capítulos que codifica o Yoga Clássico. Conheça-o aqui.
firme no Yoga, unido ao Ser pela meditação.
“o senhor do Yoga”, nome de Kṛṣṇa.
praticante de Yoga de sexo masculino.
praticante de Yoga de sexo feminino.
vulva, órgão gerador feminino. Nascimento, origem, lar, raça.
a união do princípio feminino com o masculino.
“selo da fonte”: os dedos fecham os ouvidos, os olhos, o nariz e a boca, para recolher os sentidos. O mesmo que ṣaṇmukhīmudrā.
o mais velho dos príncipes Pāṇḍavas, filho de Kuntī e do deus Dharma. Símbolo da retidão.
idade, era cósmica. Uma era cósmica é um ciclo completo de nascimento, vida e destruição do Universo. As eras são quatro: kṛta (de ouro), tretā (de prata), dvāpara (de bronze) e kali (de ferro). O conjunto destes quatro ciclos é um mahāyuga.
Mil mahāyugas constituem um kalpa ou dia na vida de Brahmā. Brahmā vive um mahākalpa (cem anos de 360 dias cósmicos, ou seja, mais de 300 trilhões de anos terrestres), que é apenas um piscar de olhos de Viṣṇu. A morte de Brahmā é o mahāpralaya, a dissolução do Universo. O yoganidrā é então o aspecto microcósmico, humano, do sono de Viṣṇu.
raiz verbal: unir, atrelar, juntar. Raiz da palavra Yoga.
unido. Aquele que atingiu a libertação, mokṣa.
raciocínio, argumentação coerente. Termo do Vedānta. Saiba mais aqui.
॥ हरिः ॐ ॥
Continue a leitura no yoga.pro.br: Dhammapada (fragmento) · 6 Definições Complementares de Yoga · Prefácio do Dicionário de Yoga
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23 respostas
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Prático e interessante. Obrigado.
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Olá, gostaria de saber como é a palavra conexão em sânscrito…
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Você pode usar as palavras yoga (योग), sambandha (सम्बन्ध) ou sandhi (सन्धि).
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Shanti! Boa noite! Por favor, perdoa perturbar! Como escrevo “Paz e Bem” em sânscrito transliterado? Eu só sei escrever shanti (paz). Gratidão!
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Śāntiḥ é paz. Agora, sobre a palavra bem, Carla, em que sentido você pretende usar ela? Como adjetivo ou como substantivo? Se for como adjetivo, para qualificar exatamente o quê? As palavras mudam muito de acordo com o contexto e é bem difícil traduzir sem contexto. Tudo de bom!
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Muito muito agradecida! Namastê!!
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Maravilhoso! Me auxiliou bastante!
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gratidão Wagner xavier
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Encontrei por acaso e adorei! Parabéns pela página.
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Oi, Pedro, parabéns , pelo grande auxilio desse dicionário muito instrutivo : grande auxílio aos estudos. Pode, por gentileza, explicar-me a diferença entre as interjeições Swaha e Svara ( Svaha ) ? Em quais momentos uso uma e outra ? Muito obrigada ?
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Olá.
नमस्ते Namaste. Obrigado pela mensagem.
Uma interjeição é uma palavra invariável ou sintagma que formam, por si sós, frases que exprimem uma emoção, uma sensação, uma ordem, um apelo ou descrevem um ruído (p.ex.: psiu!, oh!, coragem!, meu Deus!).
Nesse sentido, svāḥ é uma interjeição. O termo svāḥ significa “bem dito”, “bom”, “que assim seja”, “tudo está bem”, e se faz ao final de certos mantras, em meditações ou nos rituais de homa, havan, pūjā, agnihotra e outros.
Já svāra não pertence a essa categoria de vocábulos. A palavra svāra quer dizer alento vital, e também designa a nota musical na qual se faz o canto védico.
Tudo de bom!
॥ हरिः ॐ ॥
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Obrigada por este acesso e gostava de saber o significado de Aham Brasmami.
Grata-
Olá Pequi,
नमस्ते Namaste.
Aham Brahma’smi: ‘Eu sou Brahman‘. Eu não sou diferente nem estou separado da Consciência Universal.
Esse mantra está na Bṛhadāraṇyakopaniṣad, 1.4.10 do Śukla Yajurveda.
Tudo de bom!
॥ हरिः ॐ ॥
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Como se escreve em sanscrito?:
“”Gloria a Deus eu sou um Milionario Saudavel””” -
Boa tarde!
Gostaria de saber a palavra correspondente a Universo, Cosmos e Astros. -
Como se escreve yama e niyama em sânscrito? Vi uma linha reta por cima das letras nesse idioma. O que significa? Também é parte das palavras?
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Li todo glossário e não encontrei a palavra relaxamento .
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Muito obrigado por partilharem este conhecimento.
Carlos Sieuve Menezes -
Bom dia, Gostaria de saber como é a palavra correspondente a Vida no Sânscrito?. Gratidão e Luz pela linda matéria.
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esse glossário de yoga do Pedro kupfer é sensacional eu agradeço muito é uma grande ajuda ao leitor e praticante de yoga … estou iniciando nessa maravilhosa jornada
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Gostaria de saber o que significa Nytiananda.
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Oi Lucinete, tudo bem?Ananda significa estado de bem-aventurança e nitya significa eterno. Então seria bem-aventurança perene. Mas também é um nome de uma santo 🙂 Um santo devoto de Krishna, olha o link aí em baixo: https://pt.wikipedia.org/wiki/Nityananda Abraço!
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Achei muito interessante este site. Estou começando no Yoga, e a minha professora fala em muitos nomes que estão nesse glossário, e ele me tirou muitas dúvidas. Gostei muito mesmo. Parabéns. Namaste.
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